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Dom Escuro lançado no esplendor da juventude

Dom Escuro é o mais recente livro de Carlos Edgar, no qual mais uma vez foca a temática do medo. Depois, de A Verdadeira História do Capuchinho Vermelho , o escritor natural da vila de S. João de Areias, aos 27 anos, continua dedicado à escrita infanto-juvenil. Viajar através das letras e das palavras é um sonho de Carlos Edgar, que ganhou asas com o nascimento da sua filha. O horizonte é “atingir outro público, mas para já esta é uma área que deve ser muito mais trabalhada, pela mais-valia que é para a sociedade trabalharmos esta faixa etária”, justifica. No entanto, o jovem escritor desvenda que tem “uma obra praticamente concluída, virada para os adultos, mas desta vez não vai focar medos, vai focar as questões do ser mediático, o custo que as pessoas pagam para serem mediáticas, para aparecerem, basicamente é isso”. “Esta obra foi escrita baseando-se nos próprios medos que eu tinha, quando era criança e, nas dificuldades que nós temos muitas ve...

O Meu Pecado apresentado entre familiares e amigos

Quase duas décadas depois de ter sido alinhavado, Celeste Cortez apresentou O Meu Pecado. Um romance que esteve guardado na gaveta por falta de tempo, e que agora numa edição de autor veio a público, na passada sexta-feira, 7, na Biblioteca Municipal de Carregal do Sal. Com origens em Carregal do Sal, Celeste Cortez foi muito jovem para África, onde teve o seu percurso de vida. Aos 19 anos era editora de uma revista feminina e só anos mais tarde, em 1989, depois de ir para África do Sul é que escreveu os três primeiros capítulos deste romance. “Fiz o primeiro capítulo que hoje é o penúltimo e o último em 1989” , recorda explicando que no ano de 2003 encontrou o primeiro capítulo numa gaveta, considerando que esta seria a altura ideal para escrever para as suas netas, não pensando em “leitores”. Hoje, O Meu Pecado é uma história de ficção, onde a autora fala “muito discretamente” de seu pai. “O seu nascimento foi no solar de Cabriz, portanto eu ponho-o ali em A...

Rimary… a artista da sensibilidade

Desta vez, fomos saber mais sobre azulejaria. Motivados pela curiosidade de saber quem é, afinal, a autora dos painéis de azulejos que dão outro brilho a Santa Comba Dão, e a tantas outras terras, entrámos no mundo de Rimary. Uma artista simples, de uma sensibilidade rara, capaz de dar uma dimensão incalculável a aspectos da vida, que passam distantes da maioria dos mortais. Actualmente, com o privilégio de fazer aquilo que gosta, Rimary conta-nos o porquê de ter trocado um trabalho de 20 anos pela arte. “Fui secretária e depois achei que estava na altura de fazer algo completamente diferente, que me desse gosto e prazer, não só pelo facto de poder ganhar dinheiro, como pelo prazer pessoal. Tirei um curso e estou a trabalhar naquilo que realmente gosto”, revela a pintora que transformou a azulejaria em profissão. “Fui aperfeiçoando e apanhando gosto por aquilo que fazia e esperando para que as pessoas vissem o que eu fazia, para terem noção de que realmente eu não fazia só porque apren...

David Oliveira... um artista consagrado na medalhística

“Considero-me o melhor medalhista de Portugal. E sou”, garante-nos David Oliveira durante a visita guiada que nos fez à sua exposição permanente, na Casa da Cultura de Santa Comba Dão, onde se podem ver os cerca de 200 trabalhos que doou à Câmara Municipal. Fotógrafo profissional, empresário de cinema, jogador de futebol, tesoureiro da caixa Geral de Depósitos de Santa Comba Dão, comerciante são, apenas, algumas das profissões que David Oliveira exerceu. Escusado seria perguntar qual delas lhe deu mais gosto, pois basta ver o seu espólio e, o modo como fala da arte para concluirmos que nenhuma delas lhe deu tanto gozo, como o facto de poder dominar a Arte. Aos 84 anos de idade, fala-nos da Arte como quem ainda tem muito por descobrir e fazer. Artista consagrado na medalhística revela que o que lhe deu “fama” foi a colecção dos Pelourinhos, Câmara e Brasão. Contudo, as técnicas de óleo, aguarela, tinta da china, carvão e a magia de moldar o gesso, associadas à fo...

Procópio Gageiro um canteiro artesão... “com trabalhos espalhados pelo mundo inteiro”

Com trabalhos espalhados pelo mundo inteiro, Procópio Martinho Gageiro é um autodidacta como canteiro artesão. A viver em Casal de S. João, freguesia de Vila Cova de Alva, há 3 anos, explica-nos que, enquanto artista, tem falta de apoios e que as dificuldades na arte têm sete, oito anos, por causa dos Governos”. Aos 76 anos de idade, abre-nos o seu álbum de memórias e guia-nos até à sua vida em Fanhões, freguesia de Loures, alertando-nos que desde pequeno que tem o dom de trabalhar a pedra, para dar vida a estatuetas, leões, candeeiros, relógios de sol, santos, enfim... é só lhe pedirem que ele faz com amor. “Eu quando me ponho a fazer um trabalho gosto de fazer tudo. Eu trabalho com gosto, com amor, por amor, Não sou daquelas pessoas que começam a fazer uma peça e daqui por um bocadinho abalam. Eu quando estou a fazer uma peça, seja ela qual for, estou a trabalhar com amor à arte”, desabafa. Porém, em criança queria trabalhar num talho, “porque os senhores do t...

“A Ponte Submersa” é “um memorial que é devido”

“Esta é a incrível história de um homem que destruiu a vida de três jovens cheias de sonhos promissores, arrastando no mesmo golpe a cidade que o viu nascer…” In A Ponte Submersa “A Ponte Submersa” é o mais recente trabalho de Manuel da Silva Ramos. Apresentado no auditório da Casa da Cultura de Santa Comba Dão, no passado sábado, 21, o romance é uma ficção que tem por base os malogrados acontecimentos que abalaram a cidade, no ano passado. Apresentado por António Sousa Guedes, director da Voz do Dão, e por Fernando Paulouro Neves, director do Jornal do Fundão, o livro das Publicações Dom Quixote, segundo Luís Cunha, em representação da autarquia local, “é um momento forte na nossa terra” e, “é um memorial que é devido”. Sousa Guedes considera a leitura do mesmo “bastante complicada, porque além de o ter vivido e, ainda viver este problema bem de perto e, como santacombadense que sou, não foi fácil a leitura”, sublinhou com um discurso pautado pela emoção. Na sua opinião, o romance de ...

Conny Kadia e o seu encontro com a música e cultura africana

Há dias deixámo-nos levar pela melodia dos djembés e dos doundouns e fomos parar à Quinta Mondega, na freguesia de Póvoa de Midões, no concelho de Tábua. Ali, no meio da natureza encontrámos Conny Kadia, uma mestre de djembé que nos recebeu para melhor percebermos o que leva uma alemã a apaixonar-se pela música e cultura africana e, a enraizar-se em Portugal. Nascida na Alemanha, em 1965, Conny teve aulas de piano clássico, desde os 6 anos de idade, para além disso aprendeu órgão de igreja e, estudou na Universidade de Marburg, na Alemanha, as disciplinas de política e filosofia. Acrescenta que é autodidacta, no que concerne à música jazz, flauta transversal e saxofone. Aos 28 anos encontrou-se com a música e cultura africana, através do djembé. “Com o acabamento dos estudos encontrei a cultura africana e, as pessoas puxaram-me para tocar djembé, não fui eu... porque foi estranho para mim também, mas as pessoas viam capacidades, nesta música. E, então ao final dos 20 anos eu comecei co...