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Zé do Nada finalmente aprendeu que é Tudo

Zé do Nada é um habitante do planeta terra que diz que tem a idade suficiente para aprender com todos os Sábios Mestres que no seu caminho se cruzam. Para si o mais importante é a palavra oral, embora no mundo actual essa pouco valor tenha, nomeadamente, quando se tratam de questões jurídicas. Apenas pautado pela justiça que deveria existir, foi num lugar comum que conversámos, ao sabor do vento, movidos pela palavra oral e por aquilo que o coração, juntamente com a razão, ia trazendo. Zé do Nada confessa que toda a acção deste episódio da sua vida poderia ter sido passado na fábrica onde trabalha aquele vizinho lá do bairro, contudo esse pormenor não é de todo o mais importante, pois "infelizmente ou felizmente há muita gente a passar por esta situação todos os dias". "Sabe menina, quando precisamos de trabalho e quando sabem que até temos algum valor e ideias está sempre tudo bem", desabafa explicando que fora-lhe prometido que fosse trabalhar para a Quinta de Alg...

“malmequeres os lábios molhados” lançados na aurora da vida

Aos 16 anos de idade, Cláudia Borges, natural de Cabanas de Viriato, continua a dar passos firmes para atingir um patamar, segundo a crítica, muito alto na poesia. “malmequeres os lábios molhados” é o seu quarto livro de poesia apresentado ao público no passado domingo, 2, no salão da Filarmónica cabanense, editado pela Palimage e com nota de abertura de Mário Soares, ex-presidente da República. Na sessão de lançamento, com leitura de poesia pelo grupo poético “Sarau dos Danados”, do qual a jovem poetisa faz parte, foi visível o prazer que o mais comum dos mortais tem em poder partilhar o dia-a-dia com Cláudia Borges, o membro mais jovem da Associação Portuguesa de Escritores e da Associação Portuguesa de Poetas, dada a simplicidade e humildade com que guia o leitor através do seu mundo de menina e de poetisa, onde existe “um trabalho da palavra invulgar, um trabalho maduro e intenso à volta da metáfora, do ritmo, do vocabulário, da construção de imagens”, conforme caracteriza o poeta ...

“Memórias em voo rasante” partilhadas em Santa Comba Dão

-» “Contributos para a História política recente da África Austral” Depois do enorme sucesso obtido em Moçambique, o livro “Memórias em voo rasante”, da autoria de Jacinto Soares Veloso, foi lançado na Casa da Cultura de Santa Comba Dão, no passado sábado, 17. Com uma casa pouco composta, com cerca de duas dezenas de pessoas, este lançamento contrastou com os inúmeros leitores que fizeram com que a obra, lançada em Dezembro de 2006, em Moçambique, esgotasse 72 horas após a primeira tiragem, obrigando a uma segunda tiragem, e posteriormente a uma segunda edição em Fevereiro do corrente e a uma terceira em Julho. Recorde-se que “Memórias em voo rasante” foi lançado na passada quarta-feira, 14 em Lisboa, apresentado pelo arquitecto Nuno Teotónio Pereira e por António de Almeida Santos. “Um bom lançamento, estava muita gente, foi muito interessante”, recordou ao O Tabuense , Jacinto Veloso. Na cidade santacombadense, o livro contou com a apresentação de Fernando Veloso, primo do au...

Maria José Costa uma filha do mar que voa como as gaivotas

“…o som das ondas é como as harpas, tocadas por anjos, suave que me encanta…” Maria José Costa Dizem que os artistas são estranhos, talvez por serem seres inconformados com o mundo que os rodeia. Sensíveis, amantes insaciados procuram através da arte uma resposta, um caminho, uma razão para o mundo onde vivem, enfim… que alguém ouça o grito que lhes aperta o peito e liberta a alma. No lugar de Santo Antão, freguesia de Sinde, concelho de Tábua, vive a poetisa e pintora Maria José Costa. Com uma paixão nata pelo mar e por tudo o que lhe diz respeito, a artista voa como as gaivotas, regida pelas marés, com frases, pensamentos e vivências que jamais esquecerá. “E se alguém acreditar Que o amor não está a mudar, É um poeta Um sonhador … um grande sofredor… Que acredita no que os outros não conseguem Enxergar Que no fundo de um triste olhar, Ainda há uma f...

Mariazinha… uma estrela com 108 anos de vida

Aos 108 anos de vida, Maria da Costa Almeida, mais conhecida por Mariazinha, orgulha-se de ter um rosto mais liso do que algumas mulheres mais novas e, de até há bem pouco tempo fazer muito bem o arroz doce. Nascida a 29 de Setembro de 1899, em Candosa, no mesmo mês e ano que o poeta José Régio, diz que já não liga a quase nada do outro tempo e, conta-nos alguns segredos para uma vida longa. A viver com a filha Irene Santos, de 77 anos de idade, Mariazinha foi sempre uma pessoa saudável. “Lá tinha uma coisita de vez em quando”, conta Irene revelando que a sua mãe nunca teve nada de preocupante, só aos 96 anos de idade, quando foi operada à vesícula. Hoje, queixa-se que lhe dói o braço e anda com a ajuda de uma bengala, desde que caiu há cerca de meio ano. “Não se dançava o baile sem a Mariazinha lá ir” Na sua infância andou na escola, na Lageosa (Oliveira do Hospital), onde tinha família, mas não chegou a aprender a ler. Esteve lá alguns meses por que era “muito brincalhona”, só anos m...

Dom Escuro lançado no esplendor da juventude

Dom Escuro é o mais recente livro de Carlos Edgar, no qual mais uma vez foca a temática do medo. Depois, de A Verdadeira História do Capuchinho Vermelho , o escritor natural da vila de S. João de Areias, aos 27 anos, continua dedicado à escrita infanto-juvenil. Viajar através das letras e das palavras é um sonho de Carlos Edgar, que ganhou asas com o nascimento da sua filha. O horizonte é “atingir outro público, mas para já esta é uma área que deve ser muito mais trabalhada, pela mais-valia que é para a sociedade trabalharmos esta faixa etária”, justifica. No entanto, o jovem escritor desvenda que tem “uma obra praticamente concluída, virada para os adultos, mas desta vez não vai focar medos, vai focar as questões do ser mediático, o custo que as pessoas pagam para serem mediáticas, para aparecerem, basicamente é isso”. “Esta obra foi escrita baseando-se nos próprios medos que eu tinha, quando era criança e, nas dificuldades que nós temos muitas ve...

O Meu Pecado apresentado entre familiares e amigos

Quase duas décadas depois de ter sido alinhavado, Celeste Cortez apresentou O Meu Pecado. Um romance que esteve guardado na gaveta por falta de tempo, e que agora numa edição de autor veio a público, na passada sexta-feira, 7, na Biblioteca Municipal de Carregal do Sal. Com origens em Carregal do Sal, Celeste Cortez foi muito jovem para África, onde teve o seu percurso de vida. Aos 19 anos era editora de uma revista feminina e só anos mais tarde, em 1989, depois de ir para África do Sul é que escreveu os três primeiros capítulos deste romance. “Fiz o primeiro capítulo que hoje é o penúltimo e o último em 1989” , recorda explicando que no ano de 2003 encontrou o primeiro capítulo numa gaveta, considerando que esta seria a altura ideal para escrever para as suas netas, não pensando em “leitores”. Hoje, O Meu Pecado é uma história de ficção, onde a autora fala “muito discretamente” de seu pai. “O seu nascimento foi no solar de Cabriz, portanto eu ponho-o ali em A...