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David Oliveira... um artista consagrado na medalhística

“Considero-me o melhor medalhista de Portugal. E sou”, garante-nos David Oliveira durante a visita guiada que nos fez à sua exposição permanente, na Casa da Cultura de Santa Comba Dão, onde se podem ver os cerca de 200 trabalhos que doou à Câmara Municipal. Fotógrafo profissional, empresário de cinema, jogador de futebol, tesoureiro da caixa Geral de Depósitos de Santa Comba Dão, comerciante são, apenas, algumas das profissões que David Oliveira exerceu. Escusado seria perguntar qual delas lhe deu mais gosto, pois basta ver o seu espólio e, o modo como fala da arte para concluirmos que nenhuma delas lhe deu tanto gozo, como o facto de poder dominar a Arte. Aos 84 anos de idade, fala-nos da Arte como quem ainda tem muito por descobrir e fazer. Artista consagrado na medalhística revela que o que lhe deu “fama” foi a colecção dos Pelourinhos, Câmara e Brasão. Contudo, as técnicas de óleo, aguarela, tinta da china, carvão e a magia de moldar o gesso, associadas à fo...

Procópio Gageiro um canteiro artesão... “com trabalhos espalhados pelo mundo inteiro”

Com trabalhos espalhados pelo mundo inteiro, Procópio Martinho Gageiro é um autodidacta como canteiro artesão. A viver em Casal de S. João, freguesia de Vila Cova de Alva, há 3 anos, explica-nos que, enquanto artista, tem falta de apoios e que as dificuldades na arte têm sete, oito anos, por causa dos Governos”. Aos 76 anos de idade, abre-nos o seu álbum de memórias e guia-nos até à sua vida em Fanhões, freguesia de Loures, alertando-nos que desde pequeno que tem o dom de trabalhar a pedra, para dar vida a estatuetas, leões, candeeiros, relógios de sol, santos, enfim... é só lhe pedirem que ele faz com amor. “Eu quando me ponho a fazer um trabalho gosto de fazer tudo. Eu trabalho com gosto, com amor, por amor, Não sou daquelas pessoas que começam a fazer uma peça e daqui por um bocadinho abalam. Eu quando estou a fazer uma peça, seja ela qual for, estou a trabalhar com amor à arte”, desabafa. Porém, em criança queria trabalhar num talho, “porque os senhores do t...

“A Ponte Submersa” é “um memorial que é devido”

“Esta é a incrível história de um homem que destruiu a vida de três jovens cheias de sonhos promissores, arrastando no mesmo golpe a cidade que o viu nascer…” In A Ponte Submersa “A Ponte Submersa” é o mais recente trabalho de Manuel da Silva Ramos. Apresentado no auditório da Casa da Cultura de Santa Comba Dão, no passado sábado, 21, o romance é uma ficção que tem por base os malogrados acontecimentos que abalaram a cidade, no ano passado. Apresentado por António Sousa Guedes, director da Voz do Dão, e por Fernando Paulouro Neves, director do Jornal do Fundão, o livro das Publicações Dom Quixote, segundo Luís Cunha, em representação da autarquia local, “é um momento forte na nossa terra” e, “é um memorial que é devido”. Sousa Guedes considera a leitura do mesmo “bastante complicada, porque além de o ter vivido e, ainda viver este problema bem de perto e, como santacombadense que sou, não foi fácil a leitura”, sublinhou com um discurso pautado pela emoção. Na sua opinião, o romance de ...

Conny Kadia e o seu encontro com a música e cultura africana

Há dias deixámo-nos levar pela melodia dos djembés e dos doundouns e fomos parar à Quinta Mondega, na freguesia de Póvoa de Midões, no concelho de Tábua. Ali, no meio da natureza encontrámos Conny Kadia, uma mestre de djembé que nos recebeu para melhor percebermos o que leva uma alemã a apaixonar-se pela música e cultura africana e, a enraizar-se em Portugal. Nascida na Alemanha, em 1965, Conny teve aulas de piano clássico, desde os 6 anos de idade, para além disso aprendeu órgão de igreja e, estudou na Universidade de Marburg, na Alemanha, as disciplinas de política e filosofia. Acrescenta que é autodidacta, no que concerne à música jazz, flauta transversal e saxofone. Aos 28 anos encontrou-se com a música e cultura africana, através do djembé. “Com o acabamento dos estudos encontrei a cultura africana e, as pessoas puxaram-me para tocar djembé, não fui eu... porque foi estranho para mim também, mas as pessoas viam capacidades, nesta música. E, então ao final dos 20 anos eu comecei co...

Babet......a poetisa “profundamente religiosa”

Ser poeta é viver intensamente Cada dia e, cada hora que passamos... Ilusões d'alma perdendo finalmente Quando, em lugar de cantar, nós choramos!! Resivida, 10/VII/2007 Babet Dom de família, sentimentos que se desejam possuir ou simplesmente um mistério da alma são algumas das explicações que Hilda Babet nos dá para melhor entendermos o que é Ser Poeta. “Sou acima de tudo muito religiosa e, como profundamente religiosa diz a palavra de Deus: aquilo que temos no coração é aquil...

António Pepe uma força da natureza aos 100 anos de vida

Nascido a 1 de Julho de 1907, na Quinta do Ameal, na freguesia de Póvoa de Midões, António Pepe é aos 100 anos uma verdadeira força da natureza. Um exemplo de vida que todos os seus familiares e amigos admiram. “Um homem bom, alegre, divertido, cheio de vida”, dizem-nos satisfeitos por terem o tio Pepe tão próximo e tão “rijo”. Com vontade de durar mais uma dezena de anos, António Pepe festejou o seu século de vida rodeado de amor e carinho, no restaurante a “Paragem”, na Venda da Serra. Mais do que um dia memorável, o dia 1 de Julho de 2007 foi uma experiência única na vida de todos os presentes. “É um momento único, uma marca na minha vida. Nunca tinha dado parabéns a alguém que tinha feito 100 anos. Obrigada pela sua força”, agradeceu ao aniversariante Leonor Gomes em nome de todos os convivas. Sempre com o lema “como e calo” bem presente, António Pepe diz que devemos guardar o melhor para nós. “Posso ter uma rapariga, ela quer e eu quero… como e calo, mais nada”, explica-nos para ...

Apicultor por desporto

Água, glicose, frutose, açúcares e outras substâncias podem não dizer nada ao comum dos mortais, mas certamente para um apicultor isto tudo só tem um significado possível… mel. Característico da nossa região, o mel silvestre é feito a partir de substâncias recolhidas “de todas as flores e plantas”, conforme nos explica António Nunes Esteves, produtor de mel, de 77 anos de idade, residente em Tábua. Detentor de cerca de 40 colmeias, distribuídas pela Mealhada, Tábua e Ázere diz-nos que o que distingue o mel é a cor, o paladar, o aroma e a textura e, que “para se ter mel dá muito trabalho. É um desporto muito caro”, porque “é preciso andar sempre em cima das abelhas para evitar as doenças e as pragas”, salienta. Uma actividade que começou por ser uma brincadeira, porque segundo o próprio “a gente começa tudo por uma brincadeira e, depois vai apanhando o gosto. Eu apanhei o gosto pelas abelhas. Havia pessoas amigas que tinham mel, eu ia ajudá-las e, assim começou”, confessa afirmando que ...