Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

NÃO ABRIR OS ANEXOS - Fotos Data:17/06‏






Não sei como, estão a ser enviados da minha conta de correio do Hotmail, e-mails com o título Fotos Data:17/06.

Como tal, não devem abrir os anexos dado que têm vírus.

Obrigada

Cristina Correia Pinto


Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Porque prefiro viajar de comboio?


Por incrível que pareça não há mesmo duas sem três quando se trata de falar do mau serviço da Rede Expresso. Claro que o facto de eu ter tido péssimas experiências com tal empresa não significa que toda a gente as tenha tido, ou que a dita entidade preste um mau serviço a todos os seus clientes.
Viajando até ao dia 25 de Março de 2007 (domingo). Um familiar meu adquiriu, como habitualmente, bilhete para viajar no autocarro com passagem em Santa Comba Dão às 18:40 h, com destino a Coimbra, onde efectuaria mudança de autocarro, com partida às 20:00 h e com destino a Caldas da Rainha.
O bilhete adquirido identificava ambos os autocarros e respectivo lugar: de Santa Comba a Coimbra, viatura 23, lugar 14; de Coimbra a Caldas da Rainha, viatura 5, lugar 14.
Pensava ele que, perante os dados que constavam do próprio bilhete era seguro que teria transporte nos autocarros em causa e nos lugares aí indicados. Contudo, para sua surpresa, o autocarro 23 chegou a Santa Comba cheio; o respectivo motorista apenas permitiu a entrada de um dos quatro passageiros que aí se encontravam para embarcar, afirmando que tinha apenas um lugar vago; desconhecendo-se até hoje o critério de escolha desse passageiro, a certeza é que não lhe foi permitida a entrada no autocarro, pese embora ser titular de um bilhete para o lugar 14 daquele autocarro.
Perante a situação a ideia que ficou entre os passageiros foi a de que surgiria certamente em poucos minutos um autocarro de desdobramento, tendo em vista assegurar o tráfego normal a que o concessionário está obrigado no âmbito do serviço público que presta. Estavam enganados.
A recusa de um transporte alternativo

Contactada telefonicamente a central de Viseu (com a despesa inerente) o meu familiar foi então informado que só haveria um autocarro para Coimbra cerca das 21 horas e que não havia ligação para as Caldas da Rainha.
Explicou que, sendo titular de um bilhete válido, necessitava de estar nas Caldas no dia 25 de Março; mas mesmo apesar das razões que explicou, foi-lhe recusado qualquer transporte alternativo e foi alegado que o máximo que podiam fazer (quanta generosidade!) era validar o bilhete para o dia seguinte, às 08:40h.
Foi então obrigado a viajar no dia 26 de Março, no autocarro com passagem em Santa Comba às 08:40 h, com mudança em Coimbra às 09:30 h e com chegada às Caldas cerca do meio dia; obviamente que perdeu as aulas dessa manhã, tendo sido obrigado a faltar às mesmas pelas razões que antes ficaram expostas e em seu prejuízo.
Ao adquirir o bilhete para viajar no autocarro com passagem em Santa Comba Dão, no domingo, às 18:40 h, não o fez para ter uma mera expectativa, para ficar a aguardar na paragem a chegada do autocarro e verificar então se tinha a sorte de ter aí lugar ou o azar de ter que esperar para o dia seguinte.
Ao vender o bilhete, a Rede Expresso obrigou-se a assegurar o transporte de autocarro entre Santa Comba Dão e Caldas da Rainha, com o horário e nas condições que constam do respectivo bilhete, incluindo o lugar; aliás, nem se percebe como se vai ao pormenor de explicitar no bilhete o lugar no autocarro para depois afirmar que não há lugar vago. E esta é uma obrigação básica que decorre do simples contrato de transporte.
A falta de atitude

No endereço electrónico da Rede Expressa, afirma-se a garantia de “um elevado padrão de qualidade e segurança, o que a torna preferida por milhões de passageiros”. Estou certa de que a situação descrita contraria tais padrões de qualidade.
Levando estes factos ao conhecimento das entidades responsáveis da empresa em causa nunca houve uma resposta que esclarecesse a razão de ser de tal procedimento e de que modo pensa a Rede Expressos ressarcir os passageiros dos danos que causou.
Recentemente, na estação de Sete Rios, em Lisboa, já me aconteceram alguns episódios caricatos, mas o mais lamentável foi quando fiquei quase uma hora à espera de autocarro e perante tal atraso me dirigi ao chefe da gare para saber o motivo do atraso. A resposta foi seca e fria. “Estamos a reparar o autocarro!”, perante tal resposta questionei porque motivo não avisam as pessoas através do mesmo método que anunciam a linha em que estão as viaturas (por altifalantes)? Não obtive resposta e questionei se as pessoas que têm de trocar de autocarro têm garantias de transporte. Não deram resposta. Pedi livro de reclamações e disseram onde ele supostamente se encontrava… e estava a porta fechada. Ninguém me apresentou o dito livro… estaria cheio? Será que têm livro?
Sem dúvida que viajar de comboio para além de ser mais confortável tem um serviço muito melhor. Há o cuidado de informarem as pessoas quando há atrasos, e o lugar que está no bilhete corresponde e está reservado para o passageiro. Enfim… onde está o tal marketing, a tal preocupação em conquistar o cliente?

Cristina Correia Pinto
25 de Junho de 2009

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Et voilà...os "melhores" momentos

Parece que em todo o lado anda um Sábio Mestre a orientar o nosso caminho e a querer que coloquemos à prova tudo aquilo que nos foi e vai sendo transmitido ao longo da nossa existência.
Quatro anos a estudar Comunicação Social deram direito a uma licenciatura e a um estágio profissional numa estação de TV portuguesa (TVI), os sonhos cresceram em torno dessa realidade, contudo parece que há algo mais forte (a realidade) e nos coloca outras oportunidades no caminho, como por exemplo uma passagem pela imprensa regional.
Novos sonhos, novas vontades e um contacto directo com a realidade socio-económica do nosso país. Mais um tombo por que os sonhos na área do jornalismo começam a ser menos concretizáveis, dada a conjuntura que os jornais atravessam e consequentemente as ofertas que nos dão para podermos subsistir com a profissão que nos enche a alma.
A solução não é de todo ficar de braços cruzados à espera que venham dias melhores, nem passa por fazer um braço de ferro com as entidades patronais a exigir os direitos mínimos. Claro que não é tudo assim tão linear! Há desespero, frustração, raiva… Há vontade de lutar por tudo aquilo que sonhamos mesmo quando sabemos que o nosso futuro próximo não vai passar por ali.
O próximo passo é continuar a procurar emprego e investir na área da Comunicação Social.

Parar é morrer

A solução que encontro a curto prazo é tirar mais um curso para limar arestas e apreender novos conteúdos. A escolha recai num atelier de TV leccionado pelo Cenjor.
Parece que em termos pessoais a escolha foi ideal, uma vez que o feedback e o saldo final de curso foi bastante positivo e superou todas as expectativas, no entanto em termos profissionais continuam a não existir perspectivas de trabalho e, as ofertas que chegam não são de todo as mais apelativas para quem quer começar a ter uma vida minimamente organizada nos dias e na sociedade de hoje.
Sorte ou azar, destino traçado por alguém ou delineado por mim. Eis que surge a oportunidade de entrar numa Pós-Graduação em Televisão, na Universidade Autónoma de Lisboa. Mais uma vez a avaliação final é positiva.
Descontente com o facto de estar na capital apenas e só para estudar, uma semana antes de terminar a formação dou por mim a secretariar uma direcção numa das empresas mais conceituadas de Portugal.
Sim! Não sonhei com isto, só em pequena é que gostava de brincar às secretárias, de atender o telefone e marcar uma série de eventos na minha agenda, da mesma forma que adorava escrever histórias para o meu irmão, brincar às professoras e imitar os locutores de rádio e os pivots dos telejornais, para não dizer que gostava de atender os clientes na loja dos meus avós…e que sempre que ia um viajante vender a sua mercadoria tentava saber o que era necessário para ser gestora. Esse era o meu verdadeiro desejo antes de perceber que a Matemática não era o meu forte e, que a conjuntura do país não me dava grandes oportunidades nesse campo. Afinal, qual é o curso que tem saída nos nossos dias?

Mérito, empenho, dedicação, sorte… não sei…

Hoje, aqui estou eu no mundo do secretariado. Nos primeiros dias acreditava que era temporário - pois era frequente pensar no prazer que tive enquanto jornalista de A Comarca de Arganil, do Jornal de Arganil e de O Tabuense – tal como uma droga, o jornalismo estava entranhado em mim, acomodei-me de tal forma a tão estranha forma de vida que, por estupidez ou não, adoptei uma realidade à outra.
Quando dei por mim, passei de temporária a contratada e de uma secretária de direcção a uma secretária de administração. Como? Não sei. Tentei ser eu. Não deixar nada pendente, usar o meu ar calmo e sério para dar tranquilidade aos que se cruzam no meu caminho. Procurei inovar com base no que aprendi até hoje e aprendi a deixar mais espaço aberto para aprender ainda mais. Será que um dia vou voltar a ser jornalista?
Não sei! Não quero saber!
Estou a gostar da minha adaptação, estou-me a esforçar para dar o meu melhor, acordo com vontade de trabalhar e com o objectivo de ser uma secretária exemplar.
Confesso que dá-me um grande gozo ver que há pessoas que estudam secretariado, que fazem trinta por uma linha para estarem no meu lugar (da mesma forma que eu fiz para ser Jornalista) e não conseguem quando é tão fácil chegar aqui. Mérito, empenho, dedicação, sorte… não sei…
Só sei que vale a pena aprendermos a gostar e a pôr em prática o que aprendemos até ao momento, pois toda a nossa sabedoria é uma mais-valia e é adaptável.
Ainda bem que estou aqui!

Cristina Correia Pinto
18 de Maio de 2009