<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509</id><updated>2012-01-06T11:46:40.833Z</updated><category term='Calcário'/><category term='Jacinto Veloso'/><category term='Nagozela'/><category term='Pomares'/><category term='Salinha'/><category term='Mina'/><category term='Papiro'/><category term='Taberna do Aníbal'/><category term='Rossio'/><category term='Comendador'/><category term='cavalos'/><category term='Correia Nobre'/><category term='Papão'/><category term='Zé do Rego'/><category term='africana'/><category term='Sinde'/><category term='Conny Kadia'/><category term='Candosa'/><category term='gageiro'/><category term='Góis'/><category term='Mariazinha'/><category term='Casa da Cultura de Santa Comba Dão'/><category term='Nagosela'/><category term='fanhões'/><category term='Largo do Balcão'/><category term='procópio'/><category term='palimage'/><category term='Giro'/><category term='Contos'/><category term='cónego'/><category term='108'/><category term='Cláudia Borges'/><category term='kimba'/><category term='Tabuense'/><category term='Santo Antão'/><category term='ratos'/><category term='gaivotas'/><category term='poesia'/><category term='estrela'/><category term='Djembé'/><category term='artista'/><category term='Confraria do Bucho'/><category term='Pepe'/><category term='Carteiro'/><category term='Memórias'/><category term='marburg'/><category term='Voo'/><category term='Coja'/><category term='A Comarca de Arganil'/><category term='Fernando Valle'/><category term='Sismo Açores 1998'/><category term='África Austral'/><category term='Carlos Edgar'/><category term='apicultor'/><category term='Lageosa'/><category term='malmequeres beijos molhados'/><category term='babet'/><category term='Regionalismo'/><category term='Tábua'/><category term='Arganil'/><category term='Capuchinho Vermelho'/><category term='anos'/><category term='princesa'/><category term='biblioteca'/><category term='Dom Escuro'/><title type='text'>Sábios Mestres</title><subtitle type='html'>Um quadro onde apresento alguns dos Sábios Mestres que cruzaram o meu caminho.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-3240497702404739895</id><published>2011-08-12T11:19:00.003+01:00</published><updated>2011-08-12T11:28:41.869+01:00</updated><title type='text'>Está lá? Está bem?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Estou bem”, responde o sr. Belmiro do outro lado da linha.&lt;br /&gt;Sabe quem fala?&lt;br /&gt;De facto, não foi fácil reconhecer, dado que só estivemos uma vez juntos e só foi efetuado hoje o primeiro telefonema. Depois de feito o reconhecimento, o sr Belmiro questionou acerca da nossa visita. Explicámos que qualquer dia iríamos visitá-lo novamente, mas que nos próximos tempos de quinze em quinze dias lhe iríamos telefonar.&lt;br /&gt;Rapidamente questionou. “Sabe o que estava a fazer?”&lt;br /&gt;Estava a ler? Questionámos contentes pelo desafio e pela forma como o primeiro telefonema estava a ser conduzido.&lt;br /&gt;“Não! Estava a rezar pelos meus pais. Tenho o terço ao lado da cama e estava a rezar por alma deles”, explicou.&lt;br /&gt;Ciente de como o encontro com Deus é importante para com os crentes, retorquimos se queria que lhe ligassemos mais tarde. Para nosso espanto, o sr. Belmiro disse que rezava mais tarde.&lt;br /&gt;Começou a contar que a sua doença era de família, já o pai, os irmãos Manuel e Francisco padeciam do mesmo. “Na província matava muitos porcos”, desvenda tentando justificar desta forma a sua maleita.&lt;br /&gt;Depois de vários pormenores e referências históricas, conta que o seu pai era Belmiro Santos. Conheceu a avó Rita Jesus. “Era a minha avó paterna. A única avó que conheci. Faleceu a 02 de novembro de 1939, foi o primeiro funeral que saiu de casa”, recorda.&lt;br /&gt;“Foi-se deitar, estava cansada, a minha mãe foi fazer um café para lhe levar, quando chegou ao quarto, já tinha morrido”, acrescenta.&lt;br /&gt;“Nunca vi na minha vida uma sogra e uma nora darem-se tão bem”, frisa para melhor percebermos a relação das duas mulheres que lhe marcaram a vida.&lt;br /&gt;Salta a conversa e fala de estórias que compõem a história da sua família. Conta-nos que os pais o tratavam por “Mirito” e por “Serôdio”. “Mas sabe? Nunca tinha visto o meu pai nu. Aos 6 anos fui a banhos com ele ao rio Dão, com a Madalena e os dois irmãos”, lembra-se. “A Madalena casou lá, em Mangualde”, remata.&lt;br /&gt;“Dizem que um homem não chora, mas chorei muito pela morte do meu pai. Fiquei órfão aos 9 anos de idade”, diz-nos entristecido.&lt;br /&gt;Explica que viveu no tempo da II Grande Guerra Mundial. “Estava em Coimbra quando a guerra acabou”, desvenda levando-nos a viajar através do tempo pela vida de grandes figuras da história da humanidade. Fala de Winston Churchill, da Rainha Isabel II, de Hitler, de Putin, da Amália Rodrigues, de Cavaco Silva, entre outros.&lt;br /&gt;Deu uma lição de apicultura, explicou que os lagartos não comem mel e partilhou connosco alguns dos métodos para produzir 300 litros de vinho. “Sabe uma coisa? Não bebo bebidas alcoólicas, só água”, frisou.&lt;br /&gt;Hoje, ficámos a saber que o Sr. Belmiro fez a tropa em Viseu e que aos 21 anos veio para Lisboa, “ainda não havia metro, havia elétricos”.&lt;br /&gt;“A minha mãe só veio uma vez a Lisboa. Fomos ao cabeleireiro da Amália Rodrigues. Disseram à minha mãe que tinha o cabelo mais bonito do que um cabeleireiro, pois era branco e com tons de azul claro. Olhe… igual ao meu”, realça.&lt;br /&gt;Guiando-nos novamente ao passado fala do irmão Ramiro. “Batia-me, tinha inveja de mim. Era mais velho do que eu 3 anos. Os mais novos não se podiam defender, nem bater aos mais velhos”, justifica antes que lhe façamos alguma questão.&lt;br /&gt;Quase na reta final do nosso telefonema, o telefone fica com ruído. Questionamos se está a tocar no fio do telefone. Refere que é o sobrinho que lhe está a ligar.&lt;br /&gt;“Só mais uma coisa para terminar dou-lhe um beijinho na testa em sinal de respeito e sabe que deve ser a mulher a despedir-se primeiro do homem?”, questiona alertando-nos indiretamente para a gafe que cometemos.&lt;br /&gt;“A Merkel, não sei se já reparou, mas ela nunca dá primeiro a mão a um homem”, exemplifica acrescentando que tem alguma simpatia pela chanceler alemã.&lt;br /&gt;Estava mesmo no fim o nosso telefonema, despedimo-nos com um “obrigada” e do outro lado o sr. Belmiro, qual avô dedicado a ensinar aos seus netos, tudo o que sabe, na minha terra diz-se “bem-haja”, eu não fui “obrigado”.&lt;br /&gt;Tem razão, foi um enorme prazer ter partilhado 45 minutos do nosso dia com uma pessoa tão rica e tão humilde.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-3240497702404739895?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/3240497702404739895/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=3240497702404739895' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/3240497702404739895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/3240497702404739895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2011/08/esta-la-esta-bem.html' title='Está lá? Está bem?'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-7700435994626933418</id><published>2011-07-04T19:47:00.008+01:00</published><updated>2011-07-08T10:40:53.220+01:00</updated><title type='text'>Amor com amor se paga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Por vezes, Deus vai pedir-lhe que desista do seu sonho para fazer parte do sonho de outra pessoa. É preciso coragem e humildade para o fazer. Mas repare bem nos resultados. Só o Céu saberá o impacto que teremos" (In A Palavra Para Hoje Primavera 11, 29 Jun Qua)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Senhor Belmiro tem quase 85 anos de vida e está condenado a viver entre a cama e a cadeira de rodas, à semelhança de uma parte significativa da nossa sociedade.&lt;br /&gt;A viver num 5º andar, sem elevador, em plena baixa lisboeta. Recebe o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Vive com um sobrinho com cerca de 50 anos.&lt;br /&gt;Gosta muito de história, adora falar… no entanto, pouco ou quase nada ficámos a saber sobre a sua vida. Simplesmente ouvimo-lo a dizer fugazmente que foi polícia.&lt;br /&gt;Amputado da perna esquerda. Tem diabetes, teve uma ferida que não sarava… mas não se lamenta.&lt;br /&gt;A história antiga e a atual domina-a mais do que nós. Tem a 4.ª classe. &lt;br /&gt;Da sua vida, sabemos que é o filho mais novo de 11. “A minha mãe teve 11 filhos, sou o mais novo, não conheci 4”, revela com saudade do tempo em que tinha os seus pais por perto.&lt;br /&gt;Traiçoeiras, as lágrimas teimam em aparecer sempre que nos tenta contar algo mais sobre os seus pais que tanto amava. Recorda como se fosse hoje o dia em que o seu pai faleceu. Ficamos a perceber que tinham uma forte ligação.&lt;br /&gt;“Era muito apegado aos pais. Ficou órfão aos 9 anos”, desvendou Mafalda Ferreira, assistente social do projeto Mais Proximidade, Melhor Vida.&lt;br /&gt;Natural de Mangualde, não sabemos qual o seu percurso até chegar a Lisboa. Sabemos sim, que só sai de casa para ir a consultas médicas. Para tal necessita do apoio dos Bombeiros.&lt;br /&gt;A desejar que chegue o mês de Agosto, conta-nos que, no dia 09 de Agosto, vai à rua. “Sabe o que vou fazer?”, questiona sorridente apontando para os dentes.&lt;br /&gt;A sua casa sem vida, contrasta com o colorido da sua presença e com o seu antigo modo de vida. “Tinha muitos periquitos, flores e uma vida muito ativa. Há 3 anos que não sai de casa”, conta-nos Mafalda Ferreira.&lt;br /&gt;Adepto do Benfica. “Sabe muito sobre desporto”, acrescenta a assistente social.&lt;br /&gt;Intercetado durante o seu discurso, só responde ao que quer, talvez numa tentativa de evitar que se abordem determinados assuntos que não deseja, impulsionado por uma enorme necessidade de falar.&lt;br /&gt;“Não têm pinturas. Estão ao natural”, reparou revelando que gosta de ver uma mulher sem pinturas, sem máscaras, talvez pelo seu subconsciente estar preso à necessidade constante de evitar falar sobre certas questões da sua vida.&lt;br /&gt;Afável, bem-educado, cerimonioso, com uma enorme doçura na maneira de ser, aceitou falar connosco por telefone nos próximos seis meses, de quinze em quinze dias, no âmbito do Projeto Aurora, intitulado “Está lá? Está bem?”.&lt;br /&gt;A quem se digna a fazer jus ao ditado “amor com amor se paga”, colocado estrategicamente na entrada de sua casa, dá um “bem-haja” sentido na humildade típica de quem não se apercebe do quanto ajuda os outros.&lt;br /&gt;Cristão, católico e seguidor de valores tradicionais, é muito agradecido aos voluntários que o visitam e que lhe ligam para saber se “Está lá? Está bem?”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-7700435994626933418?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/7700435994626933418/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=7700435994626933418' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7700435994626933418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7700435994626933418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2011/07/amor-com-amor-se-paga.html' title='Amor com amor se paga'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-7339542511613283485</id><published>2010-03-09T11:56:00.005Z</published><updated>2010-03-09T12:09:18.660Z</updated><title type='text'>Tu simbolizas tanta gente…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;tanta gente importante que a morte está a arrancar da minha vida…&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em passos lentos subo as escadas, por ironia do destino, as mesmas que sempre subi a correr para te ir ver… agarro-me ao corrimão, o mesmo que desci de escorrega e onde me pendurava com o máximo cuidado para não me ouvires a fazer asneiras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em cada degrau detenho-me e dou por mim a ter uma crise de saudosismo, que tu de certeza que a ias apelidar de infantilidade, de mimo, mas mesmo assim não me detenho e vou mais longe numa tentativa de acalmar o meu coração e… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encontro parte do álbum de memórias que partilhaste comigo, o mesmo que construímos em conjunto, que eu contínuo a encher e que um dia terá uma edição praticamente irreconhecível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que sensação estranha, como é que é possível agora mais do que nunca cada pedaço tão curto tem uma longa história, com vários actores, várias cores, várias sensações, com inúmeras perguntas e apenas uma resposta para a sua existência… tu e eu!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Revivo alguns momentos com uma nitidez única, mas… outros são meros flashes que passam em slow motion com um zoom acima do normal.&lt;br /&gt;Procuro destacar alguns momentos das imagens que a minha memória me apresenta, através de um caleidoscópio intemporal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando dou por mim, estou a passear pelo corredor, um passeio pequeno, silencioso, sem peso, sem preocupações, apenas caminhar…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olho-te nos olhos e lembro-me dos momentos de infância… perco-me completamente por entre imagens e sensações em que eras tu que me davas colo, que me protegias, enfim… que cuidavas de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Tudo parecia tão fácil… como nas estórias que me contavas que, quase sempre, terminavam com um viviam felizes para sempre.&lt;br /&gt;Que estranho! Sinto-me a sufocar…queria chorar no teu colo, chorar por birra, por uma qualquer birra infantil.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas… quando estou contigo dás-me forças, fazes-me acreditar que estás a renascer e isto é apenas mais… uma indisposição, uma maleita passageira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Procuro-me lembrar da maneira como me aconchegavas quando eu mais precisava e… em vão… faço um esforço para deter o grito do coração, a voz da revolta, as lágrimas traiçoeiras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas… tu notas, sentes o esforço que eu faço, apesar de o esconderes, de te deixares levar pelo momento…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abraças-me com o olhar, agarras-me a mão… num momento tão nosso transmitimos tudo aquilo que sentimos, que queremos deixar bem presente, até…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Sinto-me perdida, sem forças, mesmo estando farta de saber que a morte faz parte da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-7339542511613283485?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/7339542511613283485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=7339542511613283485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7339542511613283485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7339542511613283485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2010/03/tu-simbolizas-tanta-gente-tanta-gente.html' title='Tu simbolizas tanta gente…'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-2420122106567613173</id><published>2010-02-08T14:46:00.002Z</published><updated>2010-02-08T14:50:04.477Z</updated><title type='text'>O que queres ser quando fores grande?</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;O futuro das organizações - e nações - dependerá cada vez mais da sua capacidade de aprender colectivamente. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Peter Senge&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, se regressasse à fase em que nos perguntavam “O que queres ser quando fores grande?” respondia com toda a convicção: - quando for grande quero ser suficientemente boa naquilo que faço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque com a crescente competitividade é necessário acompanharmos as mudanças e adaptarmo-nos à realidade onde estamos inseridos, mesmo que os nossos sonhos nos tenham levado a tirar um curso que, por ironia ou não do destino, não nos serviu para estarmos a fazer o que queríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho consciência de que, provavelmente, não estou a dar nenhuma novidade, nem tão pouco a tentar consolar ninguém. O que é certo é que a maioria da turba passa o tempo a contestar e, a lamentar-se que andou anos a estudar para hoje estar a fazer algo que não tem nada a ver com as suas aspirações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defeito de vocação ou virtude popular, quando reparamos que há pessoas que se formaram academicamente para exercerem aquilo que estamos a fazer e não conseguem, constatamos que estamos inseridas na área e sem darmos conta passamos grande parte do tempo a pesquisar mais e mais sobre a nossa actual actividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa dessas buscas que me apercebi que existe um Dia da Secretária, da mesma forma que há um Dia do Jornalista e… do mesmo modo que todos os dias se celebra algo diferente. Porque não comemorar no próximo dia 9 de Fevereiro o Dia da Secretária?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Afinal, as nossas habilitações académicas não são nenhum obstáculo para que na nossa actual actividade profissional nos dediquemos com o mesmo empenho, entusiasmo, eficiência, rigor e excelência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-2420122106567613173?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/2420122106567613173/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=2420122106567613173' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/2420122106567613173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/2420122106567613173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2010/02/o-que-queres-ser-quando-fores-grande.html' title='O que queres ser quando fores grande?'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-23986733871226536</id><published>2009-10-21T14:46:00.005+01:00</published><updated>2009-10-21T17:39:15.888+01:00</updated><title type='text'>A Comarca de Arganil suspende publicação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“ De facto, quem é honesto, dificilmente consegue vencer as dificuldades. Entrámos em processo de insolvência pelos motivos explicados e já conhecidos. Todavia não conseguimos reunir as condições necessárias que permitam manter em publicação o jornal.&lt;br /&gt;Aguardamos agora a decisão judicial que decorre daquele processo no Tribunal de Arganil, para depois se ver o que será possível fazer-se. Simultaneamente encerram também as instalações comerciais. Os últimos tempos têm sido difíceis de controlar e os problemas agravar-se-iam se não fossem, de imediato, estancados. Só com boas palavras, as quais agradecemos, não conseguimos vencer as “crises” que nos afectam. Desculpem-nos a sinceridade. Desde a impossibilidade de recurso ao crédito, aos cortes das comunicações telefónicas, de fax, de Internet, tudo nos tem sido feito e para cúmulo nunca ninguém apareceu como negligente ou culpado. Também os CTT nos recusaram o envio de uma emissão do jornal, porque, unilateralmente e sem qualquer aviso prévio, declinaram o contrato existente. E não havia pagamentos em atraso! Assim não é possível resistir. Infelizmente parece ser o País que temos...Aos assinantes, que já pagaram a assinatura para além do semestre em curso, as nossas desculpas e a esperança de poder ainda vir a compensá-los. Despedimo-nos até... esperamos que relativamente breve. O DIRECTOR", &lt;em&gt;in A Comarca de Arganil, 10 Junho de 2009&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www.acomarcadearganil.com/index.php?progoption=news&amp;amp;do=shownew&amp;amp;topic=8&amp;amp;newid=80"&gt;http://www.acomarcadearganil.com/index.php?progoption=news&amp;amp;do=shownew&amp;amp;topic=8&amp;amp;newid=80&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado dia 10 de Junho de 2009, saiu a última edição de A Comarca de Arganil, depois de 109 anos de publicação ininterrupta desde o dia 01 de Janeiro de 1901.&lt;br /&gt;Escreveu-se e viveu-se mais de um século de estórias e de história, parte do qual vivi intensamente enquanto jornalista deste tão conceituado semanário regionalista.&lt;br /&gt;Afastada há três anos, por motivos de ordem profissional, quando vi a publicação do último número, confesso que não fiquei surpreendida com a novidade. Era algo que já estava à espera face as dificuldades que se faziam sentir diariamente.&lt;br /&gt;Sem menosprezar os restantes locais por onde passei, enquanto fiz parte deste órgão de Comunicação Social tive a oportunidade de conhecer gentes, movimentos, culturas, valores, normas e regras de comportamento que caracterizam a Beira-Serra. Entrevistei pessoas dos 7 ofícios, fiz reportagens por terras e lugares perdidos na Beira, desde Pedrógão Pequeno a Oliveira do Hospital, tive o primeiro contacto com o Regionalismo e vi bem de perto a importância que A Comarca de Arganil tem na nossa história.&lt;br /&gt;Recordo-me do stress vivido por todos quando era o fecho do jornal, do som das rotativas e do cheiro das tintas … da alegria que sentia quando me davam o primeiro jornal impresso (fruto palpável do nosso esforço e dedicação), da responsabilidade e do orgulho que sentia quando saia um trabalho meu, principalmente quando era manchete.&lt;br /&gt;Tenha a certeza que havia muita gente que lia este semanário desde a primeira à última página. Quando saia uma palavra mal escrita iam-nos logo perguntar se não sabíamos escrever. Contra factos, não havia argumentos, mas muita gente não imagina a atenção que despendíamos a ler e a rever as páginas antes de seguirem para impressão. Mas, era bom sinal quando tal acontecia, significava que os leitores estavam atentos e liam.&lt;br /&gt;Lembro-me da responsabilidade e do orgulho que senti quando fiz uma visita guiada a um grupo da APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) de Arganil à redacção e às oficinas do jornal, foi sem dúvida um giro de conhecimento recíproco. Em Agosto, de 2006, também recebemos uma visita diferente da habitual. A equipa do Som e a Fúria filmou as instalações do jornal. Filmagens essas que podem ser vistas no filme “Aquele Querido Mês de Agosto”, de Miguel Gomes.&lt;br /&gt;Saudosismo à parte… Depois de ter estado na A Comarca de Arganil, fui convidada para trabalhar na concorrência, entenda-se no Jornal de Arganil, e fiquei responsável pela concepção do jornal O Tabuense.&lt;br /&gt;Sem dúvida alguma que é com grande tristeza que encaro a realidade actual deste baluarte do Regionalismo português, que não era mais do que o reflexo das gentes da Beira-Serra.&lt;br /&gt;Até breve... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-23986733871226536?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/23986733871226536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=23986733871226536' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/23986733871226536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/23986733871226536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2009/10/comarca-de-arganil-suspende-publicacao.html' title='A Comarca de Arganil suspende publicação'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-4131739760810879031</id><published>2009-10-15T11:22:00.004+01:00</published><updated>2009-10-19T14:36:27.910+01:00</updated><title type='text'>Amanhã quero estar 100% melhor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aproveitei uma pausa para pesquisar mais sobre a minha actividade profissional e como alguém disse “cada um é aquilo que faz repetidamente”, considerando-se a excelência não um acto isolado mas um hábito. Tudo isto porque considero fundamental adquirir os instrumentos necessários a uma boa comunicação quer escrita, quer oral, sempre com a máxima atenção às regras de etiqueta e protocolo no saber estar e sua aplicação nas minhas tarefas profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outras coisas que não param de dar sinal de si, no meu trabalho o telefone toca várias vezes à hora, como tal a disposição tem de estar no topo, o sorriso tem de ser a sala de visita, a voz a anfitriã e a comunicação uma porta para a resolução do problema, tudo isto porque, como muito bem afirmou Dale Carnegie, nunca vou ter uma segunda hipótese de criar uma primeira impressão.&lt;br /&gt;Longe de imaginar que este meio de comunicação, inventado em 1876 por Alexandre Graham Bell, ia fazer parte da minha vida de forma tão assídua, sempre que posso dou por mim a procurar e a ler tudo e mais alguma coisa sobre truques e dicas que me possam orientar e tornar uma profissional na actividade que desempenho.&lt;br /&gt;Como não gosto de desistir deixo-me levar pelo sorriso e pela minha teimosia em querer fazer sempre mais e melhor. Embora me digam que tenho ar calmo e que transpiro tranquilidade e confiança, não é tudo assim tão linear.&lt;br /&gt;Há muitas alturas em que me apetece desligar o telefone, mas olho para o meu companheiro de secretária faço um sorriso e… tudo o vento levou. Sem dúvida que para que o meu papel seja um sucesso, a simpatia quanto baste é fundamental.&lt;br /&gt;De facto, a verdadeira dor de cabeça é quando as pessoas têm tendência a misturar as relações pessoais com as profissionais e têm um certo gosto de criar conflitos, através de relações dominantes e de conflitos de interesse. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que pode haver união dentro da diferença e que nós não somos uma equipa estática e, há estudos que comprovam que as equipas têm quatro estádios - reconhecimento; conflitualidade; regulamento/organização e desempenho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só que...  independentemente do estádio em que estejamos, devemos separar o "trigo do joio" dado que para além de a voz transmitir factos, revela atitudes como cortesia, interesse e encorajamento, desinteresse, agressividade e insegurança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem dúvida, que vale mais morder a língua do que com a nossa ineficiencia e má-educação fazer fracassar uma empresa e afugentar possíveis clientes ou sócios e amigos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-4131739760810879031?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/4131739760810879031/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=4131739760810879031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4131739760810879031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4131739760810879031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2009/10/amanha-quero-estar-100-melhor.html' title='Amanhã quero estar 100% melhor'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-5953117926829545731</id><published>2009-09-25T17:59:00.000+01:00</published><updated>2009-09-25T18:00:58.232+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vANHj12C0fU/Srz3QV3vbOI/AAAAAAAAAAw/rSCX0_3Exe8/s1600-h/AteJa.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 304px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vANHj12C0fU/Srz3QV3vbOI/AAAAAAAAAAw/rSCX0_3Exe8/s320/AteJa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385451114549177570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-5953117926829545731?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/5953117926829545731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=5953117926829545731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/5953117926829545731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/5953117926829545731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2009/09/blog-post_25.html' title=''/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vANHj12C0fU/Srz3QV3vbOI/AAAAAAAAAAw/rSCX0_3Exe8/s72-c/AteJa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-4861273292186174543</id><published>2009-09-02T22:50:00.001+01:00</published><updated>2009-09-02T22:53:42.688+01:00</updated><title type='text'>I deu-nos para isto...</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pupdYV0Y-q4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pupdYV0Y-q4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participação no concurso promovido pelo jornal i, na comemoração da edição nº 100!&lt;br /&gt;Os 3 vídeos com mais visitas até às 12h do dia 3/9/009, ganham uma câmara de filmar Toshiba Camileo H20.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-4861273292186174543?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/4861273292186174543/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=4861273292186174543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4861273292186174543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4861273292186174543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2009/09/blog-post.html' title='I deu-nos para isto...'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-7346273577993457520</id><published>2009-07-31T16:50:00.000+01:00</published><updated>2009-07-31T16:57:15.543+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;I Cenourada – Inércia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o despertador tocou senti que tinha acabado de me deitar, acordei com a sensação de que nem 5 minutos estive a dormir.&lt;br /&gt;A vontade de sair da cama não era mesmo nenhuma, ainda por cima depois de um fim-de-semana em plena comunhão com a natureza, na Foz do Arelho,… só me apetecia mesmo era voltar um dia atrás e estar a acordar na tenda, no meio da natureza. Contudo, a realidade era outra e tinha de enfrentar mais uma semana de trabalho.&lt;br /&gt;A esperança residia em não ter de fazer mais de 10 horas seguidas, como na semana anterior, sem ter tempo sequer para fazer pausas, nem para almoçar. Sinceramente, fazer as férias dos colegas é desgastante, trabalhamos o dobro, estamos 10 horas fechadas… O positivo é o reconhecimento pessoal da chefia e perceber que afinal não é assim tão complicado ficar a tomar conta dos comandos.&lt;br /&gt;Só que naquela segunda-feira, quase que não me reconhecia. Estava mesmo contrariada, apetecia-me tudo menos ir trabalhar. Acordei com sono, mas completamente desperta para resmungar com o facto de estar mais uma semana a começar.&lt;br /&gt;No entanto, apesar de tanta fraqueza da minha parte, por só estar a ver o lado mau das coisas, alguém teve um rasgo de luz e quando estávamos a chegar ao Posto de Comando, propôs-me algo que mudou completamente o meu dia e a minha disposição para enfrentar mais uma semana. (E verdade seja dita, ao contrário das restantes semanas vividas este ano, esta tem, a particularidade de ser a última antes das férias e, por conseguinte a mais longa de todas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se tivéssemos um coelho?&lt;br /&gt;Um coelho???&lt;br /&gt;Sim!&lt;br /&gt;Só se o formos buscar hoje!&lt;br /&gt;Hoje???&lt;br /&gt;Sim!&lt;br /&gt;Parece-me muito bem. Quando sairmos do trabalho vamos buscar o coelho.&lt;br /&gt;Se for fêmea é a Formiga, se for macho é o…&lt;br /&gt;Bunny!&lt;br /&gt;Está combinado, mas não vale chegar lá e perguntar logo o sexo do coelho. Vamos por aquele que vier logo ter connosco e pela empatia.&lt;br /&gt;Está bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II Cenourada – Ansiedade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia de trabalho parecia não chegar ao fim, para ajudar a passar o tempo abdiquei das horas destinadas à pausa para pesquisar toda a informação sobre coelhos anões: historial, comportamentos, doenças, em suma todos os cuidados e mais alguns para poder dar o melhor ao Bunny ou à Formiga. Só que a pesquisa fez com que ficasse ainda mais ansiosa para que chegassem as 20horas.&lt;br /&gt;Em jeito de análise pensei nos animais que marcaram para sempre a minha vida. Tenho um cão, já tive pássaros, gatos, peixes, bichos-da-seda, tartarugas, grilos… um coelho é um desafio e algo que me está a entusiasmar. Parece que é um desejo que esteve sempre recalcado e que agora está a ganhar vida.&lt;br /&gt;Aproveitei todas as minhas pausas para absorver o máximo de informação possível.&lt;br /&gt;Travei uma luta interior contra todos os pensamentos e ideias que me diziam para não ter um coelho. Até que… quando dei conta já passava da hora de sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III Cenourada – Indecisão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo encantado dos coelhos anões estavam à nossa espera duas bolinhas de pêlo. Um orelhudo que, mal nos viu, fugiu para dentro da toca e outro bem escondidinho…&lt;br /&gt;Resolvemos pegar neles.&lt;br /&gt;Ao contrário da bolinha de algodão que se acomodou no meu colo e começou logo a ronronar, o orelhudo estava assustado e não parecia estar a gostar de nós.&lt;br /&gt;Passou-me um filme de poucos frames pela cabeça.&lt;br /&gt;Comecei a imaginar a minha relação com um daqueles bichinhos e numa troca de olhares cada um de nós estava a gostar do coelho que tinha no colo.&lt;br /&gt;Finalmente, é feita a tal pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qual é que levamos?&lt;br /&gt;Eu gosto deste.&lt;br /&gt;Levamos esse?&lt;br /&gt;Não sei. Esse também é muito querido. Vamos trocar, deixa-me pegar no orelhudo e pegas neste.&lt;br /&gt;Peguei no orelhudo. Continuava assustado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-7346273577993457520?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/7346273577993457520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=7346273577993457520' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7346273577993457520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7346273577993457520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2009/07/era-do-bunny.html' title=''/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-4819282823517129229</id><published>2009-07-15T15:34:00.000+01:00</published><updated>2009-07-15T16:19:45.956+01:00</updated><title type='text'>NÃO ABRIR OS ANEXOS -  Fotos Data:17/06‏</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não sei como, estão a ser enviados da minha conta de correio do Hotmail, e-mails com o título Fotos Data:17/06.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tal, não devem abrir os anexos dado que têm vírus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-4819282823517129229?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/4819282823517129229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=4819282823517129229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4819282823517129229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4819282823517129229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2009/07/nao-abrir-os-anexos-fotos-data1706.html' title='NÃO ABRIR OS ANEXOS -  Fotos Data:17/06‏'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-4490908317777992758</id><published>2009-06-25T11:31:00.000+01:00</published><updated>2009-06-25T11:49:22.603+01:00</updated><title type='text'>Porque prefiro viajar de comboio?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que pareça não há mesmo duas sem três quando se trata de falar do mau serviço da Rede Expresso. Claro que o facto de eu ter tido péssimas experiências com tal empresa não significa que toda a gente as tenha tido, ou que a dita entidade preste um mau serviço a todos os seus clientes.&lt;br /&gt;Viajando até ao dia 25 de Março de 2007 (domingo). Um familiar meu adquiriu, como habitualmente, bilhete para viajar no autocarro com passagem em Santa Comba Dão às 18:40 h, com destino a Coimbra, onde efectuaria mudança de autocarro, com partida às 20:00 h e com destino a Caldas da Rainha.&lt;br /&gt;O bilhete adquirido identificava ambos os autocarros e respectivo lugar: de Santa Comba a Coimbra, viatura 23, lugar 14; de Coimbra a Caldas da Rainha, viatura 5, lugar 14.&lt;br /&gt;Pensava ele que, perante os dados que constavam do próprio bilhete era seguro que teria transporte nos autocarros em causa e nos lugares aí indicados. Contudo, para sua surpresa, o autocarro 23 chegou a Santa Comba cheio; o respectivo motorista apenas permitiu a entrada de um dos quatro passageiros que aí se encontravam para embarcar, afirmando que tinha apenas um lugar vago; desconhecendo-se até hoje o critério de escolha desse passageiro, a certeza é que não lhe foi permitida a entrada no autocarro, pese embora ser titular de um bilhete para o lugar 14 daquele autocarro.&lt;br /&gt;Perante a situação a ideia que ficou entre os passageiros foi a de que surgiria certamente em poucos minutos um autocarro de desdobramento, tendo em vista assegurar o tráfego normal a que o concessionário está obrigado no âmbito do serviço público que presta. Estavam enganados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A recusa de um transporte alternativo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contactada telefonicamente a central de Viseu (com a despesa inerente) o meu familiar foi então informado que só haveria um autocarro para Coimbra cerca das 21 horas e que não havia ligação para as Caldas da Rainha.&lt;br /&gt;Explicou que, sendo titular de um bilhete válido, necessitava de estar nas Caldas no dia 25 de Março; mas mesmo apesar das razões que explicou, foi-lhe recusado qualquer transporte alternativo e foi alegado que o máximo que podiam fazer (quanta generosidade!) era validar o bilhete para o dia seguinte, às 08:40h.&lt;br /&gt;Foi então obrigado a viajar no dia 26 de Março, no autocarro com passagem em Santa Comba às 08:40 h, com mudança em Coimbra às 09:30 h e com chegada às Caldas cerca do meio dia; obviamente que perdeu as aulas dessa manhã, tendo sido obrigado a faltar às mesmas pelas razões que antes ficaram expostas e em seu prejuízo.&lt;br /&gt;Ao adquirir o bilhete para viajar no autocarro com passagem em Santa Comba Dão, no domingo, às 18:40 h, não o fez para ter uma mera expectativa, para ficar a aguardar na paragem a chegada do autocarro e verificar então se tinha a sorte de ter aí lugar ou o azar de ter que esperar para o dia seguinte.&lt;br /&gt;Ao vender o bilhete, a Rede Expresso obrigou-se a assegurar o transporte de autocarro entre Santa Comba Dão e Caldas da Rainha, com o horário e nas condições que constam do respectivo bilhete, incluindo o lugar; aliás, nem se percebe como se vai ao pormenor de explicitar no bilhete o lugar no autocarro para depois afirmar que não há lugar vago. E esta é uma obrigação básica que decorre do simples contrato de transporte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A falta de atitude&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No endereço electrónico da Rede Expressa, afirma-se a garantia de “um elevado padrão de qualidade e segurança, o que a torna preferida por milhões de passageiros”. Estou certa de que a situação descrita contraria tais padrões de qualidade.&lt;br /&gt;Levando estes factos ao conhecimento das entidades responsáveis da empresa em causa nunca houve uma resposta que esclarecesse a razão de ser de tal procedimento e de que modo pensa a Rede Expressos ressarcir os passageiros dos danos que causou.&lt;br /&gt;Recentemente, na estação de Sete Rios, em Lisboa, já me aconteceram alguns episódios caricatos, mas o mais lamentável foi quando fiquei quase uma hora à espera de autocarro e perante tal atraso me dirigi ao chefe da gare para saber o motivo do atraso. A resposta foi seca e fria. “Estamos a reparar o autocarro!”, perante tal resposta questionei porque motivo não avisam as pessoas através do mesmo método que anunciam a linha em que estão as viaturas (por altifalantes)? Não obtive resposta e questionei se as pessoas que têm de trocar de autocarro têm garantias de transporte. Não deram resposta. Pedi livro de reclamações e disseram onde ele supostamente se encontrava… e estava a porta fechada. Ninguém me apresentou o dito livro… estaria cheio? Será que têm livro?&lt;br /&gt;Sem dúvida que viajar de comboio para além de ser mais confortável tem um serviço muito melhor. Há o cuidado de informarem as pessoas quando há atrasos, e o lugar que está no bilhete corresponde e está reservado para o passageiro. Enfim… onde está o tal marketing, a tal preocupação em conquistar o cliente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina Correia Pinto&lt;br /&gt;25 de Junho de 2009&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-4490908317777992758?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/4490908317777992758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=4490908317777992758' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4490908317777992758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4490908317777992758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2009/06/porque-prefiro-comboio.html' title='Porque prefiro viajar de comboio?'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-178907386196954713</id><published>2009-05-18T19:51:00.000+01:00</published><updated>2009-05-18T19:52:21.559+01:00</updated><title type='text'>Et voilà...os "melhores" momentos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parece que em todo o lado anda um Sábio Mestre a orientar o nosso caminho e a querer que coloquemos à prova tudo aquilo que nos foi e vai sendo transmitido ao longo da nossa existência.&lt;br /&gt;Quatro anos a estudar Comunicação Social deram direito a uma licenciatura e a um estágio profissional numa estação de TV portuguesa (TVI), os sonhos cresceram em torno dessa realidade, contudo parece que há algo mais forte (a realidade) e nos coloca outras oportunidades no caminho, como por exemplo uma passagem pela imprensa regional.&lt;br /&gt;Novos sonhos, novas vontades e um contacto directo com a realidade socio-económica do nosso país. Mais um tombo por que os sonhos na área do jornalismo começam a ser menos concretizáveis, dada a conjuntura que os jornais atravessam e consequentemente as ofertas que nos dão para podermos subsistir com a profissão que nos enche a alma.&lt;br /&gt;A solução não é de todo ficar de braços cruzados à espera que venham dias melhores, nem passa por fazer um braço de ferro com as entidades patronais a exigir os direitos mínimos. Claro que não é tudo assim tão linear! Há desespero, frustração, raiva… Há vontade de lutar por tudo aquilo que sonhamos mesmo quando sabemos que o nosso futuro próximo não vai passar por ali.&lt;br /&gt;O próximo passo é continuar a procurar emprego e investir na área da Comunicação Social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parar é morrer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução que encontro a curto prazo é tirar mais um curso para limar arestas e apreender novos conteúdos. A escolha recai num atelier de TV leccionado pelo Cenjor.&lt;br /&gt;Parece que em termos pessoais a escolha foi ideal, uma vez que o feedback e o saldo final de curso foi bastante positivo e superou todas as expectativas, no entanto em termos profissionais continuam a não existir perspectivas de trabalho e, as ofertas que chegam não são de todo as mais apelativas para quem quer começar a ter uma vida minimamente organizada nos dias e na sociedade de hoje.&lt;br /&gt;Sorte ou azar, destino traçado por alguém ou delineado por mim. Eis que surge a oportunidade de entrar numa Pós-Graduação em Televisão, na Universidade Autónoma de Lisboa. Mais uma vez a avaliação final é positiva.&lt;br /&gt;Descontente com o facto de estar na capital apenas e só para estudar, uma semana antes de terminar a formação dou por mim a secretariar uma direcção numa das empresas mais conceituadas de Portugal.&lt;br /&gt;Sim! Não sonhei com isto, só em pequena é que gostava de brincar às secretárias, de atender o telefone e marcar uma série de eventos na minha agenda, da mesma forma que adorava escrever histórias para o meu irmão, brincar às professoras e imitar os locutores de rádio e os pivots dos telejornais, para não dizer que gostava de atender os clientes na loja dos meus avós…e que sempre que ia um viajante vender a sua mercadoria tentava saber o que era necessário para ser gestora. Esse era o meu verdadeiro desejo antes de perceber que a Matemática não era o meu forte e, que a conjuntura do país não me dava grandes oportunidades nesse campo. Afinal, qual é o curso que tem saída nos nossos dias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mérito, empenho, dedicação, sorte… não sei…&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hoje, aqui estou eu no mundo do secretariado. Nos primeiros dias acreditava que era temporário - pois era frequente pensar no prazer que tive enquanto jornalista de A Comarca de Arganil, do Jornal de Arganil e de O Tabuense – tal como uma droga, o jornalismo estava entranhado em mim, acomodei-me de tal forma a tão estranha forma de vida que, por estupidez ou não, adoptei uma realidade à outra.&lt;br /&gt;Quando dei por mim, passei de temporária a contratada e de uma secretária de direcção a uma secretária de administração. Como? Não sei. Tentei ser eu. Não deixar nada pendente, usar o meu ar calmo e sério para dar tranquilidade aos que se cruzam no meu caminho. Procurei inovar com base no que aprendi até hoje e aprendi a deixar mais espaço aberto para aprender ainda mais. Será que um dia vou voltar a ser jornalista?&lt;br /&gt;Não sei! Não quero saber!&lt;br /&gt;Estou a gostar da minha adaptação, estou-me a esforçar para dar o meu melhor, acordo com vontade de trabalhar e com o objectivo de ser uma secretária exemplar.&lt;br /&gt;Confesso que dá-me um grande gozo ver que há pessoas que estudam secretariado, que fazem trinta por uma linha para estarem no meu lugar (da mesma forma que eu fiz para ser Jornalista) e não conseguem quando é tão fácil chegar aqui. Mérito, empenho, dedicação, sorte… não sei…&lt;br /&gt;Só sei que vale a pena aprendermos a gostar e a pôr em prática o que aprendemos até ao momento, pois toda a nossa sabedoria é uma mais-valia e é adaptável.&lt;br /&gt;Ainda bem que estou aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina Correia Pinto&lt;br /&gt;18 de Maio de 2009&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-178907386196954713?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/178907386196954713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=178907386196954713' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/178907386196954713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/178907386196954713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2009/05/et-voilaos-melhores-momentos.html' title='Et voilà...os &quot;melhores&quot; momentos'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-996892277723765196</id><published>2009-03-16T19:00:00.000Z</published><updated>2009-03-16T19:01:24.270Z</updated><title type='text'>Desejos Ardentes</title><content type='html'>Desejos ardentes&lt;br /&gt;Futuros obscuros;&lt;br /&gt;Corpos dormentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mistura de seda com algodão&lt;br /&gt;Um corpo esbatido no meio da multidão&lt;br /&gt;Um aperto no peito&lt;br /&gt;Uma carícia imaginada&lt;br /&gt;Uma ausência pesada&lt;br /&gt;Um sentir desesperado&lt;br /&gt;Um pedir silenciado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber a fel e ser doce como o mel&lt;br /&gt;Saber chorar de dor e não saber rir de prazer&lt;br /&gt;Saber acordar de um sonho e dormir num pesadelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver a vida atormentada pelo sossego da morte&lt;br /&gt;Sentir a ausência de um corpo presente&lt;br /&gt;Numa ilusão perdida numa existência malfadada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina Correia Pinto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-996892277723765196?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/996892277723765196/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=996892277723765196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/996892277723765196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/996892277723765196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2009/03/desejos-ardentes.html' title='Desejos Ardentes'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-933424519405549785</id><published>2009-02-25T15:37:00.001Z</published><updated>2009-02-25T15:37:49.158Z</updated><title type='text'>Morreu a filha do mar que voava como as gaivotas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Apareceu morta no rio Mondego uma mulher, com cerca de 50 anos, desconfiam que é a Maria José Costa. Aquela senhora que entrevistaste…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante tais palavras reagi como grande parte da turba quando perde alguém, e fiquei até hoje sem conseguir pronunciar uma única palavra acerca deste desaparecimento. Hoje, senti uma enorme vontade de escrever, talvez para a perpetuar ainda mais, talvez para deixar neste quadro uma pincelada daquela que foi a mulher que entrevistei e com a qual criei um laço forte de amizade.&lt;br /&gt;Porém, por mais palavras que busque, não consigo transmitir nada, não sei ao certo o que sinto, não consigo expressar-me… só me lembro da sua voz doce e meiga, do seu olhar carinhoso e da forma formidável com que lutava contra a auto mutilação. “É aqui nesta casa de banho que corto os pulsos, até já pus a foto da minha neta para ver se tenho força e não volto a cortar-me, mas nem assim”, contou-me naquela tarde em que vi que afinal os versos de Florbela Espanca poetizados em Ser Poeta, quando querem são o oposto de tudo o que um poeta merece como Fado.&lt;br /&gt;Passámos a tarde juntas mergulhadas em páginas de poesia, rimos como se nos conhecêssemos desde sempre, sentimos cada verso que líamos como uma extensão de nós, em busca de força, de uma luz para que Maria José Costa conseguisse deixar de dizer que era “impossível viver neste mundo em que nós estamos. O mundo em que nós vivemos é muito complicado, muito cheio de orgulho, muito mal tratado. O Homem é muito senhor de si. É o meu eu e depois tu. As portas fecham-se umas atrás das outras”.&lt;br /&gt;Portas que tentei ajudá-la a abrir, até por que na sua presença senti o mesmo que ela sentiu quando viu um ser algures à beira mar:&lt;br /&gt;“…achei-o tão parecido comigo, carenteTriste e só como euNaquelas lágrimas, eu vi as minhas lágrimas,naquele desespero, eu vi meu desespero…”&lt;br /&gt;Sim! Todos nós temos fases menos boas da vida, mas há aqueles que sucumbem mais facilmente e precisam não de espaço para voar, mas sim que lhes admirem as asas e os deixem grasnar como as gaivotas, sentir a espuma do mar, o sabor do sal a tocar no corpo… Maria José era assim. Desejava simplesmente estar ocupada, de partilhar com o próximo a sua arte, o seu calor, ansiava encontrar a aguarela certa para colorir a sua vida.&lt;br /&gt;Não sei o que existe para além desta vida, mas espero que esta filha do mar tenha conseguido “ser alguém/Alguém bastante diferente…!”  e que seja sempre retratada com a aguarela do Amor , da Liberdade e da Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-933424519405549785?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/933424519405549785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=933424519405549785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/933424519405549785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/933424519405549785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2009/02/morreu-filha-do-mar-que-voava-como-as.html' title='Morreu a filha do mar que voava como as gaivotas.'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-8387096374842952106</id><published>2009-02-23T14:00:00.000Z</published><updated>2009-02-23T14:11:14.331Z</updated><title type='text'>Visita de médico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nove meses depois volto a visitar Santa Comba Dão: a mãe que me viu crescer, a madrasta que me virou as costas e a velha que falhou na operação plástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convicta de que estava esquecida, com rugas e cheia de características tão típicas de quem já viveu largos e bons anos, ousou fazer algumas transformações para ver se dava mais nas vistas e se corrigia alguns aspectos, de forma a não ficar tão beirã.&lt;br /&gt;Vaidosa, de trato fácil, conservadora por excelência, foi sem dúvida uma surpresa ver como este colo materno se deixou influenciar de tal modo a ficar descaracterizada. O mais espantoso de tudo é tentar perceber como alguns filhos e enteados deixaram que ela ficasse tão desproporcional e entrasse num vaidosismo exagerado.&lt;br /&gt; Confiou nas mãos da especialista Cármen Menosmal e aceitou ser alvo de uma intervenção cirúrgica no âmbito do tratamento Requalificar Partes Corporais Degradadas (RPCD). Com 25% do tratamento pago, numa primeira fase resolveu aumentar os dois seios, um para amamentar os filhos e outro para serventia dos enteados. No entanto, “não se ficou só por isso e deixou que a tal Cármen lhe construísse uma espécie de canal de drenagem que desse para armazenar o alimento dos descendentes”, explicou um popular adiantando que esta intervenção “é mais uma das que vai ficar a ser paga durante 50 anos”.&lt;br /&gt;Armada em finória deixou de olhar a meios para atingir os seus fins. “Ela confia demais na Cármen Menosmal e já quer ser submetida a uma nova intervenção cirúrgica, no âmbito da RPCD para reconstruir uma das faces, diz que é para os filhos terem mais prazer ao beijarem uma pele sem rugas”, avança um enteado.&lt;br /&gt;Segundo um filho de peito, cada uma destas intervenções não fica dada por terminada, o que implica visitas regulares à especialista Cármen Menosmal, e o cumprimento de uma série de tratamentos de prevenção, nos próximos anos. “Estas medidas visam proporcionar uma pele fresca, sã, sem rugas, mais jovial, para que Santa Comba Dão se aproxime, valorize e afirme enquanto Mulher, mãe e madrasta perante as transmontanas, algarvias, alentejanas e todas aquelas que não são beirãs”, frisa Aldrógãos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quê tanta cirurgia, quando o coração já não pulsa da mesma forma? Para quê alterar valores só para estar na moda? Para quê tanta futilidade?... são apenas algumas questões que me invadem o pensamento cada vez que vou à procura daquele colo. Sei que todos temos o direito à diferença, mas mudar não significa afastar as pessoas que precisam de nós. Enfim... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-8387096374842952106?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/8387096374842952106/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=8387096374842952106' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/8387096374842952106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/8387096374842952106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2009/02/visita-de-medico.html' title='Visita de médico'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-8569347095292128802</id><published>2008-12-11T12:31:00.001Z</published><updated>2008-12-11T16:18:44.800Z</updated><title type='text'>A morte depois do prazer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As ambulâncias circulam lá fora na mesma azáfama de sempre. Álvaro Pedroso não faz caso. Continua em casa a preparar-se para sair para mais um jantar de negócios, no qual as conversas vão impor as mesmas perguntas de sempre: “Como fazer face à crise? Como estão a avançar os projectos em curso? Quando é que a administração vai aprovar a Nota Interna para podermos avançar com o raio do projecto? Por que é que se continuam a meter em campo jogadores que não têm rendimento? Por que é que até o futebol está em crise?” … Diz em voz alta enquanto dá uma vista de olhos no matutino que mal teve tempo para ler.&lt;br /&gt;Sete minutos depois, é despertado para a realidade com o vibrar do telemóvel, colocado sobre a cómoda. Do outro lado Jaime Rosado fala em voz ofegante e imperceptível.&lt;br /&gt;“Tou. O quê? Não posso crer. Tem calma. Onde tás? Jaime?! Não é possível!”, afirma nervoso Álvaro e sai disparado de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje, íamos ter uma noite especial”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua o INEM está parado no meio da estrada a impedir o trânsito de circular. Álvaro corre à procura de um sinal de Jaime, mas é em vão. Depressa surge outra viatura do INEM em sentido contrário. Atónito, não consegue que o pensamento acompanhe os seus passos numa marcha descompassada atrás dos paramédicos.&lt;br /&gt;Jaime sai do edifício onde as equipas de socorro entraram.&lt;br /&gt;“Que se passa, meu?”, pergunta Álvaro.&lt;br /&gt;“Ainda não percebi bem. Vai andando para o restaurante e não comentes nada com o pessoal”, diz Jaime.&lt;br /&gt;“Estás completamente louco. O restaurante é aqui na rua, o pessoal já se apercebeu do que está a acontecer. Explica-te”, argumenta Álvaro.&lt;br /&gt;“O chefe está lá dentro, viemos aqui tratar de umas coisas para hoje à noite e ele sentiu-se mal”, refere Jaime em voz baixa.&lt;br /&gt;“Afinal, sabes demais sobre isto. Costumam vir aqui muitas vezes?”, pergunta Álvaro.&lt;br /&gt;“Não. Não sejas parvo. O tipo está lá dentro com um ataque cardíaco e tu estás com essas cenas. Ele não é assim tão mau como o pintas. Hoje, íamos ter uma noite especial. A reunião de negócios ia ser bem original”, avança Jaime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Morreu feliz”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora e vinte e seis minutos depois de Álvaro ter saído de casa. As equipas de socorro saem do edifício com um semblante carregado pela perda. No local já se encontra a polícia e os restantes elementos convocados para o jantar – Pedro Figueira, José Nunes e Nelson Marques ao lado de Jaime e de Álvaro.&lt;br /&gt;“Foi preciso chegar ao fim para percebermos que ele não era assim tão careta”, comenta Pedro Figueira com os restantes.&lt;br /&gt;“Morreu feliz”, disse Jaime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O tema em cima da mesa seria: Mulheres…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro sai de casa às seis e quarenta e três minutos da manhã. O trânsito continua a circular à semelhança de sempre. No café, o vibrar do telemóvel, em cima da mesa, afasta-o da leitura. Do outro lado Jaime pergunta-lhe se já viu os jornais.&lt;br /&gt;“Homem de 60 anos morre de ataque cardíaco a ver um filme pornográfico, numa Sex Shop… Ao que tudo indica o empresário estava a fazer tempo para um jantar de negócios com os seus empregados… Desta vez, o tema em cima da mesa seria: Mulheres… Ramalho Santos tinha tudo planeado para oferecer um jantar de Natal especial aos seus companheiros de equipa… “, leu em voz alta e desligou o telemóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-8569347095292128802?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/8569347095292128802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=8569347095292128802' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/8569347095292128802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/8569347095292128802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2008/12/morte-depois-do-prazer.html' title='A morte depois do prazer'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-6416474071239132157</id><published>2008-11-26T17:34:00.000Z</published><updated>2008-11-26T17:35:58.992Z</updated><title type='text'>Poémia: uma poetisa presa numa fuga à perda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Podia ser alguém com um dom inato para expressar os seus sentimentos, até porque quem lê os seus versos acredita que existe ali algo que ultrapassa a sensibilidade da maioria dos mortais, talvez por Poémia ser muito dependente das relações humanas e não saber lidar com a perda.&lt;br /&gt;“O mais importante é que quem lê consiga recolher todo o mel que derramo por entre estrofes mal formadas, com rimas perfumadas pelo aroma de essência de caril... Espero que percebam como, de facto, não há nada melhor para a cabeça como um café com limão, adoçado com açúcar de cana cristalina”, desabafa Poémia numa tentativa de nos fazer compreender sentimentos de poetas por si criados – Essência de Caril, Café com Limão e Cristalina.&lt;br /&gt;“No fundo são três almas que se fundiram numa Poémia/ Para espelharem uma mente livre/Agarrada a uma postura recatada/Numa fuga à perda”, explica.&lt;br /&gt;A escrever poesia desde os 12 anos, encara os seus escritos como “devaneios poéticos”, tem consciência daquilo que expressa e sabe que tudo não passa de uma “boémia poética. Um vicio igual a tantos outros que tem de ser curado, de vez em quando. Mas, ao contrário da maioria dos vícios as recaídas costumam ser mais produtivas e mais fáceis de curar”, conta.&lt;br /&gt;Quando a Cristalina escreve textos como “Uma poémia sem nexo” é necessário fazer uma pausa, porque:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aos poucos tudo fica mais escuro&lt;br /&gt;A sensação é  de impotência&lt;br /&gt;De uma inutilidade banal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho começa a reflectir&lt;br /&gt;Toda a imaturidade de uma anormal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma espécie de jogo do Rato&lt;br /&gt;Jogado com um baralho incompleto&lt;br /&gt;No qual a última cartada&lt;br /&gt;É de uma alma azarada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale mais pensar seriamente&lt;br /&gt;Em acabar de vez com este despique&lt;br /&gt;Com esta tentativa vã de descobrir&lt;br /&gt;Qual é a próxima jogada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vale mesmo a pena continuar&lt;br /&gt;Com este espaço de tédio&lt;br /&gt;Com esta vida sem remédio&lt;br /&gt;Em que somos usados  como anestesia&lt;br /&gt;Que alivia uma espécie de doença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma poémia desgraçada sem nexo&lt;br /&gt;Que está a originar um novo complexo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entendermos o verdadeiro motivo de Poémia se afastar da poesia, este ser partilha connosco as palavras de Café com Limão, num verdadeiro e sentido “Devaneio Poético”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poémia é tudo o que nos liberta desta Estranha Forma de Vida&lt;br /&gt;à qual incoscientemente nos aprisionamos, aos&lt;br /&gt;poucos tornamo-nos impotentes, apáticos, acreditamos&lt;br /&gt;que nada faz sentido, queremos mudar e nada é favorável.&lt;br /&gt;Ficamos frágeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuramos por meio de palavras soltas, rimas sem&lt;br /&gt;sentido, formar sílabas coordenadas, com ícones mais ou&lt;br /&gt;menos compreensivos e que nos guiem num caminho mais seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimo-nos aconchegados, libertos... a alma voa por&lt;br /&gt;entre mundos desconhecidos e imaginados, tira-nos&lt;br /&gt;suavemente deste planeta, desta civilização, desta turba&lt;br /&gt; que, por vezes, é tão cruel e nos tira o ar, o fogo, a terra e a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria das vezes esta forma de libertação não é nada&lt;br /&gt; favorável... não conseguimos sair na altura certa,&lt;br /&gt;continuamos a juntar os signos do alfabeto&lt;br /&gt;à procura de novas palavras para descrever um mesmo sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criamos uma dependência a esta Poémia, que é um&lt;br /&gt; verdadeiro ópio. Queremos sempre mais, acreditamos&lt;br /&gt; mesmo que isto nos liberta e acabamos por nos massacrar&lt;br /&gt; a tentar perceber para quê tanta dor e sofrimento e... não&lt;br /&gt; agimos, não vivemos verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que Estranha forma de Vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma estranha forma de vida que Essência de Caril, procura dar razão através de uma simples e curta afirmação: - “Há”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há silêncios que penetram&lt;br /&gt;Com mais eficácia nos ouvidos inúteis&lt;br /&gt;De quem tem olhos e teima em não sentir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há gritos que são abafados&lt;br /&gt;Com a insistência da ignorância sadia&lt;br /&gt;E que não rasgam a mente perturbada&lt;br /&gt;De quem quer voltar a sorrir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há lágrimas que não lavam&lt;br /&gt;Rostos amargurados pela desilusão&lt;br /&gt;Simplesmente porque as rugas os guiam&lt;br /&gt;Num leito sem paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sorrisos que ocultam&lt;br /&gt;Vitórias de uma alma gelada&lt;br /&gt;Para se defenderem de consecutivas derrotas&lt;br /&gt;Provocadas por um louco desejo de Amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há olhares que se cruzam&lt;br /&gt;Para aceitarem a presença de vida&lt;br /&gt;Na vã esperança de não se desejarem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há lábios secos&lt;br /&gt;Que teimam em ficar inertes&lt;br /&gt;Com receio de beijarem o coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um tudo sem sentido&lt;br /&gt;E há um sentido sem nada&lt;br /&gt;Numa procura de energia&lt;br /&gt;Para solidificar gelo&lt;br /&gt;Que derrete e perde a essência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma voz que teima em ficar rouca&lt;br /&gt;E um pensamento cristalino sem voz&lt;br /&gt;Há um desejo por sentir&lt;br /&gt;Uma metáfora a revelar&lt;br /&gt;Numa personificação nivelada&lt;br /&gt;Por uma alma não desejada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o lugar de uma cicatriz&lt;br /&gt;Que foi sarada de propósito&lt;br /&gt;Para limpar um corpo&lt;br /&gt;Que vai voltar a tocar nova textura&lt;br /&gt;Desejoso de eternizar&lt;br /&gt;A mesma fidelidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aqui está um pouco desta mulher que se recusa a falar mais e a abrir um mundo repleto de versos tão sentidos e tão vividos, em prol do Amor pelo próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-6416474071239132157?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/6416474071239132157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=6416474071239132157' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6416474071239132157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6416474071239132157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2008/11/pomia-uma-poetisa-presa-numa-fuga-perda.html' title='Poémia: uma poetisa presa numa fuga à perda'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-1815764310887258824</id><published>2008-10-30T17:06:00.000Z</published><updated>2008-10-30T17:13:41.265Z</updated><title type='text'>As guilhotinas do conforto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dona Rosinha é uma mulher cujo físico aparenta ter 70 anos. Vive feliz no meio de uma família que está a solidificar, à medida que o tempo e as necessidades são maiores. A rua é a sua casa, o Jardim Constantino é o seu porto de abrigo.&lt;br /&gt;Para trás estão mais de quatro décadas de sacrifícios em prol de um futuro risonho e tão seguro como as sequóias que lutam umas com as outras à procura de sol.&lt;br /&gt;“Não sei como vim aqui parar, mas sei como daqui vou sair”, afirma vezes sem conta enquanto olha para as pombas que a procuram como se a quisessem levar a voar pela capital portuguesa.&lt;br /&gt;“Vou sair daqui mais rica. Hoje, dou valor a pequenas coisas, como por exemplo à importância de um botão no casaco”, refere.&lt;br /&gt;De poucas palavras e bastante assertiva. Dona Rosinha, como é carinhosamente tratada pela família que a acolheu na rua, adora passar o tempo a contar estórias de vivências passadas. “Entretenho-me a fazer sonhar e a guiar os meus companheiros por sítios por onde passei, ao mesmo tempo, que recrio uma nova realidade, baseada na esperança”, explica.&lt;br /&gt;“Não vou contar nada sobre os sítios por onde passei, porque as coisas têm de surgir na altura certa. Normalmente, só conto quando vejo alguém mais desanimado”, revela desabafando que o que mais lhe custa é a forma como algumas pessoas a abordam na rua.&lt;br /&gt;Com apenas 50 anos. O espírito de Dona Rosinha espelha uma vida de uma miúda de 20, como ela própria considera. “ Sou uma miúda… uma criatura que vive muito presa ao passado, talvez por ainda ter muita coisa para resolver, principalmente de espírito”, desabafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Viver na rua é duro, mas  sinto-me livre”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carente e desiludida com a turba que a rodeia e, que a condena por viver da sopa dos pobres, à mercê do que vai surgindo vindo de “almas puras”, Dona Rosinha deixa uma lágrima mais teimosa, seguir uma espécie de rota pelas rugas que lhe acrescentam mais duas décadas. “Só gostava de um colo, onde pudesse chorar. Oh, minha Santa sinto-me um cata-vento, o que é positivo porque enquanto tiver a capacidade para sentir o vento é sinal de que vivo. Sabe o vento aquece-me a alma…vivo para a natureza e do que ela dá”, acrescenta.&lt;br /&gt;Com uma personalidade vincada pelo materialismo e uma imagem marcada por maus-tratos, esta mulher cada vez tem mais dificuldade em aceitar ajuda por parte de Instituições.&lt;br /&gt;“Foram muitos anos a viver com um homem que me tratava como um objecto. Ele raptou-me. Obrigou-me, quando eu tinha 16 anos, a dizer aos meus pais que queria sair de casa para ir servir. Como a vida estava má, os meus pais aceitaram. Ele tinha papéis falsos, tinha tudo tratado para me levar… nunca soube onde estive”, desvenda e trava uma luta interior para as lágrimas se manterem a dançar nos seus olhos verdes.&lt;br /&gt;“Levei muita tareia, comi o pão que o diabo amassou, não podia sair de casa… não tinha vida. Hoje, sou livre. Ele bebia muito e morreu de cirrose passados 30 anos de me ter raptado”, diz-nos num discurso cada vez mais confuso e com uma vontade enorme de se libertar das guilhotinas do passado.&lt;br /&gt;Antes de fazer do Jardim Constantino o palco da sua vida, passou por um palacete. “Vivi como uma princesa, habituei-me a ter tudo e mais alguma coisa. O meu companheiro não me deixava faltar nada, juntos corremos mundo. Fui muito feliz até ao dia em que ele foi assassinado. Fiquei completamente perdida. Sozinha e com uma fortuna enorme, só me sentia bem nas lojas a comprar. Gastei tudo, fiquei empenhada e a solução foi esta: vir para a rua”, conta e olha para o céu estrelado.&lt;br /&gt;“Adorava viajar de avião de noite. Sentia-me uma estrela. Mas como me pude tornar numa pessoa tão materialista, tão amargurada…? Agora tenho de pagar por não ter tido força, nem ter ouvido os passos das pessoas que me queriam acompanhar e dar a mão. Tenho de aprender por mim. Viver na rua é duro, mas sinto-me livre”, considera.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Cristina Correia Pinto&lt;br /&gt;30 Outubro de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-1815764310887258824?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/1815764310887258824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=1815764310887258824' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/1815764310887258824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/1815764310887258824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2008/10/as-guilhotinas-do-conforto.html' title='As guilhotinas do conforto'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-3000909752031151812</id><published>2008-08-28T00:13:00.000+01:00</published><updated>2008-08-28T10:35:49.780+01:00</updated><title type='text'>Profissão: faraós dos tempos modernos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Sara Raimundo. 24 anos. Uma licenciatura em Marketing e Publicidade. Uma Pós-graduação &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em Relações Públicas"&gt;em Relações Públicas&lt;/st1:personname&gt; e mais umas quantas acções de formação e workshops. A vontade é comunicar, persuadir e, claro está, ganhar dinheiro.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;À semelhança da maioria da população deseja ter um emprego. Os motivos são iguais aos seus, aos meus e aos nossos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Todos os dias envia o curriculum vitae para várias empresas e responde a quase todos os anúncios, mesmo fora das áreas de investimento académico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Por ironia do destino, Sara respondeu a um anúncio que precisavam de alguém que gostasse de comunicar, fosse persuasivo e dinâmico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;“Não hesitei, até porque a remuneração era apelativa, para além de o meu perfil se enquadrar ao posto de trabalho em causa”, conta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Chamada para a entrevista. “Senti-me mesmo confiante que ia ficar com o lugar, achei aquilo tudo adequado a mim. Estavam várias pessoas para serem entrevistadas, mas acreditei que eu tinha potencial para aquilo. A pessoa que me entrevistou passou o tempo a falar dela e eu pouco disse, mas fui assertiva “, recorda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A resposta ia ser dada ao final do dia, às 18 horas. De regresso a casa, Sara recebeu outro telefonema para saber qual a disponibilidade para uma entrevista, nesse mesmo dia, às 15 horas. Não percebeu muito bem para o que era, uma vez que ia no autocarro. “Enviei CV para tanto lado, só fixei o nome da rua e o número e, aceitei”, acrescenta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Confiante, à hora combinada lá estava no escritório para se vender, como uma boa profissional de Marketing. O entrevistador, em tudo muito semelhante à pessoa que a entrevistou de manhã, fez três perguntas, tirou umas notas e disse que até ao final do dia, às 18 horas, ligava com um sim ou não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;“Senti que ia ser chamada para os dois lugares. Torci para que me ligasse o segundo, por ser mais perto e por ter gostado mais das condições do escritório”, revela sem saber ao certo quais eram as condições de ambos os postos de trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Chegadas as 18 horas. “Ligou-me quem eu queria a dizer sim. Melhor era impossível. Estava tudo a correr como eu queria. Passados 5 minutos ligam-me do outro lado a dizer que fui seleccionada e, com um sorriso de orelha a orelha disse que afinal já não estava interessada”, recorda feliz por ter&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;tido o luxo, nos dias que correm, de dizer não a uma proposta tentadora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ao outro dia, às 8 horas, Sara acordou cheia de energia para passar à fase seguinte da selecção.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;“Em ambas as entrevistas tinham-me referido que tinha de ter uma formação e se gostassem de mim que passava a uma terceira fase. Nesse dia, fui ao escritório, mais uma vez super confiante. A pessoa que me entrevistou, depois de me ter feito esperar uns minutos, chamou-me e apresentou-me ao meu formador. – Sara vai passar o dia com o Rúben e ao final do dia, vai fazer uma prova escrita, para concluirmos o seu processo de avaliação e ver se tem mesmo potencial para passar à próxima fase. Explicou-me o Júlio Andrade”, frisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Ao contrário do imaginado, Sara saiu para a rua com Rúben e aos poucos foi querendo saber mais sobre o posto de trabalho em causa. “Foi uma tarefa difícil ao início. O Rúben estava muito à vontade e agiu como se me conhecesse há muito tempo, queria-me conhecer melhor e tinha muita necessidade de se dar a conhecer”, enaltece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Quando se apercebeu Sara estava a entrar num mundo que anda “a toque de sino” e que é gerido por uma espécie de Lei da Atracção, que se baseia na Lei das Médias, isto é, “com quantas mais pessoas eu falar, mais sucesso terei”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;“Eu que sempre contestei quem anda a tentar fazer contratos de produtos e serviços porta-a-porta, estava a aprender a fazê-lo e tinha até ao final do dia, para decorar as 5 etapas da venda, para me tornar numa profissional”, diz-nos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Contudo, o emprego que parecia ter ordenado fixo e todas aquelas garantias que qualquer pessoa que procura estabilidade deseja, aos poucos se desvaneciam à medida que Sara questionava Rúben.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;“- Temos um mínimo de contratos para fazer? – Sim temos 5. hoje vais aprender a trabalhar para ganhares 15 €, amanhã para 25€ e assim sucessivamente, até teres a tua própria equipa a trabalhar para ti. Tu é que fazes o teu ordenado e os gastos são por tua conta, podes perder num mês, mas rápido recuperas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;- E porque é que não se lêem as letras pequeninas que estão na parte de traz do contrato? Há tanta gente a queixar-se que é enganada! – Sara por que é que fazes perguntas difíceis que mais ninguém se lembra de fazer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;- Como é que lidas se alguém te acusa de não teres sido sincero? – isso não acontece, mas ainda bem que perguntas estás-me a ajudar a pensar em algo que nunca me tinha ocorrido”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Para Sara era tudo surreal, o dia foi passado a calcorrear ruas, num entra e sai de lojas a vender um produto, recorrendo ao mesmo discurso mecânico, à mesma táctica e a ouvir as &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;mesmas respostas&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;“isto está tão mau, ninguém anda para dar nada”, “estou com pressa”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;“para se ter uma ideia, chegávamos e apresentávamo-nos, depois fazíamos uma história curta do produto, abríamos a mala e mostrávamos o produto, fechávamos o processo de negociação depois de obtermos um sim ou um não e, questionávamos sempre se a pessoa conhecia mais alguém. Isto, no fundo, é a técnica da multiplicação, vai-se tentando construir uma pirâmide, quanto mais melhor, mais rápido se chega ao topo”, explica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Um topo ao qual Sara não quis chegar. Antes do dia terminar resolveu desistir. “Eu vi logo que aquilo não era o meu género. Mas, tinha de perceber melhor e fui aguentando, até que disse que não queria. O Rúben não gostou muito, é normal, por que ele estava-me a tentar convencer para eu ficar, pois ajudá-lo-ia a subir e seria um ciclo. Quanto mais pessoas ele arranjar, mais facilmente chega ao topo da pirâmide”, avança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Uma nova forma de vida, que para muitos é estranha. Uma experiência de vida que permitiu a Sara Raimundo ver a facilidade com que as pessoas são enganadas, os clientes que assinaram contrato estavam ocupados com outras actividades, como era o caso de alguns comerciantes, e nem prestavam atenção às entrelinhas, ou melhor, às letras miudinhas por trás de um contrato em tudo apelativo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Sara continua desempregada mas com a certeza de que quer “jogar limpo, apesar de ser difícil&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;nos dias que correm. Devemos ter uma atitude positiva, não influenciar negativamente os outros, ter confiança e dignidade”, conclui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;28 de Agosto de 2008&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-3000909752031151812?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/3000909752031151812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=3000909752031151812' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/3000909752031151812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/3000909752031151812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2008/08/profisso-faras-dos-tempos-modernos.html' title='Profissão: faraós dos tempos modernos'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-4066621446576273187</id><published>2008-06-27T16:46:00.000+01:00</published><updated>2008-06-27T16:50:46.047+01:00</updated><title type='text'>PAS no caminho da PAZ</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma lição de vida retirada do silêncio de quem grita contra o nosso Amor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que cruzam caminhos com histórias de vida tão parecidas, com feridas tão sentidas, com rostos amargurados pela perda, mas… com o espírito leve. Leve de confusões. Talvez, enrijecidos pelo nome que carregam, ou simplesmente pelas lições de vida tiradas de experiências, ora impostas à força, ora por mero capricho de falsos profetas que se aproveitam de quem é realmente puro.&lt;br /&gt;Pas é mais do que um estado de alma ou algo inatingível. É sem dúvida um profeta que arranjou força no exemplo de S. Paulo. Aquele Santo que amou Cristo mais do que os restantes Apóstolos.&lt;br /&gt;A passagem por um Grupo de Jovens fez com que este homem, que é uma espécie de profeta, que consegue fazer jus, na perfeição, à homofonia nominal, passasse por “uma das melhores e maiores experiências” de vida.&lt;br /&gt;Na simplicidade dos seus actos apercebeu-se do quão importante é a palavra de honra, a honestidade e a certeza de que todos os nossos gestos têm valor, independentemente da sua prática, isto é, em função do bem ou do mal.&lt;br /&gt;Segundo, Pas, o profeta presente nos bons e nos maus momentos, fazer parte de um Grupo de Jovens é um complemento, uma espécie de meio para se chegar perto do pleno. O cântico de esperança, a introspecção, o sentir o Amor que não se vê, que não se explica… são apenas alguns atalhos para Pas se encontrar e ter mais força e mais certeza quando se entrega ao próximo, com o intuito de se dar em Paz.&lt;br /&gt; Uma opção de vida que contribui, para que, hoje, tenha noção de que as suas “atitudes sensatas e maduras” foram retiradas do saber ouvir as mensagens transmitidas no silêncio de caminhadas penosas. &lt;br /&gt;É um viver a vida com sentido, que por vezes, é posto à prova no papel de cata-vento, mas que rapidamente surpreende tudo e todos com um sopro. O sopro forte e seguro de quem vive a vida, com os pés bem assentes na terra.&lt;br /&gt;Mas… para quê mais divagações, mais tentativas vãs de explicar quem é o profeta que simplesmente nos deseja “Paz Contigo!”?...&lt;br /&gt;Basta ter aquela ousadia e ouvir numa aura de Paz, as palavras que no fim de lidas ecoam na nossa mente e nos fazem sentir o coração bater mais forte, numa ânsia de ser livre e de encontrar aquela Paz desejada.&lt;br /&gt;Deixe-se guiar por este profeta e caminhe com luz e amor com o objectivo de ser feliz. Jamais caminhe sobre uma calçada que o está a magoar e… medite sobre a mensagem do “Viva la Vida!”.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                                      “Viva la vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                    Muitas vezes acordamos de manhã&lt;br /&gt;                                                   A pensar que possuímos a mente sã&lt;br /&gt;                                                  Mas enfrentamos a realidade&lt;br /&gt;                                                 Que nada tem a ver com santidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor volta ao meu pensamento&lt;br /&gt;E a saudade continua com alento&lt;br /&gt;Recordar uns momentos inesquecíveis&lt;br /&gt;Que até são bastante plausíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                    O meu corpo movimenta-se ao som de Chambão&lt;br /&gt;                                                     À espera que surge uma antiga ou nova mão&lt;br /&gt;                                                       Para me despertar de algo inexplicável&lt;br /&gt;                                                        E voltar a ser como era, afável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo em prosa ou poesia&lt;br /&gt;Quero é que tudo volte em sintonia&lt;br /&gt;Retratar o meu ser num quadro pintado&lt;br /&gt;E voltar a ser finalmente amado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       Viver sem olhar para trás&lt;br /&gt;                                                       Avançar e não me dizerem ainda estás?&lt;br /&gt;                                                      Quem muito espera, desespera&lt;br /&gt;                                                     Pareço que vivo numa esfera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto que tenho para dar&lt;br /&gt;Inerte e vazio, a vida vou levar?&lt;br /&gt;Claro que não, porque viva la vida!&lt;br /&gt;Mas claro que um dia quero voltar a chamar alguém querida…” (by PAS)&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Cristina Correia Pinto&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-4066621446576273187?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/4066621446576273187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=4066621446576273187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4066621446576273187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4066621446576273187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2008/06/pas-no-caminho-da-paz.html' title='PAS no caminho da PAZ'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-7850834185468507514</id><published>2008-06-14T12:41:00.000+01:00</published><updated>2008-06-14T21:08:01.362+01:00</updated><title type='text'>Um rewind sentido para aliviar o sentimento da dor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma vida simples, banal e brutalmente imortalizada por uma simples arma de combate. Uma dor sacrificada na solidão de um momento de família, igual ou parecido com tantos outros. Serafim Vitória deu-nos a chave do seu álbum de memórias e deixou que abríssemos as portas e as janelas da sua vida, com o desejo de um reencontro, de uma nova explicação para aquele dia 13 em que tudo mudou.&lt;br /&gt;Passada mais de uma década, sem saber precisar ao certo quando tudo aconteceu, a força das suas palavras ecoam por entre dias de azáfama e rasgam os ouvidos mais teimosos.&lt;br /&gt;Ao falarmos com Serafim o coração batia forte. As suas rugas traçavam-nos um homem sedutor. O olhar unia a sabedoria típica da distância de duas gerações. O sorriso fazia-nos sentir tranquilos.&lt;br /&gt;“Sei o que me vai acontecer”, começou por nos contar naquela noite primaveril. Olhámos espantados e interceptámos o nosso interlocutor, na esperança de este ser um desabafo tão normal vindo de pessoas que sabem como ninguém qual a melhor estação para plantar e arrancar fruto.&lt;br /&gt;“Acreditem que sei do que estou a falar”, afirmava com voz firme, perante a incredulidade da nossa reacção, e em jeito de despedida como se o tempo da nossa reportagem estivesse a chegar ao fim, sem conseguirmos sequer escrever um guião. Falhámos. Não tivemos a astúcia para nos recordarmos do famoso paradigma de Lasswell, fomos dominados por tudo, traídos por uma bússola, enganados por aquilo que se chama, vulgarmente, de sexto sentido.&lt;br /&gt;Tentámos recompor-nos de um dia em que matámos saudades de momentos partilhados com este Sábio Mestre, mas desta vez estávamos mais confiantes. Pecámos por querer aceitar que nunca mais íamos perder este interlocutor. Talvez… iludidos pela ideia de que à medida que crescemos fortalecemos laços e nada os vai quebrar, muito menos quando se trata de uma pessoa mais velha do que nós, que já fintou tanta coisa e, está ali pronto a contar, a recontar e a escrever novas estórias, como um avô faz para um neto.&lt;br /&gt;Como jornalistas errámos e não nos afastámo das emoções. Como seres humanos pressentimos que algo estava mal, que havia ali algo que nos ultrapassava. Mas, enquanto jornalistas humanos tivemos consciência de que somos impotentes e que nada podemos fazer para derrotar a morte, mesmo quando está tudo ali para a impedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Há alturas em que somos pequenos demais para podermos guardar determinados actos na nossa memória”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como um bom chefe de família partilhou o pão, desta vez não o fez por termos fome, fê-lo apenas para saciarmos a gula e, para não questionarmos nada, apenas para aproveitarmos o momento. As mãos grossas, com dedos amarelados do tabaco provocavam-nos admiração, uma espécie de hipnotismo, enquanto era partido um pedaço de pão.&lt;br /&gt;“Por ser a mais curiosa e a que mais gostava daquele pão, tive a honra de ser a única a ficar com a metade que o senhor Serafim tinha guardado, para ele, no bolso. Quando estendi a mão…vi naqueles Sábios olhos o quanto se sentia bem por eu estar a aceitar. Senti-me pequena e envergonhada parecia que já não comia há séculos.”, descreveu-nos Isabel Cordeiro, uma das jornalistas que privou connosco estes momentos.&lt;br /&gt;Todos estávamos de acordo, era fascinante vê-lo enrolar os cigarros certos de que um dia iríamos fazê-lo com a mesma destreza, ora por vício, ora por prazer, ora por ser tradição… ora porque queríamos dar da mesma forma.&lt;br /&gt;Sabemos que há sempre alguém que ganha sentido de oportunidade, que é preciso furar, anteciparmo-nos, mas com Isabel Cordeiro, tudo foi diferente, Serafim Vitória protegeu-a, deu-lhe a informação que ela precisava.&lt;br /&gt;“Eu admirava-o. Era sem dúvida um ídolo que reunia tudo e todos à sua volta, senti-me responsável por ele, prometi à direcção que ia proteger a sua imagem e que não ia deixar que a ‘concorrência’ o magoasse. Se bem que não percebi muito bem porque agia assim, afinal faz parte da profissão encontrarmos pessoas que são mais do que entrevistados”, confessa-nos Isabel certa de que foi connosco enquanto aprendiz e não na qualidade de uma jornalista que vai ali para empatar o trabalho dos outros, ou esgravatar o lado sensacionalista e mercantil da essência humana.&lt;br /&gt;“Há alturas em que somos pequenos demais para podermos guardar determinados actos na nossa memória. A nossa pequenez faz-nos assimilar tudo, acabamos por ser espectadores para quando tivermos de agir não falharmos. Quem anda nisto há muito tempo sabe as nossas fraquezas. Uns aproveitam-se disso para nos destruir e tornar ainda mais pequenos, outros dão-nos as directrizes para encontrarmos um caminho, garantindo-nos de que vão estar sempre ali para nos ensinar”, começou por nos contar Isabel.&lt;br /&gt;Num discurso de quem foi forçada a não se despedir e a encontrar norte numa bússola que perdeu ponteiro, Isabel estava certa “não interessa se a pessoa é ou não da nossa família, nem temos de gostar de alguém por ser do nosso sangue”, mas escondia-nos algo.&lt;br /&gt;“Gostava de falar com aquele Sábio Mestre. Quando comecei a trabalhar acreditava que no Grupo Editorial toda a gente estava ali para a mesma causa e que era aceite, afinal era da ‘família’. A chefia que lidava comigo mais directamente estava desanimada, não percebia porque motivo nem toda a gente me aceitava. Confesso que isso me passou sempre ao lado, uma vez que nada me faltava. Até que um dia resolveram ir comigo a um departamento muito idêntico, pensava que era normal. Até que ouvi alguém, a dizer ‘a Isabel vai passar a exercer funções neste departamento. Não faz sentido estar sempre no mesmo. Ela tem capacidades para muito mais e não a podem continuar a ignorar’. Fiquei surpreendida”, avançou-nos.&lt;br /&gt;Depressa Isabel começou a gostar daquele departamento e aos poucos dava nas vistas e preenchia várias lacunas. Só não percebíamos o peso de Serafim Vitória na sua vida, nada fazia sentido.&lt;br /&gt;“Mais tarde vim a saber que quem me colocou naquele departamento foi o Serafim Vitória. A tal pequenez inerente a quem está a crescer, impediu-me de reconhecer inúmeras vezes a pessoa que me levou ao campo de batalha para eu vencer, apenas e só porque ele nunca me disse: ‘estás bem graças a mim’, nem teve nenhuma atitude que me fizesse pensar tal”, desvendou-nos.&lt;br /&gt;Agora começávamos a perceber tudo e compreendíamos como nunca que ela não era a preferida, nem a privilegiada, que nunca teve acesso a informação que nós não tivemos. O Serafim sempre esteve ali no Grupo Editorial nós é que tentámos ser ídolos aos seus olhos, na sofreguidão de ter o lugar dele, enquanto a Isabel aceitou as instruções do mestre e conseguiu um lugar de destaque, o tal lugar que lhe permitiu comer aquele que parecia ser o melhor pedaço de pão e que era igual ao nosso. Só que ela saboreou-o daquela forma especial e, ainda hoje acredita que o dela era o melhor, porque sempre teve confiança nos ingredientes usados pelo Serafim.&lt;br /&gt;“Ninguém está preparado para a perda. A morte do Serafim foi o pior momento da minha vida. O Serafim levou-me ao campo de batalha para ganhar e ele foi lá certo de que ia morrer, mas tinha de ir”, explica Isabel revoltada por não ter aceite este desfecho de uma vida de sacrifício, de defeitos e virtudes típicas de qualquer ser humano.&lt;br /&gt;À semelhança da Isabel são inúmeras as lições que continuamos a aprender com este Sábio Mestre -, a pior cobardia é negarmos que precisamos dos outros para vencer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cristina Correia Pinto&lt;br /&gt;14 Junho de 08 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-7850834185468507514?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/7850834185468507514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=7850834185468507514' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7850834185468507514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7850834185468507514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2008/06/um-rewind-sentido-para-aliviar-o.html' title='Um rewind sentido para aliviar o sentimento da dor'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-4951535146657476500</id><published>2008-05-23T16:23:00.000+01:00</published><updated>2008-05-23T16:35:18.875+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sismo Açores 1998'/><title type='text'>No Pico do sismo em 1998</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Guiada pela onda do revivalismo e pela habitual moda de trazer factos passados ao presente, ou não fosse esta uma constante da nossa essência, abro a gaveta dos escombros da minha memória e tento resgatar as vivências do sismo que em 1998 abalou as ilhas do Faial, Pico e São Jorge.&lt;br /&gt;Estava a noite calma, no céu as nuvens davam lugar aos cordeirinhos e, na minha mente desfilava uma película com questões alusivas à oportunidade que tinha em passar uns dias numa ilha, com alguns elementos da minha família. Era tudo como que um desfecho, um aproveitar das últimas horas as férias por terras açoreanas.&lt;br /&gt;Nessa noite, 8 de Julho, tinha um aperto no coração, uma ansiedade frustrada por não termos arranjado grupo para pernoitar no cimo da Ilha Montanha (denominação atribuída ao Pico) e ver a actividade diária do sol, bem como o poder que aquele ‘miradouro’, onde se ergue o Pico Pequeno ou Piquinho, a 2351 m de altitude, tem em prolongar o nosso olhar até ao horizonte.&lt;br /&gt;Era uma noite perfeita. O dia tinha sido longo, o tempo dava para os sentidos absorverem tudo de forma tranquila e desencontrada, a natureza dava-nos a hipótese de sermos nós a escolher e a usá-la conforme queríamos. Tudo tinha um ritmo perfeito, uma leveza única, uma magia de conto de fadas retirado de um qualquer livro sobre a ilha, à espera de conhecer mais sobre a facilidade de penetrar num sonho e a dificuldade de sair dele.&lt;br /&gt;Durante a noite, estava longe, era mais uma personagem dos meus sonhos, dormia um sono que à partida deveria parecer profundo, mas que foi despertado pelo tilintar dos objectos nos armários.&lt;br /&gt;A primeira reacção foi tentar perceber onde estava e reconhecer o local, não foi fácil porque há medida que tentava raciocinar, uma súbita luta entre a razão e os sentidos apoderava-se de mim. Até que surgiu a afirmação ‘Estou numa ilha é normal haverem tremores de terra’. Os segundos começavam a ficar longos, por que não me conseguia lembrar de tudo o que me tinham ensinado na escola sobre estes fenómenos, deixei de saber o que fazer, aliás, isso deixou de fazer sentido pois o berro e a sacudidela que a terra dava pedia que nos entregássemos.&lt;br /&gt;O medo apoderava-se. Os gritos dos moradores ouviam-se. O cão, que há 3 dias ladrava sempre a esta hora, permanecia calado. A escuridão fazia-nos permanecer inertes, na cama, a ouvir pedaços de cal a cair no quarto, num acerto perfeito com as batidas aceleradas do coração, enquanto tudo à nossa volta tentava reconquistar o seu lugar.&lt;br /&gt;Nesta fase, podia tentar encontrar mais adjectivos, mais palavras para conseguir dar uma percepção maior e mais objectiva daquilo que senti e vivi, em Almagreira, em plena ilha do Pico às 5:19 da madrugada. Para a descrição ser mais fácil recorro ao fenómeno da trovoada. Talvez porque cada vez que ouço aquele som, recordo os cerca de 30 segundos mais longos da minha vida, dominados pelo medo, pela ideia de tudo ir acabar ali e pela força da terra a tremer.&lt;br /&gt;Na rua, o pânico era visível. As réplicas sentiam-se e pairava no ar a possibilidade de os 5.6 na escala de Richter voltarem a ser repetidos ou superados. Aquela quinta-feira, 9, amanhecia caótica, com um turbilhão de sentimentos, agravado pela presença das sirenes das equipas de socorro.&lt;br /&gt;Sem comunicações. A angústia apoderava-se das pessoas e a ilha transformava-se num grande continente. As habituais nuvens que surgem abaixo da cratera do Pico Grande resolveram desaparecer para mostrar a beleza da montanha. Em contraste, o cenário era de dor, de derrota e os destroços não deixavam sentir o aroma da terra em comunhão com os restantes elementos – água, ar e fogo.&lt;br /&gt;Comentava-se que os pescadores que nessa noite andavam na faina, por momentos sentiram o mar rijo, como se de uma pedra se tratasse, ao mesmo tempo que viram sair das suas profundezas uma língua de fogo.&lt;br /&gt;Conta-se que, apesar de tudo, a hora a que a terra tremeu até foi abençoada, uma vez que algumas pessoas já se encontravam acordadas e tiveram tempo de reagir, caso contrário podia ter sido bem pior.&lt;br /&gt;À semelhança de um guerreiro que está a lutar no campo errado e para fazer jus ao previsto, saí da ilha na sexta-feira, 10, rumo ao Faial para regressar ao Continente, agradecendo por este fenómeno ter acontecido depois de a Natureza me ter apresentado a sua melodia e comunhão com o brilho que raia da imensidão dos pequenos sinais. Escusado será dizer que aquele terceiro palco onde o sismo tinha actuado, tinha as marcas de uma dança e sinfonias arrasadoras.&lt;br /&gt;Com o oceano revoltado a separar as ilhas, o Piquinho foi religiosamente guardado pela calma do manto branco que tapou o azul do céu, parecia que quem comanda este planeta queria mostrar, mais uma vez, aquilo que todos nós sabemos – enquanto, a Natureza parece adormecida, grande parte da Humanidade vive convencida de que detém controlo sobre tudo e, na ilusão de um poder absoluto, constrói castelos com tudo o que é digno da nobreza, ignorando que basta um simples gesto para que tudo desapareça.&lt;br /&gt;Em suma, os palheiros, na grande maioria das vezes, são mais fortes e mais fáceis de reconstruir do que as muralhas de pedra.&lt;br /&gt;Cristina Correia Pinto&lt;br /&gt;23 de Maio de 2008&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-4951535146657476500?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/4951535146657476500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=4951535146657476500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4951535146657476500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4951535146657476500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2008/05/no-pico-do-sismo-em-1998.html' title='No Pico do sismo em 1998'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-3479962537282847276</id><published>2008-05-13T20:51:00.001+01:00</published><updated>2008-05-13T20:51:58.939+01:00</updated><title type='text'>Retratos da minha peregrinação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa altura em que a Fé está mais acesa do que nunca, saltam-me à memória vários flashes da minha caminhada até Fátima. Surge tudo, de forma breve, como fotografias tipo passe. Reconheço que esta é a melhor forma para, hoje, aproveitar o que aprendi aos 18 anos. Ou não fosse este formato de retrato o mais utilizado para tudo o que é legalmente importante e, porque também se arrumam e transportam mais facilmente.&lt;br /&gt;Não é que a minha ida tenha sido um acto legal. Foi, talvez, uma aventura, um encontro, um tomar de consciência, o pagar de uma promessa, o concretizar de um sonho… não sei bem o que foi.&lt;br /&gt;A única certeza que tenho, hoje, é que foi útil para saber a minha resistência física e psíquica. No fundo, para perceber melhor a grandeza dos tais pormenores da vida.&lt;br /&gt;Confesso que sempre tive curiosidade em saber o que leva tanta gente a percorrer quilómetros com um único destino e vários propósitos. E como curiosa que sou também queria fazer o mesmo.&lt;br /&gt;Quando dei por mim estava de ténis, fato de treino e com uma mochila às costas a caminho de Fátima. Enquanto peregrina lá ia a contar e a ouvir estórias, a meditar e a tentar encontrar uma explicação lógica sobre o que me levava ali para além de querer chegar a Fátima.&lt;br /&gt;A meio do percurso apeteceu-me desistir devido às dores, que se apoderaram de mim. Só que algo me dizia para continuar e os peregrinos que iam comigo não o permitiram. Não é que me obrigassem. Simplesmente deram-me aquela força, aquele calmante para continuar.&lt;br /&gt;Ainda bem que não desisti porque tive a sorte e a oportunidade de reparar na cumplicidade reinante. Desconhecidos rezavam a uma só voz, davam as mãos e encaminhavam quem fraquejava, adivinhavam e estavam lá naquele “ponto geodésico” para nos penetrarem com aquele olhar que jamais esquecerei.&lt;br /&gt;Reflectida neste quadro e a admirar a cor das pinceladas que tão sábio pintor imortalizou na minha mente, tomo consciência de que vários Sábios Mestres cruzaram o meu caminho, em simultâneo, sem palavras, apenas e só com o poder de um sorriso e de um olhar.&lt;br /&gt;- “Se conseguires chegar, a minha chegada vai ser muito melhor. Depende de ti, da forma como alimentas o teu físico e da vontade que tens para observar o que de pequeno existe” – (parte da mensagem que me foi revelada)&lt;br /&gt;Com a mente perturbada, o coração batia forte ao ver peregrinos com sacos às costas, descalços, a pão e água… Questionei quem move esta gente: - Será que é preciso isto tudo? E, a resposta surgiu quando me lembrei que também tinha uma mochila às costas com um peso considerável, porque queria.&lt;br /&gt;Agora sei que tudo acontece porque queremos. Como tal, um dia gostava de voltar a fazer o mesmo percurso e dar aquele apoio que tive.&lt;br /&gt;Com ou sem promessa vale a pena caminharmos como peregrinos, independentemente do destino que queremos, uma vez que a chegada é única e compensa todo e qualquer sofrimento. Acabamos por nos sentir grandes com os pormenores e pequenos por termos fraquejado com a grandeza do facilitismo humano.&lt;br /&gt;Faz parte de nós querer sempre mais, por isso é que a próxima caminhada, deste género, que gostava de fazer tem como destino Santiago de Compostela.&lt;br /&gt;Até lá vou continuar a deambular e a trilhar os caminhos que vão surgindo em cada cruzamento e ouvir as estórias dos Sábios Mestres, para que o próximo percurso não seja tão doloroso e, seja aproveitado com o mesmo sorriso e esperança que me move.&lt;br /&gt;Cristina Correia Pinto&lt;br /&gt;13 Maio de 08&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-3479962537282847276?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/3479962537282847276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=3479962537282847276' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/3479962537282847276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/3479962537282847276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2008/05/retratos-da-minha-peregrinao.html' title='Retratos da minha peregrinação'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-351559349593236826</id><published>2008-05-05T19:34:00.000+01:00</published><updated>2008-05-05T19:56:47.078+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zé do Rego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rossio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Largo do Balcão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taberna do Aníbal'/><title type='text'>A deambular por Santa Comba Dão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Às voltas pela cidade santacombadense sou guiada pela história, conduzida pelas ruas estreitas de granito (as minhas preferidas) que não me dizem para onde me levam, porque fazem questão de me pôr onde querem.&lt;br /&gt;Resolvo começar pelo Largo do Balcão, um espaço amplo com alguns sinais de modernidade e, desço pela Rua Alexandre Herculano, sem dúvida que é a tal rua que me deixa com mais vontade de a calcorrear vezes sem conta, pois há sempre um pormenor diferente para reparar (quanto mais não seja no povo que na Taberna do Aníbal, mais conhecida por ‘Parlamento’, joga às cartas, bebe uns valentes copos para recordar alegrias e esquecer sabe-se lá o quê… um local típico que até já tem letreiro a dizer ‘Há café’).&lt;br /&gt;As pedras da calçada teimam em prender a minha marcha, e os saltos das senhoras, quase de propósito, em frente ao Parlamento para tentar perceber (não o por quê de os homens não deixarem de mandar um piropo ou de estarem ali com conversas ‘frutíferas’ sem acção para combater o vício da copofonia) como ali outrora as gentes faziam render os seus produtos, na velhinha praça.&lt;br /&gt;Hoje, é um espaço onde as crianças se entretêm a brincar enquanto duas ou três mesas acolhem o tal grupo de deputados, quando o tempo começa a aquecer. Apesar de ali haver uma fonte, a água que corre e sacia a sede é outra e tem várias cores. Ironias à parte, torço para que o pipo não chegue ao fim.&lt;br /&gt;Mais alguns metros à frente e a rua fica mais estreita. Surgem as mesmas perguntas de sempre a invadir-me o pensamento, para ver se desta vez já tenho respostas para gostar tanto deste passeio – Quem foi a mente que arquitectou este espaço? Quem foram os braços que tão bem sobrepuseram pedras de granito em forma de puzzle? Enfim… convém deter a ânsia de saber e não me dispersar, uma vez que as ruas paralelas estão a exercer um poder tal sobre mim para que eu, ainda, vá hoje ao Rossio, mas sou mais forte e antes quero ir ao Largo da Ponte da Praça (hoje mais conhecido por Largo da Câmara) passear uma última vez na velha calçada, recordar o velho chorão que segredava às águas da ribeira tudo aquilo que via, sabia e sentia.&lt;br /&gt;Passo pela barbearia dos irmãos Fernando e José Soares, mais conhecida pelo "Zé do Rego", e lembro-me do movimento que teve e que dava à rua. Quantas histórias cresceram mais fortes e quantas memórias ficaram ali cortadas?&lt;br /&gt;Sinto uma enorme nostalgia, embora a rua me guie para algo novo, não consigo deixar de me revoltar por as casas estarem abandonadas, as lojas fechadas e, por não encontrar mais nenhum transeunte. Tenho saudades daquele medo que sentia quando vinha um carro e tinha de me encostar ao máximo à parede e a rua quase que por magia alargava sempre.&lt;br /&gt;Depressa cheguei ao Largo da Ponte da Praça e o meu pensamento vai para os tempos mais remotos, imagino os meus antepassados a encher os cântaros de água na fonte, as mulheres a lavarem a roupa na ribeira… sinto o cheiro a sabão e reparo naqueles pés descalços a beijarem o chão, enquanto os mais ilustres atravessam a ponte romana e se dirigem ao pé do pelourinho para falarem e pôr as ideias em dia. Trocada a palavra sobem até ao Bairro Alto e desaparecem por entre becos e ruelas.&lt;br /&gt;Abro os olhos e parece que sou atirada brutalmente para uma nova realidade. Estou numa terra renovada. Se o senhor Pedro fosse vivo já não podia estacionar a carrinha do peixe. Está tudo tão diferente. As pedras da calçada foram substituídas por outras e a sombra do velho chorão (há muito inexistente) dá lugar a um espaço cada vez mais solarengo.&lt;br /&gt;Entristeço-me, resolvo parar por aqui. Sim! Gosto do que os meus olhos vêem não vou negar. Só que tenho saudades e pena por não se manter o piso do passado. Posso estar enganada mas Santa Comba Dão é uma cidade com história, uma terra antiga que parece estar a querer ficar moderna à força.&lt;br /&gt;O que me deixa intrigada é o facto de antigamente as pedras da calçada não magoarem aqueles pés descalços e, hoje o calçado é mais sofisticado, há cada vez mais por onde escolher e as damas não conseguem encontrar o que de melhor se adapta ao piso da velha infância.&lt;br /&gt;Sei que é necessário melhorar as infra-estruturas, adaptarmo-nos ao tempo... mas será que é de todo preciso fazê-lo quando não se tem dinheiro? Que gosto dá passar por um espaço que não está pago e, quando as pessoas estão a sair da terra, principalmente os jovens, por que aqui não encontram ocupação, nem o apoio necessário para se fixarem? Como é que o pequeno comércio vai sobreviver, se o estacionamento vai ter parquímetro, se os carros já não passam à porta e param nas grandes superfícies?&lt;br /&gt;Subo a Rua do Forno e tento memorizar cada sinal da calçada. Custa-me subir. As pedras prendem-me em jeito de desespero e perguntam-me por quê? Por que tudo tem um fim, por que é preciso fazer plásticas, não sei. Digo-lhes comovida com o seu desespero.&lt;br /&gt;Chego ao Rossio. As casas de granito, esculpidas e construídas sobre os penedos, abrem os braços ao sol. As mulheres sentam-se na escadaria a conversar, talvez a recordar os bailaricos que ali se faziam e dão comida aos gatos. Um mais traquino do que outro dão vida àquele espaço. Os carros ali estacionados são o seu abrigo e motivo de brincadeiras. Se não fossem os carros, que para ali conduzem os seus proprietários, quem é que ali ia com tanta frequência?&lt;br /&gt;Resolvo parar este meu passeio e volto ao Largo do Balcão pelo percurso inverso, com a certeza de que vou voltar a deambular por Santa Comba Dão e, reavivar as estórias da sua história, com o saudosismo salutar para construir a minha calçada santacombadense.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cristina Correia Pinto&lt;br /&gt;05 Maio de 08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-351559349593236826?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/351559349593236826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=351559349593236826' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/351559349593236826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/351559349593236826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2008/05/deambular-por-santa-comba-do.html' title='A deambular por Santa Comba Dão'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-1713190614719024075</id><published>2008-02-14T10:50:00.000Z</published><updated>2008-02-17T21:56:09.913Z</updated><title type='text'>Zé do Nada finalmente aprendeu que é Tudo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Zé do Nada é um habitante do planeta terra que diz que tem a idade suficiente para aprender com todos os Sábios Mestres que no seu caminho se cruzam. Para si o mais importante é a palavra oral, embora no mundo actual essa pouco valor tenha, nomeadamente, quando se tratam de questões jurídicas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas pautado pela justiça que deveria existir, foi num lugar comum que conversámos, ao sabor do vento, movidos pela palavra oral e por aquilo que o coração, juntamente com a razão, ia trazendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Zé do Nada confessa que toda a acção deste episódio da sua vida poderia ter sido passado na fábrica onde trabalha aquele vizinho lá do bairro, contudo esse pormenor não é de todo o mais importante, pois "infelizmente ou felizmente há muita gente a passar por esta situação todos os dias".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sabe menina, quando precisamos de trabalho e quando sabem que até temos algum valor e ideias está sempre tudo bem", desabafa explicando que fora-lhe prometido que fosse trabalhar para a Quinta de Algo, a 15 km de casa, que iria ter transporte para se deslocar, sempre que precisasse de ir em trabalho, bem como iria ter acesso ao telefone para estabelecer contactos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eu como estou habituado a ajudar e a fazer aquilo que sei com gosto, aceitei logo e comecei a trabalhar antes de ter o contrato assinado. Veja bem, cara jovem, o erro que eu fiz, segundo o que está estabelecido na Lei, tive sorte de passado oito dias me terem dado o contrato para assinar. Sabe, acredito que as pessoas são boas nem nunca me passou pela cabeça que aqueles dias podiam não me ter sido pagos e, eu ter ficado sem nada em troca do que tinha feito", conta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quando o contrato escrito não corresponde ao oral&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Movido pelo impulso de poder contribuir para que a Quinta de Algo pudesse ser falada pelos bons produtos, Zé do Nada quando assinou o contrato verificou que existiam algumas coisas escritas que não tinham sido ditas verbalmente, pois faltava referir que tinha direito ao transporte e telefone. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Questionei a minha patroa sobre essa falha, ela disse que não era necessário. Mais uma vez confiei naquele sorriso, naquela postura de gente séria, com conhecimento e, como eu sabia que a vida está má, até lhe disse: «Olhe, como me mandou cortar a relva e, eu vi que não tinha cá a máquina trouxe a minha, mas não se preocupe que até estou mais habituado a esta, só preciso mesmo é do restante material e do combustível para a pôr a trabalhar»", recorda Zé do Nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feliz com tudo aquilo e com a possibilidade de subir na carreira, pois "se arranjasse pessoas que quisessem comprar alguns produtos o ordenado iria aumentar", Zé do Nada conseguiu rapidamente encontrar amigos que gostavam daquilo que era produzido na Quinta de Algo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sempre que contava à patroa ela mudava de assunto e, parecia que não queria que a produção fosse boa", explica há procura de uma razão para tal atitude. "Entretanto, às vezes deslocava-me para a Quinta de Tudo, também propriedade da minha patroa, para fazer algum serviço", acrescenta contente por ajudar quem lhe tinha dado emprego.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quanto mais trabalha mais recebe&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Sei que passado meio ano de contrato, disse à patroa que uma vez que as colheitas estavam a ser boas e que havia muito serviço, estava disposto a não gozar as férias a que tinha direito. Que alegria que dei, ela fina que nem um alho disse que apesar de a vida estar má que se arranjavam umas notas para pagar o meu serviço. Até falou à frente de uma moça que está a trabalhar na Quinta de Tudo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Zé do Nada como sempre trabalhou afincadamente e, levou a última colheita de castanhas para a Quinta de Tudo, para aí se dar o devido destino aos produtos, como era hábito. "Senti um ambiente pesado, como se estivesse a mais. Nesse dia disseram a outro capataz para não aproveitar tudo, que não valia a pena. Eu nem questionei o meu colega, pois se teve ordens da patroa eu confiei e fiz o que nos era mandado", relembra com alguma mágoa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passado dois dias Zé do Nada regressa para ir buscar algumas encomendas e, questiona a patroa sobre as próximas colheitas. "Fiquei a saber que a Quinta de Algo ia fechar. Perguntei como ia ser o meu futuro. Ela [patroa] disse para eu tirar uns dias que depois falávamos", revela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inconformado com tal atitude, parou para reflectir e concluiu que andaram a gozar com ele e, a aproveitar-se do seu serviço. "Oh menina, é muito mau quando nos sentimos a mais, quando fazem jogo psicológico connosco. Andei mais de um mês até que me dessem uma solução. Para não me acusarem de ter abandonado o posto de trabalho, passei a ir todos os dias para a Quinta de Tudo, na espectativa de ter algo melhor e uma resposta", refere.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A mutação do Nada em Tudo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Localizada a cerca de 30 km de casa, Zé do Nada andava cansado com a viagem, pois tinha aceite o trabalho na Quinta de Algo porque era perto. Assim, tinha consciência de que não ia aguentar e, que com 560 euros de ordenado e um euro de subsídio de alimentação não dava para a despesa, pois os restaurantes levam 4 a 5 euros por dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Fui sincero e disse à patroa que não aguentava a pressão psicológica, se me queriam despedir que o fizessem, mas que parassem de me magoar e que definissem de uma vez a minha situação por escrito. Ela com aquele ar de vítima referiu que ou ia para ali e mantinha-se só o contrato escrito, ou então que me despedia com tudo ao que eu tinha direito alegando que a Quinta de Algo tinha acabado", diz revoltado por andarem tanto tempo para lhe dizerem isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aceite verbalmente a segunda hipótese, no dia seguinte estava Zé do Nada a tratar de uns grelos, quando foi despedido. "Zé do Nada está despedido, os advogados foram agora para a Cidade tratar de tudo. Se quiser eu levo-o a sua casa. Oh menina, nem o meu trabalho me deixou terminar", recorda explicando que pediu à patroa um documento escrito a explicar isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passada uma declaração advogando que "Zé do Nada, trabalhador da "Quinta de Algo", estava desvinculado da empresa depois de gozar os dias de férias a que tinha direito", voltaram com a palavra atrás a dizer que Zé do Nada nunca tinha sido despedido e nem o subsídio de férias lhe pagaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A única coisa que quero é que me passem o papel a dizer que estou desempregado para poder seguir com a minha vida. Digo-lhe, minha menina, graças a esta gente sei o Código de Trabalho e sei que a gente vê caras e não vê corações", conclui na esperança de ter tirado deste episódio as melhores lições, "sem ódio, nem rancor porque a patroa ensinou-me muito a mim, mas eu também lhe ensinei que as pessoas podem parecer parvas, mas a mim ninguém me põe mais os pés".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cri&lt;em&gt;stina Correia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; &lt;strong&gt;Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-1713190614719024075?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/1713190614719024075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=1713190614719024075' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/1713190614719024075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/1713190614719024075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2008/02/z-do-nada-finalmente-aprendeu-que-tudo.html' title='Zé do Nada finalmente aprendeu que é Tudo'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-6387823094359859881</id><published>2007-12-06T20:58:00.000Z</published><updated>2007-12-07T17:06:32.615Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='malmequeres beijos molhados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palimage'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cláudia Borges'/><title type='text'>“malmequeres os lábios molhados” lançados na aurora da vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Aos 16 anos de idade, Cláudia Borges, natural de Cabanas de Viriato, continua a dar passos firmes para atingir um patamar, segundo a crítica, muito alto na poesia. “malmequeres os lábios molhados” é o seu quarto livro de poesia apresentado ao público no passado domingo, 2, no salão da Filarmónica cabanense, editado pela Palimage e com nota de abertura de Mário Soares, ex-presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na sessão de lançamento, com leitura de poesia pelo grupo poético “Sarau dos Danados”, do qual a jovem poetisa faz parte, foi visível o prazer que o mais comum dos mortais tem em poder partilhar o dia-a-dia com Cláudia Borges, o membro mais jovem da Associação Portuguesa de Escritores e da Associação Portuguesa de Poetas, dada a simplicidade e humildade com que guia o leitor através do seu mundo de menina e de poetisa, onde existe “um trabalho da palavra invulgar, um trabalho maduro e intenso à volta da metáfora, do ritmo, do vocabulário, da construção de imagens”, conforme caracteriza o poeta José Fanha, no prefácio de “malmequeres os lábios molhados”.&lt;br /&gt;Com um longo caminho a percorrer, aos 16 anos de vida, Cláudia Borges “merece ser ouvida e divulgada”, conforme escreve José Fanha, no prefácio de “malmequeres os lábios molhados”.&lt;br /&gt;Autora de Pegadas do meu ser, Acreditar em mim e Instinto, a jovem poetisa “percorreu um determinado caminho no sentido de uma poesia diferente daquela que, se calhar, muitos de nós estamos habituados a ver”, referiu Jorge Fragoso, “o feliz editor deste livro”, explicando que é um estilo diferente da poesia clássica, num sentido mais pró-surrealismo e experimentalista.&lt;br /&gt;Alcídio Faustino, representante do Governo Civil de Viseu, enalteceu que Cláudia escreve desde os 13 anos de idade, mas a “vocação já lá estava antes”, discordando com a nota de abertura feita por Mário Soares, quando este afirma que a poetisa cabanense “é um exemplo de vocação literária precoce para as letras”.&lt;br /&gt;“O que é precoce na Cláudia é esta desenvoltura nesta idade”, disse admirado Alcídio Faustino, na qualidade de professor de português, esclarecendo que o poeta “é o produto de um grande trabalho”.&lt;br /&gt;Em termos institucionais o representante do Governo Civil deu, orgulhoso, os parabéns à poetisa, porque “é uma escritora do nosso distrito” e, em termos pessoais deixou claro que gostava que fosse sua aluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A menina que escreve livros sente-se, hoje, profundamente realizada”&lt;br /&gt;Cláudia Borges&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confessando que não se sente uma poetisa, uma escritora ou qualquer outra coisa que lhe possam chamar, “a menina que escreve livros sente-se, hoje, profundamente realizada”, afirmou Cláudia Borges justificando que se sente “um poema inacabado, solto ao vento, pronto a ser moldado pelas mãos do tempo”.&lt;br /&gt;Entretanto, é a menina cabanense que, desde os nove anos, tem o dom de talhar, com os pés assentes na terra, as palavras de cada verso, que surge à tarde, na solidão do seu quarto, “depois da outra Cláudia viver o dia-a-dia”, deixando que a poetisa transporte “as emoções, os sentimentos para o papel”.&lt;br /&gt;Um mundo que lhe permite conhecer “coisas espectaculares” e pessoas que nunca pensou conhecer. “Tenho feito vários progressos, tenho conhecido novos autores, tenho lido bastante, sou uma pessoa completamente realizada a todos os níveis”, conta.&lt;br /&gt;Apoiada pelos pais, família e amigos revela que começou a ler a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, devendo-lhe o seu percurso até aqui. “Foi essencial a leitura dos livros dela”, esclarece adiantando que está a ler a poesia de Herberto Hélder, Ramos Rosa, com um estilo mais experimentalista e surrealista.&lt;br /&gt;À semelhança do que sucedeu em livros anteriores, neste Cláudia Borges transporta o leitor para uma viagem que não precisa de ser explicada, basta ter a mente aberta e receptiva para apreender a mensagem inerente em cada verso de “malmequeres os lábios molhados”. Como dizia “o feliz editor” é preciso saber ler. “Este saber ler é deixar que as palavras penetrem em nós e nos digam qualquer coisa”, ensinou acrescentando que “quando lemos a poesia de Cláudia Borges quase nos comovemos até às lágrimas. São tão ricas as imagens, tão profundas as metáforas que nos sentimos tocados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Sobretudo quero que as pessoas tropecem nas minhas palavras”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cláudia Borges&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para a autora a sua poesia é “uma poesia que busca o sentimento, que pretende tocar bem no fundo as pessoas, que pretende que as pessoas se vejam nela, que sintam as metáforas e o que as palavras querem dizer”, define desvendado que o seu maior objectivo é “transportar as pessoas para fora da realidade, onde elas, como por exemplo neste livro, tenham malmequeres soltos nos cabelos e os lábios molhados de paixão”.&lt;br /&gt;Em suma, “malmequeres os lábios molhados” é um livro de alguém que precisa da poesia como do sangue a correr nas veias e que sugere às pessoas para se abstraírem dos autores que têm lido até agora e, que tentem ver um estilo de poesia mais contemporânea e mais actual. “Sobretudo quero que as pessoas tropecem nas minhas palavras e tenham vontade de as compreender mais profundamente”, deseja.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;in O Tabuense&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-6387823094359859881?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/6387823094359859881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=6387823094359859881' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6387823094359859881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6387823094359859881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/12/malmequeres-os-lbios-molhados-lanados.html' title='“malmequeres os lábios molhados” lançados na aurora da vida'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-5664767935247001666</id><published>2007-11-28T10:10:00.000Z</published><updated>2007-11-28T10:17:06.208Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jacinto Veloso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África Austral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nagosela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Voo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Casa da Cultura de Santa Comba Dão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nagozela'/><title type='text'>“Memórias em voo rasante” partilhadas em Santa Comba Dão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;-» “Contributos para a História política recente da África Austral”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Depois do enorme sucesso obtido em Moçambique, o livro “Memórias em voo rasante”, da autoria de Jacinto Soares Veloso, foi lançado na Casa da Cultura de Santa Comba Dão, no passado sábado, 17.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Com uma casa pouco composta, com cerca de duas dezenas de pessoas, este lançamento contrastou com os inúmeros leitores que fizeram com que a obra, lançada em Dezembro de 2006, em Moçambique, esgotasse 72 horas após a primeira tiragem, obrigando a uma segunda tiragem, e posteriormente a uma segunda edição em Fevereiro do corrente e a uma terceira em Julho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Recorde-se que “Memórias em voo rasante” foi lançado na passada quarta-feira, 14 em Lisboa, apresentado pelo arquitecto Nuno Teotónio Pereira e por António de Almeida Santos. “Um bom lançamento, estava muita gente, foi muito interessante”, recordou ao &lt;i style=""&gt;O Tabuense&lt;/i&gt;, Jacinto Veloso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Na cidade santacombadense, o livro contou com a apresentação de Fernando Veloso, primo do autor, e com as intervenções de António Brito Correia, vereador do pelouro da cultura e vice-presidente da Câmara Municipal, em representação de António Lourenço, presidente da autarquia local, e de Salvador Massano Cardoso, presidente da Assembleia Municipal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Foi com muito agrado e satisfação que aceitei este convite da Câmara Municipal de Santa Comba Dão para aqui vir apresentar este livro”, disse Jacinto Veloso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Confrontado com a pouca adesão dos santacombadenses, Brito Correia, explicou que um dos motivos prende-se, provavelmente com o facto de “não ter saído a publicidade no jornal mais lido no concelho, que é o &lt;i style=""&gt;Defesa da Beira, &lt;/i&gt;ao que sabemos por esquecimento por parte da redação, de alguma forma, pode ter condicionado algumas pessoas a não terem vindo. Depois, é como a História em que temos de ir dando a conhecer às pessoas que isto é importante e criar hábitos nas pessoas para virem a este tipo de acções. É pena que não tivesse vindo mais gente, mas como os critérios que se devem seguir são os da qualidade e não os da quantidade, estiveram aqueles que quiseram cá estar, sendo certo que isto é um trajecto evolutivo. Estamos convencidos que daqui a alguns anos, quando houverem apresentações de livros seja de que índole for vão estar mais frequentados pelos santacombadenses”, considerou em declarações ao nosso jornal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;A apresentação da obra na cidade é “um acto de humildade e respeito pelo concelho”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Natural de Lourenço Marques, hoje Maputo, Jacinto Veloso está ligado afectivamente ao concelho santacombadense, visitando regularmente a freguesia de Nagozela de onde são naturais os seus antepassados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;“Memórias em voo rasante” é um livro que Marcelo Rebelo de Sousa apelida de “polémico”, na medida em que “abre as portas para um eventual debate sobre o mesmo”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Jacinto Veloso afirma que este é um livro onde pretende transmitir a importância de se defender o “interesse nacional independentemente das influências que podem ocorrer” e, onde procura dar a conhecer “um pouco daquilo” que foi a sua vida “nos últimos 40 ou 50 anos, num clima político das tensões internacionais durante este tempo” e um pouco da sua experiência “no meio desta confusão internacional”, esclareceu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Considerando que “o que fica de cada um de nós é aquilo que fica escrito, porque a palavra oral o vento leva-a”, Massano Cardoso aproveitou, também, para louvar o facto de o autor lançar o livro &lt;st1:personname productid="em Santa Comba D￣o" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Santa Comba" st="on"&gt;em Santa Comba&lt;/st1:PersonName&gt; Dão&lt;/st1:PersonName&gt; defendendo que este é “um acto de humildade e de respeito pelo concelho”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Conforme citou, Fernando Veloso, o general Jacinto Veloso foi “uma das figuras chave do Presidente Machel para as missões mais delicadas” e, “sabia-se que a discussão tinha chegado a um ponto importante quando Veloso, despercebidamente, puxava pelo seu pequeno livro de notas”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Curiosidades e estórias da História que pode descobrir através desta biografia “em voo rasante”, editada pela editora Papa-Letras e distribuído pela Sodilivros, Lda.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Memórias em voo rasante…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: right; text-indent: 35.4pt;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;… “É um livro que fala e retrata dois países irmãos, Portugal e Moçambique, e que relata marcas da vivência dos dois países, que nos ajuda, obviamente com o distanciamento histórico e no tempo, a perceber de uma forma mais clara, dando sinais daquilo que foi de facto a nossa História mais recente.” – &lt;/i&gt;António Brito Correia, vice-presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt; text-align: right; text-indent: 35.4pt;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;…“Vou ler com muita atenção e, estou convicto de que irei aprender muito e enriquecer e, ver a História, quem sabe, de maneira diferente daquela que até hoje estava a ver.” –&lt;/i&gt; Salvador Massano Cardoso, presidente da Assembleia Municipal de Santa Comba Dão&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt; text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 141.6pt; text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;in O Tabuense&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-5664767935247001666?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/5664767935247001666/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=5664767935247001666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/5664767935247001666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/5664767935247001666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/11/memrias-em-voo-rasante-partilhadas-em.html' title='“Memórias em voo rasante” partilhadas em Santa Comba Dão'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-5624633310739649119</id><published>2007-11-23T17:40:00.000Z</published><updated>2007-11-23T17:46:47.274Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tábua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='princesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gaivotas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santo Antão'/><title type='text'>Maria José Costa uma filha do mar que voa como as gaivotas</title><content type='html'>&lt;em&gt;“…o som das ondas é como as harpas, tocadas por anjos, suave que me encanta…”      &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Maria José Costa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;           Dizem que os artistas são estranhos, talvez por serem seres inconformados com o mundo que os rodeia. Sensíveis, amantes insaciados procuram através da arte uma resposta, um caminho, uma razão para o mundo onde vivem, enfim… que alguém ouça o grito que lhes aperta o peito e liberta a alma.&lt;br /&gt;            No lugar de Santo Antão, freguesia de Sinde, concelho de Tábua, vive a poetisa e pintora Maria José Costa. Com uma paixão nata pelo mar e por tudo o que lhe diz respeito, a artista voa como as gaivotas, regida pelas marés, com frases, pensamentos e vivências que jamais esquecerá.&lt;br /&gt;            “E se alguém acreditar&lt;br /&gt;            Que o amor não está a mudar,&lt;br /&gt;            É um poeta&lt;br /&gt;            Um sonhador&lt;br /&gt;            … um grande sofredor…&lt;br /&gt;            Que acredita no que os outros não conseguem&lt;br /&gt;            Enxergar&lt;br /&gt;            Que no fundo de um triste olhar,&lt;br /&gt;            Ainda há uma fantasia em que possa acreditar…”&lt;br /&gt;            É desta forma que Maria José Costa nos transporta para o seu mundo, onde ela é a Princesa, “alguém bastante diferente…” do ser que a sociedade teimosamente quer ver.&lt;br /&gt;            Hoje, com pouco mais de meio século de vida, leva-nos a passear pelo seu mundo à beira mar. Ao som do grasnar das gaivotas regressamos à sua infância e, viajamos até Leça da Palmeira, onde “na simplicidade da época (…) a pobreza era certa”.&lt;br /&gt;            Boa aluna e com um dom especial para o desenho, enquanto estudante, e apesar das dificuldades, costumava fantasiar com uma vida igual à das amigas com mais posses.&lt;br /&gt;            “Via-me ao espelho&lt;br /&gt;            Com as roupas delas,&lt;br /&gt;            As fitas amarelas, os sapatos cor-de-prata,&lt;br /&gt;            A pasta não era de pano, era de couro – se não me engano.&lt;br /&gt;            A caixa de madeira lá estava,&lt;br /&gt;            Com lápis e lapiseira&lt;br /&gt;            Era a maior carteira.&lt;br /&gt;            Na fila das melhores eu estava.&lt;br /&gt;            Deixei de ser a pobrezinha&lt;br /&gt;            Passei a ser a princezinha.&lt;br /&gt;            Era assim que eu sonhava,&lt;br /&gt;            Mas como tudo na vida, os sonhos também acabam.”&lt;br /&gt;            Confrontada com a realidade, e como acontecia com quase todos os jovens da sua idade, cedo deixou a escola para ir trabalhar nas confecções.&lt;br /&gt;            “E acabou-se a monarquia,&lt;br /&gt;            Ao corpo santo eu subia&lt;br /&gt;            E dizia para mim:&lt;br /&gt;            «não sou nada do que pensei»...”&lt;br /&gt;            Uma triste conclusão que anos mais tarde, juntamente com mais dissabores da vida, a condenou a uma depressão e, “os sentimentos parece que subiram mais à flor da pele”, refere. Com três homens em casa – marido e dois filhos – e ocupada com o emprego o dom da poesia era recalcado. Só quando fez 25 anos de casada é que dedicou um poema ao marido e não conseguiu parar de escrever.&lt;br /&gt;Dominada pela depressão, o maior consolo era a praia. “Gostava de andar na espuma para lá… para cá… mesmo chovendo. Levava pão, arroz e aquilo que as pessoas fazem com os cãezinhos e com os gatinhos eu fazia com as gaivotas. Então eu chamava ‘meniiiinaaas…meniiiinaaas…’ e, elas vinham todas, de longe, às dezenas e comiam na minha mão. Ficava rodeada de gaivotas”, descreve sentindo-se reconfortada por poder partilhar estados de alma com estas aves, que tão bem a conheciam e compreendiam na praia dos Beijinhos.&lt;br /&gt;            Contudo, as melhoras eram poucas e, levada pelas circunstâncias da vida veio para o concelho de Tábua. O seu refúgio passou a ser a poesia e a pintura, duas artes, dois dons que nasceram consigo. “Se eu fosse escrever tudo o que me vinha à mente eu não dormia”, confessa lembrando-se que motivada pela doença chegou a um ponto em que a sua letra deixou de ficar perceptível. “Então, comecei a gravar num gravadorzinho pequenino, mas depois liguei-me mais um bocadinho para a pintura e, agora tenho escrito mais amiúde”, adianta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“… o mar corre nas minhas veias e a lua tem influência na minha vida, por que o nosso corpo é feito de água e, então, as marés têm influência no meu sangue…”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;                                                                                 Maria José Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Autodidacta, leva-nos à carteira da escola para vermos onde se apercebeu que tinha jeito para o desenho. Uma vez num trabalho da escola, foi pedido para fazer pela altura das festas populares um Santo António. “Eu fi-lo tão bem feito que eu tive medo que a professora achasse que não fui eu que fiz e, eu lembrei-me de dizer que foi o meu pai. O meu pai na altura foi pagar a admissão (da 4.ª classe) e a professora disse: ‘- Olhe, dou-lhe os meus parabéns o senhor também tem muito jeito para o desenho, por isso a sua filha sai a si. Fez um Santo António muito bem feito.’ E o meu pai ficou espantado. Quando chegou a casa perguntou-me se tinha feito algum Santo António. Eu pedi desculpa ao meu pai e disse: - Fui eu, mas estava tão bem que eu tive medo que ela desconfiasse que não fui eu. Disse que foste tu e eu ajudei”, recorda.&lt;br /&gt;            Inspirada, acima de tudo pelo mar e, por tudo o que de simples existe no mundo procura dar-nos uma explicação lógica para a sua ligação com a praia. “Não é em vão que eu tenho muitos poemas que falam do mar. Até mesmo antes de eu nascer a minha mãe remendava redes numa fábrica de confecção de redes e, eu digo que até aí fui influenciada, por que corriam por cima do ventre da minha mãe as redes de pesca e, esse cheiro do mar já passava em cima da barriga dela”, justifica.&lt;br /&gt;            Admiradora das obras de vários poetas, nomeadamente de Florbela Espanca e Miguel Torga, defende que Manuel Cid Teles é único. “Um grande poeta, um grande amigo, com ele tenho aprendido muito, gosto muito de conversar com ele e, gostava que ele tivesse mais apoio e fosse mais visitado. Os poetas não são só poetas quando morrem”, alerta evidenciando que devia ser dada mais atenção a Cid Teles.&lt;br /&gt;            Em suma, ser poeta é… ser tudo e ser nada. Como escreveu Florbela Espanca é “ter um astro que flameja, / é ter garras e asas de condor!”, para Maria José Costa é uma forma de se “libertar das dores emocionais” e de ser “aquilo que gostaria de ser e de viver” e, que não vive, porque é “impossível viver neste mundo em que nós estamos. O mundo em que nós vivemos é muito complicado, muito cheio de orgulho, muito mal tratado. O Homem é muito senhor de si. É o meu eu e depois tu. As portas fecham-se umas atrás das outras”.&lt;br /&gt;            Um retrato do mundo como ele é para Maria José Costa, que tem consciência de que sabe que existem mais revoltados e inconformados com o dia-a-dia.&lt;br /&gt;            “…achei-o tão parecido comigo, carente&lt;br /&gt;            Triste e só como eu&lt;br /&gt;            Naquelas lágrimas, eu vi as minhas lágrimas,&lt;br /&gt;            naquele desespero, eu vi meu desespero…”&lt;br /&gt;            Com vontade de encontrar a aguarela certa para colorir a sua vida, a artista tem batido a várias portas para divulgar o seu trabalho, mas todas se fecham. Em Tábua, colabora com O Tabuense e, tem tido um grande apoio de Ana Paula Neves, directora técnica da Biblioteca Municipal João Brandão, “que tem sido uma grande amiga”, e, de Sónia, “uma jovem muito querida”, funcionária da Biblioteca, que a ajuda a compilar os seus poemas. “Isso tem-me feito um bem enorme, porque só o facto de eu sair de casa para ir à Biblioteca faz-me um bem enorme”, desabafa na esperança de um dia “ser alguém,/ Alguém bastante diferente…!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;In O Tabuense&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-5624633310739649119?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/5624633310739649119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=5624633310739649119' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/5624633310739649119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/5624633310739649119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/11/maria-jos-costa-uma-filha-do-mar-que.html' title='Maria José Costa uma filha do mar que voa como as gaivotas'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-3203981079364376630</id><published>2007-10-25T11:47:00.000+01:00</published><updated>2007-10-25T11:50:54.642+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Correia Nobre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lageosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mariazinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estrela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='108'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Candosa'/><title type='text'>Mariazinha… uma estrela com 108 anos de vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aos 108 anos de vida, Maria da Costa Almeida, mais conhecida por Mariazinha, orgulha-se de ter um rosto mais liso do que algumas mulheres mais novas e, de até há bem pouco tempo fazer muito bem o arroz doce. Nascida a 29 de Setembro de 1899, em Candosa, no mesmo mês e ano que o poeta José Régio, diz que já não liga a quase nada do outro tempo e, conta-nos alguns segredos para uma vida longa.&lt;br /&gt;A viver com a filha Irene Santos, de 77 anos de idade, Mariazinha foi sempre uma pessoa saudável. “Lá tinha uma coisita de vez em quando”, conta Irene revelando que a sua mãe nunca teve nada de preocupante, só aos 96 anos de idade, quando foi operada à vesícula. Hoje, queixa-se que lhe dói o braço e anda com a ajuda de uma bengala, desde que caiu há cerca de meio ano.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;“Não se dançava o baile sem a Mariazinha lá ir”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na sua infância andou na escola, na Lageosa (Oliveira do Hospital), onde tinha família, mas não chegou a aprender a ler. Esteve lá alguns meses por que era “muito brincalhona”, só anos mais tarde aprendeu a fazer o nome, que “fazia até há pouco tempo”.&lt;br /&gt;Dos bailes que se realizavam em Candosa, em casa da dona Ilda, Mariazinha recorda-se que “dançava muito. Era muito brincalhona. Não se dançava o baile sem a Mariazinha lá ir. Tinha muitas amigas, costumava ir dormir a casa de uma”, quase sempre em dia de baile.&lt;br /&gt;A história que mais a marcou durante a infância passa-se aos 10 anos de idade. “Era tão pequenina que uma vez os comediantes vieram aí e queriam-me roubar, queriam-me levar… era muito delgadinha”, lembra-se com um sorriso.&lt;br /&gt;Aos 24 anos de idade casou-se, em Candosa, com José Macedo Santos, mais conhecido por José Ricardo. Viúva há 35 anos, trabalhou ao dia fora, sempre que possível ajudava o marido, que era alfaiate, e foi governanta durante mais de trinta anos da casa do Coronel de Infantaria Alfredo Correia Nobre, que também foi vice-presidente da Câmara Municipal de Tábua.&lt;br /&gt;“Fazia de tudo na fazenda. Trabalhava na fazenda e, em casa e fazia um comerzinho muito bom. Uma sopinha com feijõezinhos. Nas festas fazia canjinha, galinha assada, umas batatinhas fritas. Fazia muito bem o arroz doce e, ainda hoje faço, mas agora já não posso tanto”, conta ao O Tabuense.&lt;br /&gt;“Sabia costurar, fazia renda. Tem uma colcha linda de renda que fez à luz do candeeiro, não havia electricidade”, diz-nos Irene interrompida pela mãe que desabafa que “agora já não. Com 108 anos já não faço nada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Sempre fui muito biqueirinha”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mãe de 3 filhos, é com tristeza que lembra a morte de Alfredo, há 26 anos, com 70 anos de vida. Conhecido por Candosa, Alfredo foi militar da GNR em Oliveira do Hospital, Miranda do Corvo e Arganil.&lt;br /&gt;Para melhor compreendermos tantos anos de vida diz-nos que a mãe morreu aos 92 anos de idade, no Brasil, e que o pai morreu novo com a pneumónica, também em terras de Vera Cruz. Quanto a idas à América do Sul para visitar a família, estas nunca se concretizaram por ter medo de andar de avião.&lt;br /&gt;Se calhar o segredo para uma vida tão longa está no facto de Mariazinha nunca ter sido pessoa de comer muito. “Era muito biqueirinha”, afirma explicando que nunca comeu “essas comidas modernas, nem carne de vaca”.&lt;br /&gt;Muito religiosa, até aos 96 anos, “não faltava a uma missa, nem a um terço”. Em 1917, ano das aparições de Fátima, a mulher mais velha do distrito de Coimbra, tinha 18 anos, e lembra-se de, na altura, ouvir falar nos Pastorinhos.&lt;br /&gt;Sobre as novidades e os avanços tecnológicos, recorda-se de quando apareceu o primeiro carro e da televisão. “Antigamente era só carros de bois…Agora, toda a gente tem um carro. Não há ninguém que não tenha um carro”, sublinha. “Admirou-se quando apareceu a televisão, pensava que eles nos viam”, recorda Irene enquanto a mãe lhe corta a palavra para dizer que, “agora, não há ninguém que não tenha uma televisão”.&lt;br /&gt;“Já nem gosto de ouvir televisão”, desabafa adiantando que gosta muito de Marco Paulo e de Quim Barreiros. “Cantam muito bem”, diz contente por ter um poster do Marco Paulo e, por ter 2 cd’s oferecidos pelo cantor em 2006.&lt;br /&gt;“Agora já sou velha. Já não ligo a nada do outro tempo quase. Agora já não posso andar sozinha. Agora como poucochinho, como uma coisinha pouca e fico bem”, salienta.&lt;br /&gt;Quando compara a juventude de hoje à de antigamente, diz que os “jovens agora são diferentes. Fazem tudo agora, às vezes, sem as mães quererem e, casam-se só por civil, juntam-se… antigamente não. Era tudo mais sério. Havia de tudo… agora a mocidade quando se fala na altura do namoro, logo se junta. É uma pouca vergonha. Agora não há respeito”, considera.&lt;br /&gt;Desde os seus 96 anos de vida, há sempre festa no dia 29 de Setembro, e todos os anos os seus familiares e amigos “estão à espera” da data. “Este ano veio cá muita gente. Fez-se uma festa muito grande”, descreve feliz pelo carinho com que a tratam. Às dezenas de parabéns recebidos em dia de aniversário, junta-se o bolo oferecido pela Junta de Freguesia que costuma ser partilhado pelas objectivas dos fotógrafos e pelas câmaras de televisão, para darem vivo testemunho da idade de Mariazinha.&lt;br /&gt;Para a filha e certamente para a restante família e amigos, Mariazinha “é uma estrela” e, “ainda hoje é muito bonita. É a cara mais linda de Candosa”, remata Irene Santos explicando que “é uma honra” ainda ter mãe e viver com ela.&lt;br /&gt;Avó de 11 netos, tem 18 bisnetos, 4 trinetos e está à espera de uma trineta que nasce no próximo mês de Novembro. “Agora só estou pronta para quando Deus Nosso Senhor me queira levar para outro mundo”, termina segura e em jeito de confissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;In O Tabuense&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; &lt;em&gt;Jornal de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-3203981079364376630?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/3203981079364376630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=3203981079364376630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/3203981079364376630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/3203981079364376630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/10/mariazinha-uma-estrela-com-108-anos-de.html' title='Mariazinha… uma estrela com 108 anos de vida'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-7513725521730710004</id><published>2007-10-04T20:32:00.000+01:00</published><updated>2007-10-04T20:37:46.574+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capuchinho Vermelho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Papiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Papão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom Escuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Edgar'/><title type='text'>Dom Escuro lançado no esplendor da juventude</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;             &lt;em&gt;Dom Escuro&lt;/em&gt; é o mais recente livro de Carlos Edgar, no qual mais uma vez foca a temática do medo. Depois, de &lt;em&gt;A Verdadeira História do Capuchinho Vermelho&lt;/em&gt;, o escritor natural da vila de S. João de Areias, aos 27 anos, continua dedicado à escrita infanto-juvenil.&lt;br /&gt;            Viajar através das letras e das palavras é um sonho de Carlos Edgar, que ganhou asas com o nascimento da sua filha. O horizonte é “atingir outro público, mas para já esta é uma área que deve ser muito mais trabalhada, pela mais-valia que é para a sociedade trabalharmos esta faixa etária”, justifica.&lt;br /&gt;            No entanto, o jovem escritor desvenda que tem “uma obra praticamente concluída, virada para os adultos, mas desta vez não vai focar medos, vai focar as questões do ser mediático, o custo que as pessoas pagam para serem mediáticas, para aparecerem, basicamente é isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Esta obra foi escrita baseando-se nos próprios medos que eu tinha, quando era criança e, nas dificuldades que nós temos muitas vezes em ultrapassá-los”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;                                                                                                                                  &lt;em&gt;   Carlos Edgar&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;            Sobre as duas obras editadas, o autor explica que estas têm em comum os medos das crianças e, no caso concreto de &lt;em&gt;Dom Escuro&lt;/em&gt;, a história traz à luz do dia alguns aspectos dos seus próprios medos. “Esta obra foi escrita baseando-se nos próprios medos que eu tinha, quando era criança e, nas dificuldades que nós temos muitas vezes em ultrapassá-los”.&lt;br /&gt;            Encarada como uma “apresentação especial”, por parte de António Brito Correia, vereador da cultura e vice-presidente da Câmara Municipal da cidade santacombadense, porque conhece o Carlos “há muitos anos” e, tem “uma grande amizade por ele, um grande respeito. Ele é um homem com características fantásticas e que, de facto, consegue pôr na prática todas essas mais-valias que tem em termos da sua personalidade”.&lt;br /&gt;            Enfermeiro de profissão, o jovem escritor explica que resolveu lançar o livro no Hotel Rural Santo Cristo, em S. João de Areias, porque foi nesta vila que passou a infância e, ultrapassou os medos.&lt;br /&gt;            Para o presidente da Junta de Freguesia de S. João de Areias, António Antunes, esta iniciativa foi muito boa para a freguesia. De acordo com o autarca, “as pessoas não estão muito inclinadas para a cultura. É uma coisa que não está na mentalidade das pessoas, devido ao nosso passado e, ao nível cultural que tínhamos. Hoje acho que a gente jovem tem outra visão”, reconhece orgulhoso de Carlos Edgar.&lt;br /&gt;            Assim, para que a mentalidade mude e, para ajudar o jovem autor, a Junta de Freguesia comprou livros, com o objectivo de, “em princípio, fazê-los chegar junto às escolas para as crianças terem noção do que é, para começar a incentivá-las para a leitura, para verem que o autor é uma pessoa aqui da freguesia”, avança António Antunes.&lt;br /&gt;            Da parte da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, também, foram adquiridos alguns exemplares do livro com o mesmo objectivo da Junta de Freguesia de S. João de Areias. “Neste livro, tal como no primeiro, o Carlos teve a iniciativa de ir fazer algumas sessões à Biblioteca Municipal. Ainda, não falámos sobre essa matéria, mas estou convencido de que vamos fazer essas iniciativas. Adquirimos alguns exemplares do livro que iremos distribuir pelas nossas escolas e, naturalmente na Biblioteca Municipal”, informa o vereador da cultura.&lt;br /&gt;            Salientando que a produção literária no concelho “não é muita”, Brito Correia diz-nos que cada autor que promova um livro “deve ter todo o apoio institucional por parte da autarquia”. “É isso que temos feito com todas as iniciativas, infelizmente não têm sido aquelas que gostaríamos, mas estamos certos de que irão ser mais”, refere.&lt;br /&gt;            Enquanto representante da autarquia assegura que se vai “continuar a apoiar todo este tipo de iniciativas” e, que “a curto prazo, eventualmente, durante o ano de 2008” a autarquia pretende “fazer uma Feira do Livro, porque essas sim são as iniciativas que levam, não só a um maior consumo de produção literária nacional, mas, também, algumas pessoas a serem produtores literários”, argumenta desvendando que a “médio prazo” pensam na “criação de um concurso literário. É algo que está idealizado, mas que ainda não tem data apontada para se concretizar”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“Achámos que era importante voltar a apoiar o Carlos Edgar”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;                                                                                                             &lt;em&gt;Liliana Pereira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em relação ao primeiro livro, Liliana Roma Pereira, representante da Papiro Editora avançou que viu a sua edição “praticamente esgotada e, portanto, achámos que era importante voltar a apoiar o Carlos Edgar. Não só por esse êxito, mas também por nesta zona do país haverem poucos autores. Achámos uma boa aposta, queremos cativar o potencial desta área em termos de produção literária e, poderemos descobrir aqui outros autores que se interessem”.&lt;br /&gt;            &lt;em&gt;Dom Escuro&lt;/em&gt; é um livro destinado para o 1.º Ciclo do Ensino Básico, especialmente para a primeira e segunda classe, porque tem “poucas páginas, pouco texto, muita ilustração e, é uma história simples”, justifica Liliana Pereira.&lt;br /&gt;            Contudo, para que Carlos Edgar não tivesse medo de dar asas à sua imaginação, para o lançamento de &lt;em&gt;A Verdadeira História de Capuchinho Vermelho&lt;/em&gt; contou com o apoio da Câmara Municipal e, para que &lt;em&gt;Dom Escuro&lt;/em&gt; visse a luz do dia contou com o patrocínio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia. “Foram eles que me garantiram ou que viabilizaram a edição do livro, em boa verdade”, conta.&lt;br /&gt;            Para quem não conhece a primeira obra do autor, este explica que esta é uma “readaptação da &lt;em&gt;História do Capuchinho Vermelho&lt;/em&gt; como nós conhecemos, mas tem algumas alterações que são de certa forma úteis, porque, hoje em dia, é inconcebível que um lobo coma um ser humano. A nova versão é uma história menos violenta e um pouco mais ligada à parte do ambiente. Não tem o lobo, tem o cão, que acaba por ser um cão abandonado, chamando muito uma temática que hoje, também, está muito em voga e que se fala muito”, resume.&lt;br /&gt;            Quanto a &lt;em&gt;Dom Escuro&lt;/em&gt;, para além do que já foi dito, vem “trazer uma solução quase mágica para os pais abordarem este medo, refugiando-se na figura de um papão, que neste caso é um palhaço”, concluiu Carlos Edgar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;                                                                                                                          Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;                                                                                                                                     in O Tabuense&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-7513725521730710004?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/7513725521730710004/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=7513725521730710004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7513725521730710004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7513725521730710004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/10/dom-escuro-lanado-no-esplendor-da.html' title='Dom Escuro lançado no esplendor da juventude'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-2885910027231279821</id><published>2007-09-21T21:23:00.000+01:00</published><updated>2007-10-04T20:40:50.827+01:00</updated><title type='text'>O Meu Pecado apresentado entre familiares e amigos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;        Quase duas décadas depois de ter sido alinhavado, Celeste Cortez apresentou &lt;i&gt;O Meu Pecado.&lt;/i&gt; Um romance que esteve guardado na gaveta por falta de tempo, e que agora numa edição de autor veio a público, na passada sexta-feira, 7, na Biblioteca Municipal de Carregal do Sal.&lt;br /&gt;        Com origens em Carregal do Sal, Celeste Cortez foi muito jovem para África, onde teve o seu percurso de vida. Aos 19 anos era editora de uma revista feminina e só anos mais tarde, em 1989, depois de ir para África do Sul é que escreveu os três primeiros capítulos deste romance.&lt;br /&gt;        “Fiz o primeiro capítulo que hoje é o penúltimo e o último em &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:metricconverter st="on" productid="1989”"&gt;1989”&lt;/st1:metricconverter&gt;, recorda explicando que no ano de 2003 encontrou o primeiro capítulo numa gaveta, considerando que esta seria a altura ideal para escrever para as suas netas, não pensando em “leitores”.&lt;br /&gt;Hoje, &lt;i&gt;O Meu Pecado&lt;/i&gt; é uma história de ficção, onde a autora fala “muito discretamente” de seu pai. “O seu nascimento foi no solar de Cabriz, portanto eu ponho-o ali em Alvarelhos a fazer uma coisa que realmente fez. Uma canção para o Rancho de Alvarelhos, que ele ensaiou”, desvenda frisando que “qualquer escritor transporta para o livro um bocadinho de si próprio, as suas vivências”.&lt;br /&gt;         Para os carregalenses, este romance “tem mais um doce incentivo, porque há personagens que existiram ou têm raízes neste concelho, fala de terras e gentes deste rincão beirão”, afirmou Hermínio da Cunha Marques, poeta, escritor e primo da autora.&lt;br /&gt;       Considerado pelo poeta e escritor um livro de “leitura fácil, que entusiasma e leva a que se devorem rapidamente as suas quatrocentas páginas, em busca de um desfecho que, como geralmente acontece nos romances, só chega no fim”. Neste romance a autora “convida as palavras a adquirirem sentidos, a gerirem emoções e com elas constrói o drama existencial da personagem feminina principal, relêem-se discursos, histórias, dramas de um teatro da vida a desvelar por vozes, tempos e espaços rememoráveis expostos de forma sucessiva e linear”, descreve Rosa Maurício, bibliotecária da Biblioteca Municipal de Carregal do Sal.&lt;br /&gt;        A acção passada entre Moçambique, Lisboa e Carregal do Sal narra a história de Ritinha, uma mulher que escolhe o caminho da fidelidade ao grande amor da sua vida. “Desse amor ela tem uma filha que, na altura, nos anos 60, foi difícil de criar por ser filha de pai incógnito. Na altura era um estigma, mas ela teve que ter força para educar, uma maneira especial para a proteger, porque ela não tinha pai, mas, também, uma maneira de moldar a sua personalidade, para que ela fosse capaz de se defender no futuro, numa sociedade que evolui”, conta Celeste Cortez.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;i&gt;“A autora, Celeste Cortez, apresenta-nos um trabalho excelente, bem concebido, com uma história comovente, que podia ser real no tempo da Guerra Colonial”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Hermínio Marques&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;          Através do romance a autora pretende passar “acima de tudo uma mensagem de amor e de paz”, no sentido de as pessoas não intervirem na vida de outrem, “porque este amor não foi possível ser partilhado durante uma vida, precisamente porque alguém se interpôs”.&lt;br /&gt;         Tido como um filho, na medida em que “levou 9 meses a passar a limpo”, Celeste Cortez garante que “se tiver oportunidade com certeza” que vai tentar aproveitar ao máximo este desejo latente dentro de si para continuar a escrever. “Tenho outro quase acabado e espero que seja ainda melhor que este”, adianta.&lt;br /&gt;        Para já recorda-nos que em 1970 fez um romance que deixou dentro de uma caixa de sapatos, em Moçambique. “Escrevi num autocarro durante 15 dias entre Portugal, Espanha e França, numas férias. Era uma estrutura, uma iniciação em cada capítulo, mas não vou dizer que se comparava a este ou que tinha 400 páginas”.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;i&gt;“E se, com a vossa leitura, nele virem mais do que aquilo que aqui foi e vai ser dito, lembrem-se que, à luz do filósofo alemão Karl Popper, nunca saberemos o suficiente para podermos ser intolerantes”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;i&gt;Rosa Maurício&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;          No uso da palavra, Maria Alice Reis, professora primária, da autora explicou o significado das três rosas vermelhas que ofereceu, pois quando conheceu Celeste Cortez esta era “um botão em flor pouco aberto, depois desabrochou, até que chegou ao topo daquilo que sabemos hoje”.&lt;br /&gt;         Em representação da autarquia local esteve o vereador da cultura, Óscar Paiva que rotulou o lançamento do livro como “um acto de coragem”, apesar de a Câmara Municipal não ter dado apoio. O que é certo é que as palavras do vereador da cultura enalteceram que “temos uma cultura viva, pujante e que se quer continuar a afirmar”.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;       O Meu Pecado&lt;/i&gt; está à venda nas Beiras em algumas papelarias de Carregal do Sal, Santa Comba Dão, Nelas, Mangualde, Tondela, Viseu e Figueira da Foz. A partir do dia 13 de Outubro poderá ser adquirido noutros pontos do país, nomeadamente em Lisboa, após o lançamento no Centro Cultural de Cascais.&lt;br /&gt;        Entretanto, Hermínio da Cunha Marques assegura que se Celeste Cortez “não nos brindar com outras publicações, então será forçada a dizer «este é verdadeiramente &lt;i&gt;O Meu Pecado&lt;/i&gt;!...»”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;in O Tabuense&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-2885910027231279821?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/2885910027231279821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=2885910027231279821' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/2885910027231279821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/2885910027231279821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/09/o-meu-pecado-apresentado-entre.html' title='O Meu Pecado apresentado entre familiares e amigos'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-5886451870617288519</id><published>2007-09-12T10:23:00.000+01:00</published><updated>2007-09-12T10:26:47.940+01:00</updated><title type='text'>Rimary… a artista da sensibilidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desta vez, fomos saber mais sobre azulejaria. Motivados pela curiosidade de saber quem é, afinal, a autora dos painéis de azulejos que dão outro brilho a Santa Comba Dão, e a tantas outras terras, entrámos no mundo de Rimary. Uma artista simples, de uma sensibilidade rara, capaz de dar uma dimensão incalculável a aspectos da vida, que passam distantes da maioria dos mortais. &lt;br /&gt;Actualmente, com o privilégio de fazer aquilo que gosta, Rimary conta-nos o porquê de ter trocado um trabalho de 20 anos pela arte. “Fui secretária e depois achei que estava na altura de fazer algo completamente diferente, que me desse gosto e prazer, não só pelo facto de poder ganhar dinheiro, como pelo prazer pessoal. Tirei um curso e estou a trabalhar naquilo que realmente gosto”, revela a pintora que transformou a azulejaria em profissão.&lt;br /&gt;“Fui aperfeiçoando e apanhando gosto por aquilo que fazia e esperando para que as pessoas vissem o que eu fazia, para terem noção de que realmente eu não fazia só porque aprendi, mas faço, e com certeza que sempre farei, com gosto de o fazer em si”, esclarece não escondendo “que o dinheiro é um ponto chave em todas as pessoas”, apesar de não ser isso que a motiva.&lt;br /&gt;“O que realmente me motiva é o gosto de fazer e, depois como é óbvio, isto é como os artistas que estão num teatro, num palco… gostam dos aplausos, porque gostamos de ver o nosso trabalho apreciado. É sinal que demos o melhor de nós e que as coisas funcionaram e estão bem”, reconhece.&lt;br /&gt;A trabalhar essencialmente para Câmaras e Juntas de Freguesia, Rimary adianta-nos que investiu a nível das localidades, porque “há coisas maravilhosas que se podem fazer nesse campo”.&lt;br /&gt;A atestar tal facto estão os inúmeros trabalhos da artista espalhados pelo país e pelo mundo, porque para além de “darem vida a espaços mortos”, contam uma história. “Aquele contar de histórias de boca está a desaparecer, então é uma maneira de se divulgar a história da própria terra-mãe e das aldeias que a circundam”, justifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“É um trabalho onde investimos hoje, para uma série de gerações seguintes”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Apaixonada pelo seu trabalho, garante-nos que “uma coisa básica pode tornar-se numa obra de arte” e recorda-nos que os trabalhos de azulejaria duram séculos, “parece um disparate, mas não é. A gente vê pelos nossos monumentos, pelas igrejas, que há trabalhos quinhentistas e obras que estão perfeitamente preservadas e que se mantêm com a mesma beleza desde o dia em que foram feitas”.&lt;br /&gt;Contudo, muitos consideram a azulejaria “uma arte menor”, porque, na visão da artista, esta “é uma arte relativamente barata para a duração que tem”.&lt;br /&gt;Outra particularidade é o “gozo” que dá fazer o mesmo trabalho inúmeras vezes. “Podemos repeti-lo 500 vezes que nunca é igual. A pincelada nunca é a mesma, cada pintor tem as suas características, a sua maneira de estar”, realça.&lt;br /&gt;Como em todos os trabalhos, embora este seja “uma coisa solitária, tem a sua pressão”, mas quando se gosta do que se faz, como é o caso, há sempre a possibilidade de melhorar. “Eu gosto do que faço e quanto mais tenho para fazer acho que mais me aplico, mais gosto, mais interesse tenho que realmente saia perfeito, porque a prática é que faz a perfeição”, considera explicando que este é um “trabalho onde investimos hoje, para uma série de gerações seguintes”.                                    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Para uma pessoa que pense viver disto, o início é muito, muito complicado”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caracterizada por uma profissão solitária e por vezes desmoralizante, a azulejaria, à semelhança de outras artes, arrasta consigo as pessoas para uma “estranha forma de vida”, na medida em que o artista passa muitas horas a avaliar-se a si mesmo e não tem horários para satisfazer e saciar a sua fonte de inspiração.&lt;br /&gt;“Para uma pessoa que pense viver disto o início é muito, muito complicado, porque o artista primeiro tem que mostrar aquilo que vale e, às vezes, isso demora anos a atingir”, como nos elucidou Rimary.&lt;br /&gt;A realidade é que nesta área as pessoas “não podem desmoralizar, porque tanto se tem muito trabalho, muitas encomendas, como se pode passar uma temporada bastante, bastante parada”. Quanto ao investimento, “para o bolso médio português é um investimento bastante grande. As muflas são bastante caras, as tintas também, os azulejos são dificílimos de arranjar, porque as fábricas não gostam de fazer este tipo de azulejos, não lhes dá rendimento, porque é preciso mudar uma linha toda de uma fábrica para fazer isto e, há muita dificuldade em arranjar deste azulejo”, alerta.&lt;br /&gt;Porém, estas são apenas algumas dicas que fazem com que esta artista tenha orgulho no seu trabalho, “porque são trabalhos que ficam para muitas gerações e que tornam, às vezes, os sítios que estão relativamente mortos, com vida, com uma beleza que não choca ninguém”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Eu tenho orgulho no meu trabalho”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Para além, de poderem ser apreciados nos cantos e recantos de diversas localidades, nomeadamente na cidade santacombadense, os trabalhos de Rimary podem ser vistos e apreciados nalgumas exposições. “Por norma não participo em exposições, porque como sou sozinha não dá hipótese de ir fazer exposições. Faço anualmente em Santa Comba Dão, onde estou presente. No teatro Mirita Casimira, em Viseu, fazia uma exposição no Algarve e o resto das exposições que faço em várias localidades são as próprias Câmaras da zona que vêm buscar os trabalhos, que os assumem. Escolas, inclusive”.&lt;br /&gt;            Em suma, este é, apenas, um mosaico de vida de uma mulher que mesmo que não pudesse fazer disto profissão, “com certeza que não deixaria mais de pintar”.&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;in O Tabuense&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-5886451870617288519?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/5886451870617288519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=5886451870617288519' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/5886451870617288519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/5886451870617288519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/09/rimary-artista-da-sensibilidade.html' title='Rimary… a artista da sensibilidade'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-924375675857767979</id><published>2007-08-31T14:58:00.000+01:00</published><updated>2007-08-31T15:00:41.429+01:00</updated><title type='text'>David Oliveira... um artista consagrado na medalhística</title><content type='html'>“Considero-me o melhor medalhista de Portugal. E sou”, garante-nos David Oliveira durante a visita guiada que nos fez à sua exposição permanente, na Casa da Cultura de Santa Comba Dão, onde se podem ver os cerca de 200 trabalhos que doou à Câmara Municipal.&lt;br /&gt;            Fotógrafo profissional, empresário de cinema, jogador de futebol, tesoureiro da caixa Geral de Depósitos de Santa Comba Dão, comerciante são, apenas, algumas das profissões que David Oliveira exerceu. Escusado seria perguntar qual delas lhe deu mais gosto, pois basta ver o seu espólio e, o modo como fala da arte para concluirmos que nenhuma delas lhe deu tanto gozo, como o facto de poder dominar a Arte.&lt;br /&gt;            Aos 84 anos de idade, fala-nos da Arte como quem ainda tem muito por descobrir e fazer. Artista consagrado na medalhística revela que o que lhe deu “fama” foi a colecção dos Pelourinhos, Câmara e Brasão. Contudo, as técnicas de óleo, aguarela, tinta da china, carvão e a magia de moldar o gesso, associadas à fotografia e à escultura fazem deste autodidacta uma figura marcante no seio da sociedade santacombadense.&lt;br /&gt;            “Muita gente me disse para sair daqui e ir para uma cidade, que ganharia muito dinheiro e fama”, conta-nos dizendo que nunca quis sair de Santa Comba Dão. “Para mim a minha terra é tudo, prefiro ser pobrezinho aqui do que rico fora”.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O Salazar quis meter-me nas Belas Artes”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Conhecedor do seu talento, António de Oliveira Salazar tentou que o jovem artista tivesse outro rumo na vida. “O Salazar quis meter-me nas Belas Artes, dar-me uma bolsa de estudo e, depois soube que eu era contra a ditadura”, recorda deixando-nos adivinhar que perante o sucedido o governante não avançou com a proposta.&lt;br /&gt;            Curso este que, talvez,  não viesse a servir de muito, para quem diz que já nasceu assim. “Nasci com esta intuição. Para mim a arte não tem segredos, não”. No entanto, o mais estranho de tudo é que o artista não se acredita que é ele quem faz as suas obras. “Nos trabalhos que estão em minha casa passo as horas a olhar para eles e a interrogar-me: Será que fui eu que fiz isto? Não acredito que seja eu que faça isto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Estive na cama com a Amália Rodrigues”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;            Só com a primária, David Oliveira acrescenta que na sua família “não estava ninguém ligado à arte”. Realidade que não muda em nada o que sente pela arte.“Tenho muito amor a isto. Tenho o vício terrível de fumar, fora da arte. Estando a trabalhar na arte... é só a arte que conta, mais nada. A minha mulher chama-me quantas vezes para comer e, eu estou sempre agarrado àquilo. Gosto de ver as coisas feitas, pronto”,&lt;br /&gt;            Autor de diversos bustos, tais como o de Eusébio, Camões, Amália Rodrigues e de Sá Carneiro (colocado perto do Mercado Municipal, da cidade), David Oliveira partilha connosco que esteve na cama com Amália. “Estive na cama com a Amália Rodrigues. Fui-lhe mostrar o gesso para ver se ela aprovava. Ela aprovou. Mas, como estava na cama, mandou-me sentar ao lado dela. Eu sentei-me na cama ao lado dela, pois as cadeiras estavam ocupadas com roupa e, de maneira que posso dizer que estive na cama com a Amália”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;“Quando eu morrer cá fica o meu nome perpetuado”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;            “Fui marinheiro e tive a minha vida por fora. Fui ao Congo-Belga”, acrescenta, provavelmente, para compreendermos o porquê de alguns trabalhos.&lt;br /&gt;            Questionado sobre qual a sua melhor obra, não hesita e conduz-nos até às “Ninfas de Camões”, um trabalho feito em gesso.&lt;br /&gt;            Para além, destas vertentes David Oliveira foi correspondente de “O Primeiro de Janeiro” e é colaborador do semanário regionalista “Defesa da Beira”. Sobre os seus escritos, veio-nos à memória o que A. Matos escreveu aquando a exposição “Columb'arte 89”, realizada na residência do artista. “Quem se interesse pelo desenvolvimento da sua terra há muito. Quem lute por esse desenvolvimento há pouco. David Oliveira é desses.&lt;br /&gt;            Os seus escritos na imprensa diária e regional, a forma empolgada como exibe o seu bairrismo em público, os dissabores que teve ao lutar pela sua terra, os prejuízos materiais que suportou para beneficiar os seus concidadãos foram a sua forma de lutar. Foi e é essa luta que o distingue dos demais, concedendo-lhe o estatuto desejado por muitos, mas alcançado por poucos, ou seja, o de verdadeiro Bairrista e Cidadão de parte inteira do Concelho que o viu nascer”, concluiu.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;in O Tabuense&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-924375675857767979?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/924375675857767979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=924375675857767979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/924375675857767979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/924375675857767979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/08/david-oliveira-um-artista-consagrado-na.html' title='David Oliveira... um artista consagrado na medalhística'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-2086271650657196668</id><published>2007-08-27T23:16:00.001+01:00</published><updated>2007-08-27T23:19:13.878+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fanhões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Calcário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gageiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='procópio'/><title type='text'>Procópio Gageiro um canteiro artesão... “com trabalhos espalhados pelo mundo inteiro”</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Com trabalhos espalhados pelo mundo inteiro, Procópio Martinho Gageiro é um autodidacta como canteiro artesão. A viver em Casal de S. João, freguesia de Vila Cova de Alva, há 3 anos, explica-nos que, enquanto artista, tem falta de apoios e que as dificuldades na arte têm sete, oito anos, por causa dos Governos”.&lt;br /&gt;            Aos 76 anos de idade, abre-nos o seu álbum de memórias e guia-nos até à sua vida em Fanhões, freguesia de Loures, alertando-nos que desde pequeno que tem o dom de trabalhar a pedra, para dar vida a estatuetas, leões, candeeiros, relógios de sol, santos, enfim... é só lhe pedirem que ele faz com amor. “Eu quando me ponho a fazer um trabalho gosto de fazer tudo. Eu trabalho com gosto, com amor, por amor, Não sou daquelas pessoas que começam a fazer uma peça e daqui por um bocadinho abalam. Eu quando estou a fazer uma peça, seja ela qual for, estou a trabalhar com amor à arte”, desabafa.&lt;br /&gt;            Porém, em criança queria trabalhar num talho, “porque os senhores do talho abalavam às 6 da manhã de casa e, chegavam à uma, duas da tarde”, revela argumentando que assim “tinha a tarde livre para brincar e andar na paródia”. Mas, as dificuldades lançaram-no para uma pedreira. “O meu pai disse: Nós somos pobres, tens que ir trabalhar para as pedreiras como os outros. Tens que ir para lá trabalhar”, recorda.&lt;br /&gt;            Assim foi, e com 13 anos, Procópio Gageiro andava na Serra de Alcoites, numa pedreira. “Havia lá canteiros a trabalhar e, eu andava lá debaixo do domínio deles. Chamavam-se oficiais. Ganhavam 18 escudos, naquela altura... lembro-me bem. Eu fui ganhar 10 tostões”, relembra.&lt;br /&gt;            “Tive a trabalhar até aos 18, 19 anos nas pedreiras, depois comecei a trabalhar num depósito, nas obras. Passei um bocado mau. Andei, também, numa oficina na Fonte Santa, Pardal Monteiro, em Pêro Pinheiro, andei em Lisboa, a trabalhar no Alberto Beto e, outras coisas mais assim”.&lt;br /&gt;            Aos 21 anos de idade passou pela Infantaria 1, na Calçada da Ajuda e, aos 38 anos de idade dedicou-se ao seu dom, trabalhar a pedra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;“Calcário semi-rijo é a pedra melhor para fazer este tipo de artesanato”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            “Eu ia mais o meu pai a Lisboa e via aquelas estátuas nas propriedades, – que antigamente faziam-se, agora é que não se faz nada. É tudo direito, não há obras nenhumas de arte – e, eu dizia: “Oh pai, eu era capaz de fazer aquilo.&lt;br /&gt;-         O quê? Tu eras capaz de fazer aquilo?&lt;br /&gt;-         Pois, não me mete susto nenhum.&lt;br /&gt;Já era a vocação que estava dentro de mim para fazer. E, não tinha medo nenhum de fazer. Fosse leões em pedra como eu cheguei a ver, como imagens e outras coisas mais que via naqueles varandins e, outras coisas de arte que há ali ao pé do Monumental antigo. No Saldanha, ainda há hoje, aquelas mísulas talhadas com estatuetas ali, assim a fingir que estão a segurar os varandins. Está claro, eu não tinha susto nenhum fazer aquilo”, conta.&lt;br /&gt;E, a prová-lo estão os diversos diplomas e prémios que recebeu na Feira Internacional do Estoril e em Feiras, tais como na Batalha, Coimbra, Azambuja e, Gondomar. “Fiz exposições em Loures. Tenho diplomas, taças ganhas de primeiro prémio, medalhas… tenho muita coisa”, fala orgulhoso. Participou na Feira Internacional de Lisboa (FIL), recentemente esteve na Feira de Artesanato em Coja e, à semelhança de há 2 anos atrás, vai marcar presença na XXVI FICABEIRA – Feira Industrial e Comercial de Arganil, a decorrer de 5 a 8 de Setembro.&lt;br /&gt;Acrescenta-nos que sabe trabalhar em mármore verde viana (Viana do Alentejo), granito, lioz (pedra de Pêro Pinheiro), melianos moca-creme e o vidraço taíja, contudo o que gosta mesmo é de trabalhar o calcário. “Calcário semi-rijo é a pedra melhor para fazer este tipo de artesanato. No granito torna-se um trabalho mais tosco e, nisto fica mais nítido, nesta pedra o pormenor sai melhor do que propriamente no granito”, explica-nos dizendo que nunca conheceu ninguém na família que tivesse este dom.&lt;br /&gt;Em relação ao tempo que demora a dar vida a uma pedra, Procópio Gageiro diz-nos que este varia. “Por exemplo, um relógio de sol demora 2 meses de trabalho e é tudo feito à mão”. Trabalho esse que hoje o dinheiro não paga. “As minhas peças para se venderam, às vezes, é difícil, porque isto torna-se caro. Mas, agora isto está mau. A vida tornou-se difícil para toda a gente”, lamenta o artista que em tempos jogou futebol no Sport Lisboa e Fanhões, uma filial do Benfica, ao lado do Elói, do Belenenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Isto para mim é um encanto, eu gosto disto”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entristecido com o facto de haver “falta de apoios”, para quem trabalha ou quer aprender esta arte. Procópio Gageiro descreve que, hoje em dia, “os miúdos agarram-se a um computador, que uma pessoa não é capaz. Eu nasci nisto, na arte e, agora se for chamar uns miúdos para aprenderem isto… podem gostar, sim senhor, e quererem trabalhar nisto e aprender, mas isto tem que ser ajudado pelas Câmaras, pelos Governos”.&lt;br /&gt;            No seu entender, se a sua arte “fosse apoiada pelas Câmaras e pelos Governos e, fizessem um barracão, por exemplo para alunos que andam nas escolas, se os incentivassem para eles aprenderem eu estava aqui disposto para isso, mas também tinham que me pagar a mim, não é?”, sugere.&lt;br /&gt;            O que é certo é que o antigo futebolista que, também, jogou na equipa de Amadeu Gaudêncio, no Campeonato da FNAT, gostava que os jovens aprendessem a sua arte. “Fazia mesmo gosto que eles aprendessem. Isto está a morrer, chega a um certo ponto que acaba tudo. Eu não sei o que isto vai ser. Até pode ser que seja melhor, mas parece-me que não. Não leva esse caminho, porque a gente vê aí, hoje, miúdos, rapazes com doze, treze anos que andam só na droga. Não trabalham, andam aí aos caídos”, sublinha.&lt;br /&gt;            Feliz por viver em Casal de S. João, rodeado de natureza, informa-nos que a vida aqui “é um encanto, eu gosto disto”, frisa com um sorriso no olhar e com a certeza de que fez uma boa troca, quando veio de Fanhões, porque, “aqui, isto é saudável”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;in O Tabuense e Jornal de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-2086271650657196668?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/2086271650657196668/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=2086271650657196668' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/2086271650657196668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/2086271650657196668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/08/procpio-gageiro-um-canteiro-arteso-com.html' title='Procópio Gageiro um canteiro artesão... “com trabalhos espalhados pelo mundo inteiro”'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-6828093205130215885</id><published>2007-08-08T14:42:00.000+01:00</published><updated>2007-08-08T14:44:34.157+01:00</updated><title type='text'>“A Ponte Submersa” é “um memorial que é devido”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Esta é a incrível história de um homem que destruiu a vida de três jovens cheias de sonhos promissores, arrastando no mesmo golpe a cidade que o viu nascer…”&lt;br /&gt;In A Ponte Submersa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Ponte Submersa” é o mais recente trabalho de Manuel da Silva Ramos. Apresentado no auditório da Casa da Cultura de Santa Comba Dão, no passado sábado, 21, o romance é uma ficção que tem por base os malogrados acontecimentos que abalaram a cidade, no ano passado.&lt;br /&gt;Apresentado por António Sousa Guedes, director da Voz do Dão, e por Fernando Paulouro Neves, director do Jornal do Fundão, o livro das Publicações Dom Quixote, segundo Luís Cunha, em representação da autarquia local, “é um momento forte na nossa terra” e, “é um memorial que é devido”.&lt;br /&gt;Sousa Guedes considera a leitura do mesmo “bastante complicada, porque além de o ter vivido e, ainda viver este problema bem de perto e, como santacombadense que sou, não foi fácil a leitura”, sublinhou com um discurso pautado pela emoção.&lt;br /&gt;Na sua opinião, o romance de Manuel da Silva Ramos “surpreende desde a primeira à última página. O romance é engenhoso quanto baste, para nos transmitir esta triste história que nós todos vivemos nesta cidade. É uma história contada em ficção, é uma história terrível, é uma história apimentada com descrições literárias imbuídas de liberdade de expressão, sem que o autor pretenda, de modo algum, ferir qualquer susceptibilidade, antes pelo contrário”, revela.&lt;br /&gt;As personagens baseadas em pessoas reais que os santacombadenses tão bem conhecem, fazem desta obra “um belo romance” e “uma triste realidade”, acrescenta o director da Voz do Dão argumentando que Manuel da Silva Ramos, com A Ponte Submersa oferece ao leitor “um suspense cativante e que polariza todas as nossas atenções”.&lt;br /&gt;A descrever os acontecimentos está “a chuva”. “Durante o livro, ela vai apresentando os acontecimentos”, desvenda Paulouro Neves enaltecendo a escrita de Manuel da Silva Ramos. “É uma escrita que eu considero muito cinematográfica”.&lt;br /&gt;Do ponto de vista literário, para Paulouro Neves, o autor “agarra muito bem na história” e, entre outros aspectos, “chama a atenção para aquilo que é o suicídio da própria terra”, bem como “o egoísmo em relação às gerações futuras e à própria sobrevivência da humanidade, que é uma questão crucial do nosso tempo”.&lt;br /&gt;Na obra é, ainda, apresentado “um roteiro de Santa Comba Dão”, onde o autor procura “dar à nossa cidade uma alma e uma vida, que nós estamos bem necessitados de voltar a recuperar – a paz, a harmonia e o sossego, da nossa terra Natal”, informa Sousa Guedes.&lt;br /&gt;            Outra questão baseia-se no papel do Estado, “a quem o António Costa serviu durante tantos anos. Ele põe na ferida a questão da formação da sua própria personalidade, por parte do Estado e, em que o Estado, segundo a opinião do autor, deverá ser co-responsável, também, no ressarcir das famílias, em termos de indemnização”. Porém, esta não é a única questão ponderada pelo autor. “É a questão do papel da Igreja em relação a este caso”, conta Sousa Guedes ressalvando que “as vítimas eram de religiões diferentes”.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As três jovens de sonhos promissores: “Uma tinha o sonho de se instalar em França; a outra, abraçar uma religião brasileira com a ânsia de ser feliz universalmente; e, a terceira andava às borboletas”&lt;br /&gt; Manuel da Silva Ramos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Manuel da Silva Ramos explica que chamou ao serial killer, de Santa Comba Dão, “ Cabo Pá”, porque “era um homem de trato fácil com as pessoas, em geral, e porque a pá é um instrumento que está sempre a enterrar qualquer coisa. Neste caso, três jovens na flor da idade”.&lt;br /&gt;            “Hoje elas estão aqui miraculosamente ressuscitadas pelo poder da literatura, nunca mais serão esquecidas”, garantiu Silva Ramos explicando que “o papel do escritor é, de numa sociedade sem bússola, indicar o caminho, de dizer onde está o bem e o mal. Há um ano parei em Santa Comba Dão para almoçar e, na vossa cidade ouvi falar destes três crimes que viveram comigo durante 9 meses. Eu, também, nunca mais os esquecerei”.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“E, que nunca mais na vida Manuel da Silva Ramos tenha oportunidade de escrever um livro deste teor. Eu penso, que nem este nunca deveria ter sido escrito”&lt;br /&gt;Sousa Guedes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;in O Tabuense&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-6828093205130215885?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/6828093205130215885/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=6828093205130215885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6828093205130215885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6828093205130215885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/08/ponte-submersa-um-memorial-que-devido.html' title='“A Ponte Submersa” é “um memorial que é devido”'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-1054513107996814915</id><published>2007-08-06T14:36:00.000+01:00</published><updated>2007-08-06T14:46:01.022+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='africana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Djembé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tábua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conny Kadia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cavalos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marburg'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kimba'/><title type='text'>Conny Kadia e o seu encontro com a música e cultura africana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há dias deixámo-nos levar pela melodia dos djembés e dos doundouns e fomos parar à Quinta Mondega, na freguesia de Póvoa de Midões, no concelho de Tábua. Ali, no meio da natureza encontrámos Conny Kadia, uma mestre de djembé que nos recebeu para melhor percebermos o que leva uma alemã a apaixonar-se pela música e cultura africana e, a enraizar-se em Portugal.&lt;br /&gt;Nascida na Alemanha, em 1965, Conny teve aulas de piano clássico, desde os 6 anos de idade, para além disso aprendeu órgão de igreja e, estudou na Universidade de Marburg, na Alemanha, as disciplinas de política e filosofia. Acrescenta que é autodidacta, no que concerne à música jazz, flauta transversal e saxofone.&lt;br /&gt;Aos 28 anos encontrou-se com a música e cultura africana, através do djembé. “Com o acabamento dos estudos encontrei a cultura africana e, as pessoas puxaram-me para tocar djembé, não fui eu... porque foi estranho para mim também, mas as pessoas viam capacidades, nesta música. E, então ao final dos 20 anos eu comecei com isto e, lá fiz uma formação profunda com o mestre da Guiné (Mamady Keita), que viveu aqui na Europa... viajei pela Europa e, assim cheguei ao djembé”, conta.&lt;br /&gt;Em Marburg, teve uma escola de djembé “La percussion”, a qual entregou a uma ex-aluna, para mudar de vida para Portugal. Aqui, dá aulas de djembé em Tábua (Quinta Mondega); na Junta de Freguesia de Tábua, onde tem construído a escola de “Música &amp; Atelier de Artes em Tábua”, com aulas de instrumentos acústicos para crianças, jovens e adultos; Coimbra (Centro Formação Artes Jah Nasce); e, em Viseu no (IPJ).&lt;br /&gt;Na Quinta Mondega, situada à beira do rio Mondego, Conny Kadia dá aulas semanais e, organiza workshops e fins-de-semana, uma vez por mês, com Open Session, na primeira sexta-feira do mês, no Bar Cultura Kapingbdi, em Tábua; também, organiza seminários internacionais de uma semana na Páscoa e no Verão, no mês de Agosto.&lt;br /&gt;Quando compara os alunos portugueses com os do seu país, não tem dúvidas ao dizer que “aqui em 10 alunos tem 7 ou 8 que são mesmo muito bons e interessados. Na Alemanha, em 30 alunos tem 5 que são bons”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses e o djembé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Conny Kadia, os portugueses a tocar djembé têm “muito mais ritmo que as pessoas na alemanha”, aqui “as pessoas ainda vivem mais dentro da natureza, estão mais soltas”, defende revelando que o djembé “é um conjunto de natureza”, que resulta da combinação de uma árvore, pele de cabra e “das mãos humanas, que o tocam”, explica.&lt;br /&gt;Apreciado por crianças e idosos, este é um instrumento que causa “fascinação, mas é, às vezes, um pouco brutal o djembé… ou as pessoas gostam, ou têm de fugir”, afirma Conny ensinando-nos que uma orquestra tradicional de djembé tem, em princípio, seis vozes e, que a dança é feita a solo ou em grupo.&lt;br /&gt;Tradicional da África oeste, as músicas tocadas “contam a história de uma vida”, que Conny procura transmitir aos seus alunos e, a quem se cruza no seu caminho. “Eu ensino de forma a que as pessoas fiquem independentes. Quem está mesmo muito bom, passa nas minhas mãos três, quatro anos, depois faz a vida dele no djembé. Podem ficar professores. Tenho alguns alunos que hoje dão aulas”, informa orgulhosa dos seus pupilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Encontrei este ninho... este pequeno paraíso, na procura de algo diferente da civilização alemã”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em jeito de balanço, Conny Kadia declara que não esperava “ficar tão feliz. Porque às vezes é muito difícil e muito cansativo, uma visa construída de gostos e de capacidades… uma vida individual. Eu construí o meu próprio trabalho, mas fiz a mesma coisa na Alemanha. Isso é muito cansativo e muito difícil, mas também dá uma liberdade enorme. Uma pessoa está completamente livre”, sublinha elucidando-nos de que este é “um trabalho cultural, também é um trabalho de política e de filosofia. Eu vejo isto como um trabalho inteiro”.&lt;br /&gt;Contente por ter feito esta decisão, “de deixar a Alemanha e estar aqui”, Conny Kadia revela que chegou ao concelho de Tábua “por causa da natureza. Quase sozinha, à procura de outras ideias, no final dos estudos”. Em relação à Quinta Mondega, faz-nos uma visita guiada à casa de campo, ao acampamento, ao rio, onde quem quiser pode nadar ou andar de canoa, mostra-nos os animais e, toda a natureza e música para umas “férias criativas”.&lt;br /&gt;Nos tempos livres, gosta de usufruir da beleza da natureza – razão principal para a sua mudança de vida – e, de estudar “ansiosamente psicologia e a vida de Cavalos”. Em Setembro, deste ano, disse-nos que vai entrar numa formação sobre “Tratamento natural (sem violência) de Cavalos”, “A língua dos cavalos”, num centro de Insíno de Monty Roberst, no Alentejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Workshops e concertos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua agenda tem marcado de 6 a 11 de Agosto, um workshop internacional, para iniciados, das 11 às 14 horas, e para médios das 15 às 18 horas, a ter lugar na Escola de Djembé &amp; Doundoun Mondega, em Tábua.&lt;br /&gt;Do seu currículo fazem parte o MC KIMBA Tama, “enjoy the rhythm”, 1996; CD KIMBA Tama, “secrets of mondega”, 1997; CD KIMBA nova, “afro-brazilian-power-percussiona”, 1999; e, CD KIMBA mondega, “one planet”, 1999. Conny Kadia é ainda autora dos livros Musophia I, Die Sprache der Trommel 1997 (“A lingua do tambor”); e, de Musophia II, Djembé pela Paz, que ainda será editado, provavelmente, este ano.&lt;br /&gt;Conny Kadia participa em concertos com a Djembé Orchestra Mondega (alternativa com Dança Africana ou com animação de fogo) e com a Kimbanda (Escola de Djembé &amp; Doundoun Mondega)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;In O Tabuense&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-1054513107996814915?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/1054513107996814915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=1054513107996814915' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/1054513107996814915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/1054513107996814915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/08/conny-kadia-e-o-seu-encontro-com-msica.html' title='Conny Kadia e o seu encontro com a música e cultura africana'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-8466058594601298425</id><published>2007-07-21T17:01:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T17:03:05.399+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tabuense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='babet'/><title type='text'>Babet......a poetisa “profundamente religiosa”</title><content type='html'>Ser poeta é viver intensamente&lt;br /&gt;                                                                       Cada dia e, cada hora que passamos...&lt;br /&gt;                                                                       Ilusões d'alma perdendo finalmente&lt;br /&gt;                                                                       Quando, em lugar de cantar, nós choramos!!&lt;br /&gt;                                                                                                                      Resivida, 10/VII/2007&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                            &lt;strong&gt;Babet&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Dom de família, sentimentos que se desejam possuir ou simplesmente um mistério da alma são algumas das explicações que Hilda Babet nos dá para melhor entendermos o que é Ser Poeta. “Sou acima de tudo muito religiosa e, como profundamente religiosa diz a palavra de Deus: aquilo que temos no coração é aquilo que nos vem à boca”, adianta revelando que escrever “é um encontro com Deus, contínuo... A escrita é uma fuga, entretem-me, mantém o meu cérebro em actividade”.&lt;br /&gt;            Como mulher e poetisa passa os dias a escrever ou a pintar. “Escrevo muito. Tenho dias de escrever o dia inteiro. Agora, estou a perder um bocadinho o fôlego”, conta justificando que pinta aquilo que “vem à ideia, na altura”. “Gosto muito de pintar paisagens e flores. Tenho uma obra enorme”, enaltece a autora do livro “Laços de Amor e de Fé”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quadras singelas&lt;br /&gt;            Como é bela a Natureza&lt;br /&gt;            Pela mão do criador!&lt;br /&gt;            Tudo é bondade e pureza&lt;br /&gt;            Pois Deus é amor!!&lt;br /&gt;                                               Babet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Com uma vida preenchida pela poesia e pela pintura, a artista confessa que gosta “muito de escrever. Tenho pena é de já não ter grandes forças. Muitas vezes vou para a cama e, imagino e já não durmo, porque a fonte de inspiração que tenho cá dentro não tem fim. É infinita. Quanto mais escrevo, mais vontade tenho de escrever. Escrevo muito mesmo. Escrevo, pinto e... passo assim”, explica salientando que gosta “muito de desenhar”. “Era capaz de passar um dia inteiro a desenhar. Não posso é fazer tudo. Uma coisa ou outra”.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Ser poeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser poeta é voar muito alto! Enfim...&lt;br /&gt;É, ver um poema em cada rosa!&lt;br /&gt;É ser doce, terra e generosa&lt;br /&gt;Sentimentos que desejo ter em mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser poeta é ter vida aparte, pensando assim...&lt;br /&gt;Tudo misterioso d'alma, vida ansiosa!&lt;br /&gt;No coração sonhos belos cor-de-rosa,&lt;br /&gt;E as mãos brincando com as flores, no jardim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser poeta é andar à chuva e ao vento...&lt;br /&gt;Pintando d'azul o firmamento&lt;br /&gt;Ter doçura em nosso olhar disperso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser poeta é ter vontade de cantar&lt;br /&gt;Querendo viver, esquecer e chorar&lt;br /&gt;na linha simples de um só verso”&lt;br /&gt;                                               Vila Pouca, 2003&lt;br /&gt;                                               Babet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Aos 88 anos de vida possui uma enorme força interior e lembra que tem sido uma pessoa “muito doente”. “Tenho vencido as minhas doenças todas, os males que me têm atordoado e, que me têm feito sofrer”. O segredo para sobreviver é a sua vida interior que caracteriza de “muito intensa”, até porque segundo a própria “os poetas, geralmente, têm uma vida interior intensa”.&lt;br /&gt;            Enquanto, poetisa partilha que tem muitos poemas que falam das suas revoltas, “principalmente, contra a idolatria. É uma das coisas que me revolta muito e, outra coisa que, também, me revolta muito é a injustiça”.   &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Quem sou eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia o vento&lt;br /&gt;Passando por mim&lt;br /&gt;Me derrubou&lt;br /&gt;E me perguntou:&lt;br /&gt;“Quem és tu?”&lt;br /&gt;Ao chão lançada&lt;br /&gt;Estonteada&lt;br /&gt;Nada respondi...&lt;br /&gt;Outra vez tremi&lt;br /&gt;Enquanto o vento sibilava&lt;br /&gt;E novamente me perguntava:&lt;br /&gt;“Quem és tu?”&lt;br /&gt;Quem sou eu?&lt;br /&gt;Pensando bem&lt;br /&gt;Eu, não sou ninguém!...&lt;br /&gt;                                   Resivida, 25/IV/07&lt;br /&gt;                                   Babet&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            Através da arte e na tentativa de ter conhecimento das suas necessidades, Babet pede a Deus que a faça boa, paciente, corajosa, fiel e justa. “Que eu não sou nada disso, nem sou boa, nem sou paciente, nem sou corajosa, nem sou fiel, nem sou justa, nem sou nada. Cheguei à conclusão que não sou absolutamente nada”.&lt;br /&gt;            Com raízes em Vila Pouca, há 3 anos que está em Santa Comba Dão, o seu tempo é passado entre a casa da filha e a  Resivida – Residência Gerontológica, das Pedras Negras, onde aproveita o tempo para deixar a sua fonte de inspiração saciar a sua vontade de estar em comunhão com Deus.        &lt;br /&gt;            Em tempos “devorava Camões. Ainda hoje sei alguns sonetos de Camões”, afirma acrescentando que tem um gosto especial pela obra de Florbela Espanca. Talvez, para compreendermos que este é um dom de família remata que o poeta António Correia de Oliveira era primo direito de seu pai.&lt;br /&gt;            O que é inegável é que para quem sempre escreveu “desde muito pequena” , “ser poeta é viver intensamente/Cada dia e, cada hora que passamos.../Ilusões d'alma perdendo finalmente/Quando, em lugar de cantar, nós choramos!!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Tabuense&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-8466058594601298425?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/8466058594601298425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=8466058594601298425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/8466058594601298425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/8466058594601298425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/babeta-poetisa-profundamente-religiosa.html' title='Babet......a poetisa “profundamente religiosa”'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-1446316181354926243</id><published>2007-07-21T16:58:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T17:01:11.720+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pepe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tabuense'/><title type='text'>António Pepe uma força da natureza aos 100 anos de vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nascido a 1 de Julho de 1907, na Quinta do Ameal, na freguesia de Póvoa de Midões, António Pepe é aos 100 anos uma verdadeira força da natureza. Um exemplo de vida que todos os seus familiares e amigos admiram. “Um homem bom, alegre, divertido, cheio de vida”, dizem-nos satisfeitos por terem o tio Pepe tão próximo e tão “rijo”.&lt;br /&gt;Com vontade de durar mais uma dezena de anos, António Pepe festejou o seu século de vida rodeado de amor e carinho, no restaurante a “Paragem”, na Venda da Serra. Mais do que um dia memorável, o dia 1 de Julho de 2007 foi uma experiência única na vida de todos os presentes. “É um momento único, uma marca na minha vida. Nunca tinha dado parabéns a alguém que tinha feito 100 anos. Obrigada pela sua força”, agradeceu ao aniversariante Leonor Gomes em nome de todos os convivas.&lt;br /&gt; Sempre com o lema “como e calo” bem presente, António Pepe diz que devemos guardar o melhor para nós. “Posso ter uma rapariga, ela quer e eu quero… como e calo, mais nada”, explica-nos para melhor percebermos como se atingem 100 anos de vida com um discurso fluente, um raciocínio perfeito e uma memória de génio.&lt;br /&gt;Talvez, o segredo esteja no facto de nunca ter “fumado um cigarro, nem bebido um copo de vinho, desde que ando a trabalhar, de uma vez”, revela-nos alertando que não sabe se “será disso”. Contudo, uma das razões a seu ver é a Fé que tem com a Nossa Senhora dos Milagres. “Quando ia para uma viagem longe dizia: - Nossa Senhora dos Milagres vá comigo em bem. Eu sou religioso e, agarro-me à Nossa Senhora dos Milagres”, conta-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O Pepe é mais esperto que a gente. Come e cala, ninguém sabe nada dele”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em pequeno tinha por hábito ir pescar peixe ao rio Mondego, “mas tínhamos que ir de noite armar a nassa, para ao outro dia trazermos aos 5 kilos”, recorda explicando que a Guarda não queria que se pescasse. “Hoje encheram aí os rios de peixes encarnados e tudo. Mas, naquele tempo, era aquele peixe bom”, lembra-se com saudade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Criado no campo, até aos 13 anos de idade, diz-nos que pagava a renda ao dono da Quinta, com 13 mões e meio de milho, 23 alqueires de feijão, 3 galinhas e 2 vassouras de milho.&lt;br /&gt;Realidade que não agradava ao tio Pepe, pois por vezes não conseguiam pagar a pensão. Como, por exemplo, naquele dia em que tivemos de “ficar a dever 1 conto de réis, para o governo da casa que era 14 arrobas, um porco”.&lt;br /&gt;Assim, um dia disse à mãe que queria sair da Quinta do Ameal. “Oh, mãe eu quero ir para o Alentejo, ou para o Porto, ou para Coimbra. Não posso estar aqui! Então a gente, tudo que ganha é para o patrão?”&lt;br /&gt;Por influência do destino ou não. A família Pepe recebeu a visita de um “homem de Lisboa, que era ainda compadre” da mãe do tio Pepe. “O meu filho quer ir para Lisboa, diz que não quer estar aqui, disse a minha mãe. Diz o senhor: ele quer ir para a mercearia? Precisava lá de um rapaz para uma mercearia…”&lt;br /&gt;“E, então… cheguei lá e, diz assim o patrão: Oh, Tonito, tu queres vir cá para a mercearia?”. “Então, eu fui lá para a mercearia”.&lt;br /&gt;Porém, o emprego de António Pepe estava condenado. “Trazia sempre o dinheiro no bolso de trás e, à noite punha debaixo das tábuas da cama, só para não saberem que eu que o levava. Arranjei 4 contos e mandei-os para os meus pais, para comprarem uma junta de bois e, lá fiquei”, remata. Até que um dia… “diz assim o senhor: tem que sair daqui, porque a mercearia foi passada a uns senhores do Brasil”.&lt;br /&gt;E, como diz a velha máxima “fecha-se uma porta, abre-se logo outra”. António Pepe, passado 8 dias encontrou a “Sapataria Oliveira, calça Lisboa inteira” e, lá ficou. “Depois, vi lá um homem com um casaco às costas todo enfarinhado e, depois disse assim: o meu amigo é padeiro?&lt;br /&gt;– Sou. Sou amassador&lt;br /&gt;Ah! Sabe, eu estava numa mercearia, mas agora não tenho trabalho, mas não me importava de ser padeiro. Disse assim o homem: vá lá ter com os meus patrões. Metem-no lá”.&lt;br /&gt;Assim foi. “Estive lá… ainda entrei para a tropa. Na tropa era o 452”, diz-nos orgulhoso por ter dado nas vistas. A dada altura, “O tenente chama-me: oh, 452, então os colegas não me fazem continência e, és só tu?&lt;br /&gt;- Oh, meu tenente eu chamo-os.&lt;br /&gt;Oh, meninos andem cá. Então vocês não fazem continência ao tenente? Qualquer dia vão todos para a cadeia.&lt;br /&gt;Ora, não passava um que não fizesse continência e, disse assim o tenente: Anda cá 452. Tu queres ir à tua terra? – Meu tenente, se me der autorização. Fui 15 dias à terra e, depois voltei”.&lt;br /&gt;Terminada a tropa. O tio Pepe foi, novamente bafejado, com uma oferta de trabalho. “Diz assim um senhor: Oh, meu amigo você quer ganhar dinheiro?”&lt;br /&gt;E, mais uma vez o tio Pepe não negou a oferta. “Oh, meu amigo, se quero. Eu não tenho dinheiro nenhum, saí da tropa”, respondeu.&lt;br /&gt;“Então você vai um mês para um escritório que a gente tem” e, lá ficou.&lt;br /&gt;Aos 80 anos, veio para a sua terra natal e deixou a vida de taxista, que exerceu desde 1930 a 1993. “Lá fui muito querido”, refere com alguma nostalgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Naquele tempo, para se arranjar um conto de réis para pagar uma letra dos carros fartava-me de trabalhar”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 66 anos de idade ficou viúvo. “Namorei 3 anos com ela. Nunca lhe dei um beijo se não quando me casei”. Hoje vive, com Olívia Simões, já “tem 17 anos comigo”.&lt;br /&gt;Defensor de que hoje se está “a viver melhor”, aponta a sua vida como “cruel”. “Naquele tempo, para se arranjar um conto de réis para pagar uma letra dos carros fartava-me de trabalhar”.&lt;br /&gt;Aos mais novos diz-lhes para não fumarem que é um veneno e, para não beberem enquanto trabalham. Talvez, seja esta a chave da longevidade. O que é certo é que António Pepe é uma verdadeira força da natureza, alegre, bem-disposto e com um coração enorme. É o orgulho dos seus sobrinhos e amigos. Um exemplo de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O Tabuense&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-1446316181354926243?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/1446316181354926243/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=1446316181354926243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/1446316181354926243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/1446316181354926243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/antnio-pepe-uma-fora-da-natureza-aos.html' title='António Pepe uma força da natureza aos 100 anos de vida'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-81733121799554773</id><published>2007-07-21T16:55:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T16:57:58.564+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tábua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='apicultor'/><title type='text'>Apicultor por desporto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Água, glicose, frutose, açúcares e outras substâncias podem não dizer nada ao comum dos mortais, mas certamente para um apicultor isto tudo só tem um significado possível… mel.&lt;br /&gt;Característico da nossa região, o mel silvestre é feito a partir de substâncias recolhidas “de todas as flores e plantas”, conforme nos explica António Nunes Esteves, produtor de mel, de 77 anos de idade, residente em Tábua.&lt;br /&gt;Detentor de cerca de 40 colmeias, distribuídas pela Mealhada, Tábua e Ázere diz-nos que o que distingue o mel é a cor, o paladar, o aroma e a textura e, que “para se ter mel dá muito trabalho. É um desporto muito caro”, porque “é preciso andar sempre em cima das abelhas para evitar as doenças e as pragas”, salienta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma actividade que começou por ser uma brincadeira, porque segundo o próprio “a gente começa tudo por uma brincadeira e, depois vai apanhando o gosto. Eu apanhei o gosto pelas abelhas. Havia pessoas amigas que tinham mel, eu ia ajudá-las e, assim começou”, confessa afirmando que “não tenho queda para a pesca, para a caça e dediquei-me ao mel. É o meu desporto, não tenho vícios nenhuns, tenho as abelhas”.&lt;br /&gt;Contudo, para suportar este desporto, “só nos é dado um subsídio de desinfecção pela apicultura”, revela António Esteves, apicultor registado na direcção geral de veterinária, que esclarece que o mel produzido é para as pessoas amigas e para consumo directo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Cheguei a vender 2 mil litros de petróleo por mês”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas, a vida deste homem, à semelhança de tantas outras, não foi sempre doce como o mel. Por vezes, o sabor a fel invadiu-lhe a vida.&lt;br /&gt;Uma história de vida que podia ser mais uma das muitas histórias do homem dos sete ofícios, tendo em conta que, com a quarta classe, trabalhou em Lisboa até aos 15 anos numa “casa que fornecia os utensílios para as padarias, depois passei para Tábua e fui para a firma António Júlio da Fonseca, até aos 18 anos a ganhar 12 escudos por dia”. Mais tarde, foi trabalhar na cerâmica tabuense como “afiador de lâminas. No primeiro mês ganhava 18 escudos, no segundo comecei a ganhar 22”, relembra.&lt;br /&gt;Em 1958, emigrou para a Golega, no Ribatejo, e, com a alcunha Petrolino, andava com “uma carroça a vender petróleo, lixívia, sabão… tudo o que era de limpeza. Depois, fui para Alcanena, ainda hoje se lá for me estimam bem. Tirei a carta em 66, a vida começou a melhorar e comprei um carro para substituir a carroça”. Passados dezasseis anos, regressou a Tábua e foi “um dos fundadores da Tabuarte – indústria de estofos – e foi aí que me aguentei. Fui eu que aguentei o edifício que lá está da Tabuarte”.     &lt;br /&gt;Na Tabuarte as coisas não correram muito bem, porque “éramos muito sócios e aquilo não começou a andar bem e, então, eu retirei-me e empreguei-me outra vez e aguentei-me até me reformar”, confessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fundador do desporto nos Bombeiros e campeão no Tabuense&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rancho da casa do Povo e o Carnaval em Tábua, também conheceram o seu empenho e esforço, mas é com tristeza que diz que o Carnaval acabou, porque “as pessoas são pouco competitivas, quer dizer importam-se só com elas e não dão nada a ninguém. De maneira que, nós éramos sempre os mesmos e cansa. E como cansou entregámos a outra Comissão, que não chegou a organizar Carnaval nenhum”.&lt;br /&gt;Fez parte do corpo activo dos Bombeiros Voluntários de Tábua e foi “o fundador do desporto nos Bombeiros”. Quando veio para Tábua, entrou na direcção do Tabuense e, foi campeão de iniciados e juvenis e, a partir daí esteve sempre ligado, até aqui há cerca de 3 anos. “Tivemos uma prova de atletismo que foi um sucesso. Juntámos lá muitos atletas nos anos 70/80”, conta frisando que se “dedicava mais aos jovens”.&lt;br /&gt;A respeito dos quais fala com satisfação, porque “felizmente estão a aparecer, mas tivemos aqui um tempo em que os jovens desapareceram. Talvez, se infiltrassem naqueles bares nocturnos”, justifica salientando que “ faço um apelo aos jovens para que façam renascer o Carnaval, era uma coisa inesquecível em Tábua, já tinha raízes e, gostava de não morrer antes de ver o Carnaval outra vez”, termina.&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;In A Comarca de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-81733121799554773?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/81733121799554773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=81733121799554773' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/81733121799554773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/81733121799554773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/apicultor-por-desporto.html' title='Apicultor por desporto'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-8656725321863542415</id><published>2007-07-21T16:51:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T16:54:21.554+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ratos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Góis'/><title type='text'>António Francisco Barata enaltecido no I Aniversário da Biblioteca Municipal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com a colaboração do mestre João Simões e da Escola E.B. 2,3 de Góis, António Francisco Barata foi lembrado e homenageado no dia do primeiro aniversário da Biblioteca Municipal, da qual é patrono, na passada segunda-feira, 12. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrar António Francisco Barata em data de primeiro aniversário prende-se com o facto de a autarquia ter decidido “aprofundar mais a figura do seu patrono, alargando o conhecimento desta figura, a mais goienses e interessados na cultura de Góis, que ainda desconhecem o seu trabalho intelectual e a defesa que sempre fez de Góis, a sua terra natal”, esclareceu Helena Moniz, vice-presidente da Câmara Municipal de Góis e vereadora da cultura.           &lt;br /&gt;Francisco Barata é hoje o exemplo de muitos goienses que outrora “conseguiram singrar na vida fruto do seu empenho, trabalho e iniciativas, apresentando baixas habilitações literárias”, é, também, uma figura que deu um “enorme contributo para erguer esta Biblioteca… Esperamos agora que as crianças e jovens vejam nele este exemplo de vida e de vontade de aprender”, sublinhou Girão Vitorino, presidente da Câmara Municipal. Resultante de uma vontade há muito ansiada, a Biblioteca é um “equipamento educativo, pedagógico e cultural” ao serviço da comunidade, a funcionar num “ espaço moderno e atractivo” que satisfaz a “sede de cultura” dos goienses, como referiu o autarca.&lt;br /&gt;Assim, neste dia de festa foi possível ver uma exposição com fotografias alusivas à família de Francisco Barata e às casas onde habitou, destacando-se a casa em Góis, na “Rua António Francisco Barata”, ouvir Paula Almeida a declamar o poema “Goes”, do livro “Lembranças da Pátria”, da autoria de Bonifácio Tranca Ratos; assistir ao descerrar da fotografia de homenagem a este “pioneiro das letras”, cuja vida e obra foi apresentada pelo mestre João Simões, no auditório da Biblioteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“António Francisco Barata está para Góis, assim como Camões está para Portugal&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Licenciado em História, pós-graduado em Museologia, mestre em História Contemporânea, Investigador e Historiador, João Alves Simões apresentou a antologia de alguns documentos impressos, manuscritos, esquemas, fotos e desenhos, sobre a vida e a obra literária do escritor goiense, dos séculos XIX-XX, António Francisco Barata.&lt;br /&gt;Um trabalho que Alves Simões, “beirão serrano pelo nascimento e pelo coração”, começou há 35 anos, e que defende que “ainda não está totalmente completo, falta fechar a porta. A vocês jovens deixo o encargo para o terminar, o caminho está desbravado”, lançou o desafio à plateia, constituída maioritariamente por alunos da Escola E.B. 2,3 de Góis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comparando Francisco Barata a Camões, o mestre salienta que Barata escreveu 23 géneros literários, enquanto Camões escreveu 8 e destaca que o goiense escreveu 366 obras e mais de 100 cartas, estando, por este e por outros motivos, António Francisco Barata para Góis, “assim como Camões está para Portugal”, enalteceu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinando com os pseudónimos de D. Bruno da Silva ou Bonifácio Tranca Ratos, Barata foi um autodidacta que não conheceu os seus pais como ele próprio referiu – Filho de paes que até o nome lhe negaram, no berço não recebeu delles educação literária, entrando em Coimbra mal sabendo ler… velou noites inteiras a estudar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nascido em Góis a 1 de Janeiro de 1836, Francisco Barata foi conservador da Biblioteca Pública de Évora, vereador do pelouro da Instrução na Câmara Municipal de Évora e deixou “um lugar de relevante projecção no campo das letras e da história”, segundo Gil do Monte. Faleceu em Évora a 23 de Março de 1910, onde ainda hoje repousam os seus restos mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A casa dos vossos amigos”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Paulo Valério, adjunto do Governador Civil de Coimbra, focou que o ano de “2007 foi declarado o ano europeu de igualdade de oportunidades para todos”, como tal esta biblioteca equipara “os cidadãos de Góis a todos os outros”, prestando “um serviço inestimável e ambicioso, com os olhos postos no futuro, que o Governo Civil não pode deixar de felicitar”, concluiu.&lt;br /&gt;No uso da palavra, José Carvalho, presidente da Assembleia Municipal da Câmara Municipal, fez uma breve resenha histórica sobre o passado, presente e o futuro das bibliotecas, afirmando que estas “vivem actualmente um momento de transformação”, com o  aparecimento das novas tecnologias.&lt;br /&gt;Salienta-se que na Biblioteca Municipal podem ser lidas algumas obras do autor e que no futuro será com muito gosto que nos “vamos estar a lembrar do João Simões”, salientou José Albuquerque, presidente do concelho executivo da Escola E.B. 2,3.&lt;br /&gt;Recorda-se que ao longo do seu primeiro ano de funcionamento, a biblioteca recebeu cerca de 3.200 utilizadores, desenvolveu actividades para a infância e juventude, e para a terceira idade, realizou encontros das mais variadas temáticas, promovidos pela Câmara Municipal e outras entidades e, a Feira do Livro.                                                  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Girão Vitorino terminou, referindo-se à biblioteca, com a certeza de que “tal como hoje, todos vocês continuarão a acarinhá-la e a frequentá-la, como a casa dos vossos amigos”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;In A Comarca de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-8656725321863542415?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/8656725321863542415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=8656725321863542415' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/8656725321863542415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/8656725321863542415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/antnio-francisco-barata-enaltecido-no-i.html' title='António Francisco Barata enaltecido no I Aniversário da Biblioteca Municipal'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-7749943847984041345</id><published>2007-07-21T16:46:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T16:50:26.332+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pomares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cónego'/><title type='text'>50 anos depois... Pomarenses voltaram a sentir a “fé ardente e jubilosa” de Aurélio de Campos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os pomarenses voltaram a receber, com o mesmo entusiasmo de há 50 anos, o cónego Aurélio de Campos, no passado sábado, dia 17 de Fevereiro. Uma visita com um significado especial, porque há precisamente 50 anos atrás, o sacramento que Aurélio de Campos recebeu, a 15 de Agosto de 1956, “começava, neste momento, a tornar-se graça e dom. Um dom de Deus dado ao povo, a este povo de Pomares”, conforme disse Aurélio de Campos.&lt;br /&gt;“Esta freguesia foi a primeira de muitas outras, de muitos serviços, onde eu vim servir o Senhor”, relembra Aurélio de Campos justificando, deste modo, o motivo pelo qual resolveu fazer um almoço e uma missa de louvor e acção de graças, pelo exercício sacerdotal que levou a efeito, em Pomares, durante quase quatro anos de “graça e de felicidade” e, por estes 50 anos ao serviço da “igreja de Jesus”.&lt;br /&gt;Segundo Manuel Campos Mendes, um dos organizadores da missa e do almoço, este dia não pretendeu ser uma homenagem, mas “um agradecimento que nós estamos a fazer ao sr. padre Aurélio por ele vir a Pomares 50 anos depois de cá ter estado”, porque como “ele disse, a vinda para Pomares marcou a sua vida sacerdotal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma missa de louvor e acção de graças&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crente de que foi “por dom de Deus” que ingressou no seminário, onde teve 12 anos de formação durante os quais “experimentei e vivi sentimentos e emoções várias, assimilei princípios enormes que formataram a minha pessoa e me levaram ao presbiterado da igreja em Coimbra”, Aurélio de Campos confessa, ainda, que recorda o tempo do seminário “com muita alegria. Com altos e baixos, é certo. Com fracassos mesmo, mas também com algumas vitórias”. Sendo certo que tudo isso lhe permitiu o “crescimento da fé, a maturidade confessional e o júbilo de querer servir com louvor a igreja de Jesus”, revelou.&lt;br /&gt;Os pomarenses, à semelhança de há 50 anos atrás, aguardavam ansiosos, a chegada do cónego Aurélio de Campos, com as lágrimas e os sorrisos a estampar-lhes os rostos, enquanto recordavam os tempos vividos com o padre, e esperavam por lhe dar o abraço sentido. No almoço, realizado no quartel da 5.ª secção dos Bombeiros Voluntários de Coja, não quiseram deixar de estar presentes cerca de 80 pessoas que partilharam histórias de vida, das quais o cónego Aurélio de Campos foi cúmplice e, trocaram-se lembranças que vão ajudar a perpetuar os momentos vividos.&lt;br /&gt;O sacristão José Basílio, de 94 anos de idade, ajudou e acompanhou o jovem padre Aurélio no início da sua profissão e, recordou-nos alguns momentos que viveram juntos, nomeadamente quando se deslocavam para algum lado de noite para sacramentar alguém. Fernanda Caseira lembrou-nos a ajuda que recebeu do prior e da família deste na educação de suas filhas, sentindo por isso “muita amizade” e desejando “muitas felicidades” a Aurélio de Campos e à família.&lt;br /&gt;Porém, estes são apenas dois testemunhos que representam a generalidade dos sentimentos que os populares nutrem pelo cónego, que durante a sua estadia iniciou a colónia de férias e, a publicação do jornal mensal “Notícias de Pomares”, “mantendo entre os pomarenses um importante meio de comunicação”, conforme explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Pomares marcou a sua vida sacerdotal”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Guardião de segredos”, conselheiro, amigo foram algumas das virtudes que as gentes de Pomares conheceram de Aurélio de Campos, que através dos princípios do Evangelho procurou cimentar nos corações, daqueles que encontrava no seu caminho, a palavra de Deus e a “fé ardente e jubilosa”.&lt;br /&gt;Em relação ao tempo que permaneceu em Pomares garante não se recordar “de ter recebido qualquer ofensa e desrespeito. Com todos convivi e criei amizades que ainda hoje perduram”, afirmou o cónego Aurélio de Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O inesquecível choro das crianças&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como curiosidade, há cinquenta anos, o vale de Pomares ficou cheio com um grupo de raparigas, que cantaram “canções jubilosas de boas-vindas”, das quais a edição de A Comarca de Arganil, de 19 de Fevereiro de 1957, destaca a seguinte: “O senhor abençoai/ Este nosso bom Pastor/Que nós vimos esperar/ Com alegria e amor. // Senhor Prior seja benvindo/ Para a nossa freguesia/Somos Cristãos e devotos/Filhos da Virgem Maria”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, à semelhança de há 50 anos atrás esta, também, “foi uma festa cheia de beleza e significado, que muito honra a gente de Pomares”, como se pode ler na A Comarca de Arganil.&lt;br /&gt;Na sua passagem por estas terras, o que mais custou a Aurélio de Campos foi “o choro das crianças”, quando se despediu de Pomares e, “isso só poderia acontecer pela minha fé e respeito. Mas, custou-me muito do fundo do coração sair desta paróquia”, desabafou com saudade daquele tempo.&lt;br /&gt;Para terminar, em jeito de mensagem Aurélio de Campos aconselhou os presentes a viverem intensamente os princípios da amizade, fraternidade, partilha, perdão, colaboração, participação, justiça, caridade e da paz.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;In A Comarca de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-7749943847984041345?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/7749943847984041345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=7749943847984041345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7749943847984041345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/7749943847984041345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/50-anos-depois.html' title='50 anos depois... Pomarenses voltaram a sentir a “fé ardente e jubilosa” de Aurélio de Campos'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-4055632187224073221</id><published>2007-07-21T16:43:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T16:45:55.026+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arganil'/><title type='text'>A confissão de um lutador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aos 84 anos de idade, António Borges, mais conhecido por Salinha, “confessa” algumas passagens da sua vida, ao nosso jornal, num diálogo marcado pela força de vontade e guiado pela fé.&lt;br /&gt;Natural de Vinhó, ficou sem pai aos três anos e meio. “Fui para a escola aos 8 anos, andei lá até aos 12. Andava eu na quarta classe e, a professora bateu-me sem eu ter culpa nenhuma, fez-me as pernas negras”, diz-nos desabafando que ficou sem vontade de estudar, mesmo sem ter perdido nenhum ano e prestes a fazer o exame da quarta classe.&lt;br /&gt;Magoado com o sucedido, um dia, quando encontrou José Augusto Gaspar a construir a estrada de Vinhó para a Portela contou-lhe as suas “queixas”. Aconselhado pelo construtor a continuar os estudos, respondeu que estava “zangado”.&lt;br /&gt;Entretanto, a oportunidade de ajudar na construção da estrada foi-lhe dada e, quando chegou a casa disse à mãe para onde ia trabalhar. “Ela ficou toda surpreendida, mas, também, coitada como a vida era ruim, ela queria que eu ganhasse algum dinheirito. Ali andei 1 ano e, fui para lá ganhar 3$00 por dia, de sol a sol”, recorda-nos, assim, o seu primeiro trabalho com 12 anos de idade.&lt;br /&gt;“Passado um tempo passaram-me a 4$50”, lembra lamentando-se que a sua vida “foi sempre a trabalhar desde pequenino”. Mas, por volta dos 15 anos comecei “a ganhar tanto como os homens… 7$00, por dia”, recorda satisfeito pela recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Felizmente tenho lutado sempre pela vida”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhou na resina, na Carriça, andou em poços e em minas, contudo não vivia feliz, pois sempre teve a ideia, “desde pequenino”, de ter alguma coisa sua. Descontente por o meio ser “pequeno”, em 39/40 foi para o Alentejo para umas obras, onde esteve um ano.&lt;br /&gt;“De lá vim para a construção do estádio do Jamor para Lisboa, passou-me muita pedra pela mão, ali andei até Outubro, de 1940. Em 41 foi o ciclone e, comecei a trabalhar no pinhal, a rachar lenha, cortar pinheiros, serrar… aprendi qualquer coisa a trabalhar nisso”, relata.&lt;br /&gt;Feliz por ter “lutado sempre pela vida”, salienta, também, que foi encarregado numa casa a tomar conta do pessoal, “a ganhar 750$00 por mês, naquele tempo. Hoje ganham mais do que isso numa hora”, ri-se com o facto de há 60/70 anos para cá a vida ter modificado tanto.&lt;br /&gt;Regido pela vontade de chegar sempre mais além, começou a fazer umas obras. “A primeira casa que fiz o dono deu-me 32 contos e eu dei-lhe a chave. A vida era assim… Como isto dava pouco, um amigo disse-me que me arranjava para Lourenço Marques, mas fui para África do Sul”, onde esteve 15 meses. Posteriormente, conseguiu estabelecer lá residência fixando-se desde 1963 até 1984. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda, foi juiz de Irmandade, passou pela Casa Regional, de Vinhó, para exercer os cargos de tesoureiro e vice-presidente.          &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;“Passei martírios”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;           &lt;br /&gt;Em África, a saúde começou a debilitar-se e com “dores do diabo” teve de ser operado às costas. Em 84, veio para Portugal. A viver em Coimbra, até 94, “comecei a fazer cestos por brincadeira e saiu certo”. Em 95, fixou-se em Arganil continuando a sua arte de entrelaçar fitas.&lt;br /&gt;Em 1997, voltou a andar mal das costas, acabando por ser operado em Coimbra, tendo ficado internado desde o dia 5 de Fevereiro até 14 de Agosto.&lt;br /&gt;“Mais, tarde caí e parti uma perna. Vim meio restabelecido, tive uma pneumonia, tornei a ir para o hospital. No ano passado, comecei a andar com falta de ar” e, esteve internado, em Lisboa, no Hospital Egas Moniz, onde esteve um mês e um dia.&lt;br /&gt;Orgulhoso por “ter aguentado” tudo o que tem passado, no dia 1 de Junho, vai fazer 12 anos que está no Lar da Santa Casa da Misericórdia, de Arganil. Instituição onde encontrou “muito boa gente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Gostei sempre de não ser esperto de mais, mas também não gostei de ser dos mais estúpidos”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entristecido por estar “fechado no quarto, praticamente inutilizado”, desabafa que tem “reagido a isto tudo” graças à “ajuda de boa gente e de Deus”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos jovens aconselha a “lutarem pela vida, a serem bons uns com os outros, a serem educados e a trabalharem, porque ele (dinheiro) não cai de cima para baixo”.&lt;br /&gt;Como exemplo de vida, confessa que “gostei sempre de não ser esperto de mais, mas também não gostei de ser dos mais estúpidos. Procurei estar sempre no meio que é onde está o equilíbrio”, conclui António Borges.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;In A Comarca de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-4055632187224073221?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/4055632187224073221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=4055632187224073221' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4055632187224073221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4055632187224073221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/confisso-de-um-lutador.html' title='A confissão de um lutador'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-47415395558230991</id><published>2007-07-21T16:41:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T16:43:04.812+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Comarca de Arganil'/><title type='text'>95 anos de uma vida talhada pela simplicidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nascida em Folques a 12 de Março de 1912, Lúcia Ventura é franca ao dizer que não sabe qual é o segredo para se chegar aos 95 anos de idade.&lt;br /&gt;Provavelmente por dom de Deus ou por outro motivo qualquer, Lúcia é uma mulher alegre na sua maneira de estar, simples na forma como se exprime e invejável na arte de articular as ideias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Lembro-me de ser gente desde os 7 e, dos 7 aos 95 há muito que dizer”, explica-nos Lúcia Ventura argumentando que falar da sua vida “não é fácil”, porque como confessou há muito para dizer e inúmeras vivências para recordar. Motivo pelo qual nos alinhavou alguns dos momentos mais significativos da sua vida até aos dias de hoje.&lt;br /&gt;Apaixonada pela costura. A nossa conversa decorreu na sala de trabalhos manuais, do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Arganil, debaixo de um ambiente acolhedor pautado pelas interrupções alegres e carinhosas daqueles que com ela partilham as histórias, os momentos e os saberes do dia-a-dia.&lt;br /&gt;Os amigos aproximavam-se e davam-lhe os Parabéns, felizes por a terem ali sempre tão presente com aquele sorriso puro e aquele olhar acolhedor. “Eu já cá estou há 19 anos. Sou muito estimada aqui. Há um ou outro que é mais rabeto, mais atrevidito, mas a gente dá-lhe para trás”, contava-nos enquanto lhe diziam que “estava mesmo muito bonita”.&lt;br /&gt;“Eu saí à minha mãe a cantar”, confessa-nos dizendo que ainda hoje se ri, “por que ainda me lembro dos meus gestos a tentar imitar a minha mãe”. Mas, não foi só a cantar que saiu à mãe, a costura foi outras das artes que herdou e da qual fez arma de guerra, para travar as lutas diárias.&lt;br /&gt;“Sempre tive inclinações para a costura. Fui para a escola aos 7 anos. Não cheguei a fazer a quarta classe, porque a professora punha-me uns problemas que não entendia. Depois vinha para casa a chorar. Depois, queria contar por os dedos e a senhora não deixava”, recorda-nos.&lt;br /&gt;Aos 8 anos a mãe meteu-a na costura, mas foi aos 18 anos quando foi para casa dos primos Lúcia e José Batista Ferreira, em Chamusca do Ribatejo, onde aprendeu a bordar à mão. Mais tarde casou-se em Folques, onde ficou a viver. Diz-nos que teve dois maridos e por quem “fui sempre muito estimada”. Não teve filhos, mas fala-nos de António César Quaresma Ventura, um antigo jornalista de A Comarca de Arganil, por quem nutre um grande apreço.&lt;br /&gt;A ganhar 5 tostões por dia, trabalhou em Folques em casa da mestre, onde aprendeu a “remendar um lençol, a concertar umas calças”, entre tantas outras peças de roupa. “Trabalhávamos por conta da mestre. De vez em quando a senhora dispensava-me, durante uma semana, para ir fazer o enxoval de um bebé. Fazia de tudo”, frisa.&lt;br /&gt;Quando questionada sobre que conselhos dá aos jovens é rápida a responder: “eles não precisam dos conselhos, porque ainda sabem mais do que eu”, remata.&lt;br /&gt;O que é certo é que Lúcia Ventura tem sem dúvida nenhuma uma vida cheia de histórias para contar. Mas à semelhança do que sublinhou no início da nossa conversa, “nem sei ao certo que dizer”, porque está tudo estampado no seu olhar e na sua forma simples de estar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;In A Comarca de Arganil&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-47415395558230991?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/47415395558230991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=47415395558230991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/47415395558230991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/47415395558230991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/95-anos-de-uma-vida-talhada-pela.html' title='95 anos de uma vida talhada pela simplicidade'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-6568427914759316782</id><published>2007-07-21T16:38:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T16:41:08.413+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arganil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confraria do Bucho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artista'/><title type='text'>No reduto de um artista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nascido em Lisboa, na freguesia de Santa Engrácia, a 06 de Agosto de 1922, José Antunes Cosme, tem raízes na freguesia de Pomares. A mãe natural de Corgas, era dona de casa e, o pai, natural de Torrão, trabalhou nos caminhos-de-ferro.&lt;br /&gt;Autodidacta, meticuloso, dotado para as “habilidades” são algumas das características de José Antunes Cosme, que utiliza como arma de combate a arte para “fugir dos momentos do dia-a-dia”.&lt;br /&gt;Criador de inúmeras obras, das quais não tem conta, confessa-nos que não tem escola e que todos os trabalhos até hoje concebidos são fruto da “habilidade com que nasci”.&lt;br /&gt; Aos 84 anos de idade, refere que “quando a gente não nasce com habilidade não é a escola que dá”, porém diz-se convencido de que “qualquer pessoa faz um desenho. Até me faz confusão como é que uma pessoa que pega num lápis, não é capaz de desenhar o que vê”, questiona incrédulo defendendo que o faz “por intuição”.&lt;br /&gt;Apesar de gostar de ensinar os outros, garante que não tem “paciência” para tal, porque “não tenho formação para ensinar os outros. Quem quiser aprender comigo começa pelo bê, à, ba. Começa pela perspectiva, não é fazer desenho à vista, porque eu ainda hoje faço isso. A base é sempre o desenho, depois daí para a frente fazemos experiências. Custa-me saber como é que há pessoas que não têm sensibilidade para ver como devem traçar uma linha”, sublinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desenhador projectista e projector da realidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o curso industrial, tirado na Escola Industrial Afonso Domingues, em Lisboa, foi à tropa, assentou praça em Évora e depois acabou em Lisboa. “Não cheguei a estar um ano na tropa. Tinha entrado no dia 23 de Agosto e saí no dia dos meus anos. Cheguei a estar mobilizado para ir para Timor. A sorte que eu tive”, recorda.&lt;br /&gt;“Quando saí da tropa arranjei trabalho como desenhador e fui trabalhar como empregado de escritório, na Sociedade Nacional de Cortiças, em Braço de Prata. Depois, saí dali para uma empresa metalúrgica, mas como empregado de escritório e, um dia estava à secretária e estava a fazer um boneco”, até que um engenheiro letão o convidou para ser desenhador.&lt;br /&gt;Especializado em desenho industrial, reformou-se como desenhador projectista na Mague, em Alverca do Ribatejo, “uma das maiores empresas de metalurgia portuguesa, que hoje já não existe. A minha secção era de construção metálica”, esclarece.&lt;br /&gt;Envolvido em várias obras de relevo, entre elas destaca a ponte da Praia, ao pé de Tancos, uma ponte rodoviária e, a ponte metálica de Portimão, na qual trabalhou mais directamente, nomeadamente no seu alargamento para duas vias.&lt;br /&gt;Reformado por volta de 1975, ainda colaborou em part-time com um ex-colega numa loja de animais, na qual fazia, entre outras coisas, aquários. “Estive lá cerca de 12 anos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma arte que não se aprende&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu nunca tive um brinquedo de compra. Os brinquedos eram todos feitos por mim”, adianta de forma a entendermos melhor a origem do seu jeito para as artes.&lt;br /&gt;Para aperfeiçoar algumas técnicas adianta que “compro livros sobre as técnicas, mas isto só não chega. Isto não se aprende”.&lt;br /&gt;“Ultimamente tenho trabalhado em aguarela, porque é mais económico e dá outro gozo. A aguarela exige transparência e, esta só se consegue não mastigando. A boa aguarela avalia-se pela transparência”, ensina.&lt;br /&gt;Mas, o que mais gostou de fazer foi a cópia de um quadro a óleo de uma parelha de cavalos a puxar uma carroça. “Não faço ideia quem pintou. Vi numa revista, gostei e pintei”.&lt;br /&gt;No seu currículo de artista estão obras como caricaturas, paisagens, retratos, miniaturas de barcos, moinhos, pinturas a óleo, pastel e lápis. “Barro fiz pouco. Fiz uma experiência, só por curiosidade, em pintura cerâmica, pintei uma jarra e um prato, por graça”, arremata.&lt;br /&gt;Assume que tem um gosto especial para fazer barcos, “eu gosto muito de fazer barcos pelo trabalho em si, procuro fazer o mais minucioso possível”.&lt;br /&gt;A título de exemplo fez uma miniatura do Marie Jeanne, um barco de pesca francês, à escala de 1:50 e, costuma fazer moldes de barcos em madeira, para o clube náutico, de Alhandra, para serem recriados em bronze, afim de serem distribuídos como troféus no chamado Cruzeiro do Tejo.&lt;br /&gt;“Fui a algumas exposições e cheguei a ter uma bolsa de estudo para as belas artes, mas não cheguei a frequentar, porque adoeci”, relembra dizendo-nos que ganhou o primeiro prémio do Concurso dos Distintivos do Centro de Pessoal da Mague, em 1964; o primeiro prémio, do Concurso Mague 63, Artesaria e Modelismo; e, o primeiro prémio do Concurso Mague 63, Pintura e Escultura.&lt;br /&gt;Frisa que não faz com “intenção de vender”, só quando lhe pedem. Recentemente, desenhou, criou e pintou o estandarte da Confraria do Bucho, da qual é confrade.&lt;br /&gt;Não dispensa dois blocos de papel no carro, pois a qualquer momento os seus olhos de artista podem ver mais uma obra de arte, que merece ser retratada para o papel. Ou, pode simplesmente sentir necessidade de “recarregar baterias”, concluiu.&lt;br /&gt;No próximo mês vai fazer um ano que veio viver para o Lar da Santa Casa da Misericórdia de Arganil, no qual tem um reduto recheado de obras de arte, que fazem o mais comum dos mortais viajar no tempo por espaços meticulosamente concebidos, coloridos e criados pela mão habilidosa de um mestre na arte de retratar.&lt;br /&gt;Sentimento, paixão, dom, habilidade, enfim… estes são apenas alguns de um sem número de adjectivos e estados de alma incapazes de explicar e, transmitir a humildade do artista e a realidade vista como ela é por José Antunes Cosme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;In A Comarca de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-6568427914759316782?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/6568427914759316782/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=6568427914759316782' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6568427914759316782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6568427914759316782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/no-reduto-de-um-artista.html' title='No reduto de um artista'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-4062346504995022426</id><published>2007-07-21T16:33:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T16:38:00.470+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Comarca de Arganil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comendador'/><title type='text'>António Lopes da Costa: “o homem que ensinou gerações”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Absolutamente conformado com o seu estado e perfeitamente consciente da sua gravidade, António Lopes da Costa aceitou a morte resignadamente. Momentos antes, sentado na sua cadeira, ainda assistira ao almoço de toda a família, reunida nesta vila. Mas eram cerca de 15 horas e meia, o nosso querido amigo exalava, repentinamente o último suspiro”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;in A Comarca de Arganil, de 23 de Abril de 1957&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 81 anos de idade, António Lopes da Costa faleceu “na sua residência, nesta vila”. Um acontecimento que ainda hoje constitui uma perda humana irreparável que, para além de ter causado “geral consternação”, foi um “golpe rude, porquanto perdemos um grande amigo e uma figura que fazia parte da estrutura moral desta casa”, sublinhava Luís Ferreira, na edição de A Comarca de Arganil, de 25 de Abril de 1957.&lt;br /&gt;Hoje, passados que são 50 anos do seu falecimento, curvamo-nos respeitosamente perante a sua alma, “é que a morte de tão venerando amigo” fez-nos “perder não só o director, que o soube ser com os seus conselhos, sempre oportunos e criteriosos, como o amigo dedicado que a estas colunas deu o brilho da sua colaboração desde que A COMARCA se fundou”, escreviam os nossos colegas na edição enlutada de A Comarca de Arganil, de 23 de Abril de 1957.&lt;br /&gt;A ocupar o cargo de director, deste nosso bissemanário, substituindo, deste modo, Eugénio Moreira, foi “com aprumo e elegância mental e moral” que “aceitou essa incumbência, mais se solidificando ainda, se tal era possível, os elos que o ligavam à A COMARCA DE ARGANIL”. Fazendo com que este jornal fosse “uma das suas mais gratas preocupações até ao último dia da sua existência”, destacavam os nossos repórteres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resistente à adversidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tido como um homem de bem, a 25 de Abril relatava-se que, Lopes da Costa era “católico e monárquico desde a primeira fibra da sua alma à derradeira célula do seu corpo, o que nunca o impediu de respeitar outros credos religiosos ou políticos, sempre que bem intencionados”.&lt;br /&gt;Destaca-se também que foi na sua fé que encontrou “a resistência necessária para suportar a adversidade que perseguiu o seu lar cristão. A morte de quatro filhos – o seu enlevo – amargou-o por forma implacável, deixando no seu coração uma dor que jamais se apagou”, lembrava a edição de 23 de Abril de 1957 recordando que “o nosso saudoso editor passava os dias sentado numa cadeira, lendo e escrevendo ainda a seus filhos ausentes”.&lt;br /&gt;Casado com Maria da Luz Fernandes Costa; era pai de António Lopes Fernandes Costa, notário na Lourinhã; Maria Amélia Fernandes Costa Ferreira de Almeida, professora em Santa Comba Dão; e de Aida Lopes Fernandes Costa, desta vila; sogro de Ana Filomena Brás Borges Leitão Fernandes Costa e de Francisco José Paiva Ferreira de Almeida, tesoureiro da Fazenda Pública em Santa Comba Dão; cunhado de Albano Pires Dias Nogueira e António Fernandes Júnior, comerciantes nesta vila, e de Olinda Fernandes.&lt;br /&gt;Assistido pelo dr. Fernando Valle, Lopes da Costa esteve sempre rodeado dos carinhos e “dedicação sem limites”, de sua esposa e filha, que “tudo lhe fizeram para lhe aliviar o sofrimento e prolongar a vida”. Contudo, o padre Adelino Dias Nogueira, afirmou, como se pode ler a 25 de Abril de 1957, que “a crença foi efectivamente a única força que o amparou na luta contra os vendavais da sorte”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comendador e pedagogo das longas e incertas etapas da vida&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na qualidade de professor primário, segundo João de Castro Nunes, “fez da sua longa e atribulada existência um verdadeiro apostolado, foi o seu conhecido amor pelo ensino, (…) que de lés a lés lhe encheu a vida de luz e de calor, (…) amor que acabou por fazer dele um grande, um extraordinário pedagogo”.&lt;br /&gt;O que nos leva a concluir que a sua obra “foi constante e profícua, passando pelo seu apostolado centenas de crianças, que soube instruir e educar, preparando-as para as longas e incertas etapas da vida”, conforme escreviam os nossos repórteres, há cinquenta anos atrás.&lt;br /&gt;Consciente dos seus feitos, Arminda Sanches, enalteceu a 27 de Abril de 1957, que Lopes da Costa, “travou uma verdadeira campanha de educação moral e cívica, para dar a tantos rapazes que passaram pela sua escola, formação de carácter que os transformasse noutros tantos valores sociais”.&lt;br /&gt;Para atestar, ainda mais, tais testemunhos, noticiamos que António Lopes da Costa foi reconhecido pelo Ministério da Educação Nacional, com o grau de comendador na Ordem da Instrução Pública, “grau só raras vezes concedido a professores primários”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Apóstolo da verdade”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, ao olharmos para trás e confrontados com os factos ousamos repetir, em uníssono, as palavras que Luís Ferreira teceu à sua pessoa, porque este foi um “homem que ensinou gerações, que preparou para a vida milhares de crianças, fazendo da sua profissão um sublime sacerdócio, continuou como jornalista e director de A Comarca, a ser professor. Os seus artigos, normalmente, focavam problemas de instrução e havia neles conceitos que eram fruto da experiência e de análise objectiva”.&lt;br /&gt;“Apóstolo da verdade”, nos seus escritos abordava assuntos de instrução pública, com especial atenção para os “problemas do homem”, através dos quais procurava transmitir ensinamentos que transpareciam uma “cuidada observação”. Detentor de um “grande «saber de experiência feito», traçou programas, sugeriu ideias, emendou erros, deu guerra a preconceitos”, relembrava João de Castro Nunes.&lt;br /&gt;Baseado “na lógica. As questões regionalistas interessavam-no em absoluto e pode dizer-se, com verdade, que procurou contribuir para a sua solução quando lhe era dado fazê-lo. O abastecimento de água a esta vila teve no saudoso amigo um defensor (…). Pugnou também pelo malfadado caminho de ferro de Arganil, e, de uma maneira geral, por tudo o que valorizasse esta vila”, perpetua A Comarca de Arganil, de 23 de Abril de 1957.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Foi simplesmente um homem de bem”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lopes da Costa deixou entre os seus pares “uma lacuna difícil de preencher”. Para o padre Adelino Dias Nogueira, este apóstolo era um “amigo leal”, de “carácter íntegro, bom cidadão na verdadeira acepção da palavra (…). Era uma figura de Arganil, um pergaminho de que justificadamente nos orgulhávamos”.&lt;br /&gt;Na vila, era visto todos os dias e, o padre José Vicente, não tinha dúvidas que “poderíamos apontá-lo: eis um homem bom. Ou simplesmente: eis um homem”, porque ele “era uma luz. Uma luz que vai fazer muita falta em Arganil”, registava a 25 de Abril de 1957.&lt;br /&gt;O seu corpo foi a sepultar no dia 20 de Abril, de 1957, pelas 19 horas, para o cemitério municipal desta vila, constituindo grande manifestação de pesar. “Por expressa vontade do ilustre finado, a urna contendo os seus restos mortais, foi modesta e simples”, relatavam os nossos repórteres. Em sinal de respeito a bandeira do município esteve a meia “adriça” e, foram inúmeros os telegramas, cartas e cartões de condolências que chegaram à nossa redacção, emitidos pelas mais variadas pessoas e entidades.&lt;br /&gt;João de Castro Nunes, acrescentou ao relato de 23 de Abril, que António Lopes da Costa “honrou-nos, porque a sua espinha dorsal nunca se curvou nem a prepotências de fortuna nem a exigências de partido; honrou-nos, porque apenas rendeu preito, como ele mesmo costumava repetir, às excelências da virtude e às luzes do saber; honrou-nos, porque jamais se postergou a mesquinhos interesses, nem pactuou com baixezas de qualquer espécie; honrou-nos, porque na integridade do seu carácter, quis morrer como viveu, enterrando-se descalço; honrou-nos, porque, no mais alto sentido que nesta expressão se encerra, foi simplesmente um homem de bem”.&lt;br /&gt;Perante tais palavras, resta-nos dizer que estas servem simplesmente para continuar a perpetuar um dos homens de carácter íntegro, que por esta casa passou e ficou. Escusado será dizer que os seus feitos continuam bem presentes nos nossos corações e, de certeza que vão entrar nos das gerações vindouras quando conhecerem os testemunhos existentes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;In A Comarca de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-4062346504995022426?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/4062346504995022426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=4062346504995022426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4062346504995022426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/4062346504995022426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/antnio-lopes-da-costa-o-homem-que.html' title='António Lopes da Costa: “o homem que ensinou gerações”'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-3631902622670384628</id><published>2007-07-21T16:31:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T16:33:04.331+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='biblioteca'/><title type='text'>Nuno Mata lança livro sobre “Alberto Martins de Carvalho – o Homem, o Autor, a Biblioteca”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No dia em que a Biblioteca Alberto Martins de Carvalho completou o seu 5.º aniversário foi lançado o livro em memória do seu patrono “Alberto Martins de Carvalho – o Homem, o Autor, a Biblioteca”, da autoria de Nuno Mata.&lt;br /&gt;Conforme explicou o autor, esta biografia, iniciada em Dezembro de 2005, foi elaborada “com dois propósitos nucleares: trazer ao conhecimento a sua personalidade e justificar, assim, a atribuição do seu nome a esta casa que foi sempre espaço de conhecimento e pedagogia”.&lt;br /&gt;Natural de Barril de Alva, Alberto Martins de Carvalho, nasceu a 30 de Dezembro de 1901, era filho da cojense Laura Tavares Sinde e de José Martins de Carvalho de Barril de Alva. Casou-se, em 1929, com Judite Candosa Sinde, de Coja.&lt;br /&gt;Licenciado em Direito e em Ciências Filosóficas na Universidade de Coimbra, foi um “aluno brilhante (…) na década de 20 do século passado” e foi “autor de muitos artigos – destacando-se a sua colaboração no Guia de Portugal e no Dicionário de História (dirigido por Joel Serrão) – e comentários, de obras de tradução e de anotações, entre outras, para além da participação desde a primeira hora em proeminentes Revistas literárias, como foram os casos da Presença, Vanguarda, Bysancio, Revista de Portugal, Manifesto e da Palestra”, esclareceu Nuno Mata durante o discurso de apresentação, acrescentando que Martins de Carvalho também teve um papel importante “enquanto pedagogo, primeiro na Escola Normal Superior de Coimbra e, posteriormente, no Liceu Central de Coimbra, hoje Escola Secundária José Falcão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O que conhecemos é uma gota, o que desconhecemos é um Oceano!”   &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Isaac Newton&lt;/em&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;            Não foi só na escrita ou na pedagogia que se destacou o Homem, “que também assinava como Carlos Sinde”, Martins de Carvalho teve um papel “fundamental na criação, em 23 de Julho de 1965, da Biblioteca Fixa n.º95 da Fundação Calouste Gulbenkian”, motivo pelo qual há 5 anos, quando a Biblioteca foi inaugurada lhe foi atribuído o seu nome.         &lt;br /&gt;             Facto pelo qual se divide este trabalho “em duas partes nucleares que, por força da organização do livro, resultam em três: a vida de Alberto Martins de Carvalho, o seu legado enquanto autor e a História do serviço de Biblioteca em Coja. Daí o título deste trabalho”, frisou Nuno Mata. &lt;br /&gt;            E é com a expressão de Isaac Newton, “o que conhecemos é uma gota, o que desconhecemos é um Oceano”, que o autor abre as páginas do livro e explica o propósito deste trabalho, apelando para “que este trabalho nunca sirva, portanto, de trampolim para que alguém possa fazer algo que não seja o desejo anteriormente enunciado”, que se baseia na elevação da “sua acção enquanto pedagogo, homem de cultura, ideias, ideais e princípios”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alberto Martins de Carvalho “era um professor bisonho”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;    &lt;em&gt;Luís Reis Torgal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presente no lançamento do livro, na palestra e na exposição documental sobre o patrono da Biblioteca de Coja, que a Câmara Municipal integrou no programa das festas do concelho, Luís Reis Torgal, professor catedrático da Universidade de Coimbra, coordenador científico do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, e autor de artigos sobre o Estado Novo, entre outros, falou nesta “justa homenagem” na qualidade de aluno de Martins de Carvalho.&lt;br /&gt;Na sua opinião ele “era um professor bisonho que nunca se ria, nunca sabíamos para que lado estava a olhar porque usava óculos escuros (…). Nós entrávamos naquela sala de aula como se entra numa igreja, sem nos rirmos”, recordou Luís Reis Torgal.&lt;br /&gt;Hoje, reconhece que o amor que tem pelo livro e pela biblioteca deve-se ao professor, desabafando que “para mim a história com o doutor Alberto Martins de Carvalho não era apenas uma solução, era um problema”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Só quem não quiser não saberá quem foi e o que foi”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                       &lt;em&gt;Nuno Mata&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E é com saudade e satisfação que recorda o último encontro com o professor que o influenciou a seguir história em detrimento de filosofia, “foi em 1989, eu dediquei-lhe um livro chamado “História e Ideologia” que tem uma dedicatória «ao doutor Alberto Martins de Carvalho e ao professor Silva Dias que me ensinaram a ver a história como um problema». É esta a marca que eu guardo. Fui levar o livro ao doutor Alberto Martins de Carvalho à sua casa na Rua João Pinto Ribeiro, (…) nessa altura foi, talvez, das primeiras vezes que eu vi um sorriso no doutor Alberto Martins de Carvalho, portanto não sorria, não ria. Ele sorriu e falou muito carinhosamente na mulher, lembro-me sempre disso, e de uma neta, que foi minha aluna, falou-me com um grande carinho que nunca mais esqueci. Por trás daquela carapaça havia uma alma sensível”, relembrou Luís Reis Torgal.&lt;br /&gt;Como se atreveu a dizer Nuno Mata “depois de hoje, só quem não quiser não saberá quem foi e o que foi”, deixando o repto à autarquia “para que, com a urgência possível, diligencie no sentido de reproduzir em quadro a sua fotografia, para que todos o reconheçam”, concluiu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;In A Comarca de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-3631902622670384628?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/3631902622670384628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=3631902622670384628' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/3631902622670384628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/3631902622670384628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/nuno-mata-lana-livro-sobre-alberto.html' title='Nuno Mata lança livro sobre “Alberto Martins de Carvalho – o Homem, o Autor, a Biblioteca”'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-6643148805179031974</id><published>2007-07-21T16:28:00.001+01:00</published><updated>2007-07-21T16:29:32.501+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carteiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Giro'/><title type='text'>Mina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi na aldeia da Benfeita que encontrámos António Alberto Martins, mais conhecido por Mina. Este apelido porque “a minha mãe era Guilhermina e quando era pequenito chegavam-se ao pé de mim e perguntavam-me: «Como é que se chama a tua mãe?» e eu dizia «É Mina». E ficou Mina toda a vida”, esclarece.&lt;br /&gt; Aos 79 anos de idade, António Alberto Martins, carteiro reformado, recorda-nos uma vida algo espinhosa e os caminhos que trilhou para entregar a correspondência, primeiro a pé, depois de bicicleta e por fim de mota para que tudo chegasse ao seu destino.&lt;br /&gt;Depois de ter concluído a 4.ª classe, foi trabalhar como barbeiro, durante 12 anos, profissão que nunca deixou mesmo quando foi trabalhar como carteiro, pois “a minha arte como barbeiro nessas territas continuou, porque não havia barbeiro nenhum, para isso tinham de ir a Coja ou a Arganil para cortarem o cabelo. E eu cortava-lhes com uma bagatelazita e eles ficavam todos contentes”, confessa-nos o carteiro Mina que enquanto barbeiro “trabalhava um ano inteiro para receber um alqueire de milho de cada freguês”, recorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A minha vida foi um bocado espinhosa”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Antes de entrar para o quadro, Mina trabalhou como CPS, carteiro que faz as folgas e as férias dos outros. Em 1968 foi para Ponte de Mucela “como carteiro já no quadro a ganhar 25 escudos”, relembra explicando que “a minha vida foi um bocado espinhosa em princípio, mas depois derivou um bocadinho, depois tive sorte”.&lt;br /&gt;Chegado a Ponte Mucela, foi substituir outro carteiro que lhe disse “você tenha cuidado com esta gente, porque são assim, assim e assim… Onde é que eu pus isso? O meu coração caiu-me aos pés. Eu tão longe da minha terra vim para aqui sem conhecer nem caminhos, nem atalhos, nem o procedimento das pessoas”, o único pensamento que lhe veio foi “eu estou encravado da minha vida”.&lt;br /&gt;Mas, passado um ano e quatro meses “quando eu de lá saí havia pessoas a chorarem. E porquê? Porque sabiam que estive sempre com eles. Tinha lá amigos por todos os cantos”, conta satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Amigo de fazer um jeito às pessoas”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O próximo giro foi Moura da Serra, onde trabalhou 32 anos e 10 meses e onde “passei as passas do Algarve, não pelas pessoas. Se eu hoje for às Secarias, Casal Valado, Monte Frio, Relva Velha ou aos Parrozelos, ainda há pessoas que me abraçam”, mas não é só aqui ou de vez em quando “é sempre, sempre em todo o lado tive bom acolhimento. Pois, porquê? Porque eu era amigo de fazer um jeito às pessoas”, revela.&lt;br /&gt; Algumas vezes para facilitar a vida às pessoas o carteiro Mina fazia-lhes certos recados, “trazia a reformazita para muitas pessoas velhotas, pediam-me para ir ao sapateiro… lá trazia as botas e os sapatos para o sapateiro compor, ao outro dia levava para cima. As pessoas agradeciam com uma gorjetazita, 5 escudos, 10 escudos, naquele tempo”, até que “uma vez um sapateiro que vivia na Relva Velha queixou-se que eu não era só carteiro, também era sapateiro”. Queixa a que o serviço respondeu: “não temos nada com isso, porque ele cumpre o serviço segundo o horário”, lembra de consciência tranquila.&lt;br /&gt;“Eu gostava sempre de cumprir com o meu dever”, declara revoltado pelo facto de “uma altura, coisas do serviço, coisas até mal feitas, trocaram-me umas terras, deram-me outras e, eu ultimamente passei 1 ano e 9 meses a ir levar uma mala ao Piódão, passei martírios… nem o Diabo”, acrescentando que foi responsável para a correspondência chegar lá a partir de Vide, “porque o acesso de lá daquele lado era melhor que daqui”.&lt;br /&gt;Recorda ainda que “fazia aqui a Dreia e a Deflores, depois ia cerca de 30 quilómetros daqui ao Piódão de mota, muitos dias não chegava lá que a neve não me deixava passar e então eu pedi para me tirarem o Piódão”, mas descontente com a situação, porque lhe tinham tirado o Monte Frio, as Casarias e o Valado “para eu poder ir fazer esse serviço ao Piódão. Trazia a correspondência que lá houvesse do mesmo dia, ou da véspera e depois vinha fazer o Tojo, Relva Velha e os Parrozelos, mais nada. Era o meu serviço”, explica.&lt;br /&gt;A solução que encontrou foi queixar-se à secretaria “fui lá chamado. Fui chamado à Junta e então pedi ao médico para me auxiliar. Lá fiz um mapa, daqui lá, ao médico que me atendeu, e o médico só pôs assim: «apto ao serviço dos CTT’s, não sendo aconselhável perante a sua saúde andar muito de mota, percursos longos e maus caminhos.» Então, deitou-os abaixo e eles tiveram que me dar novamente as três terras que me tinham tirado que era o Monte Frio, o Valado e as Casarias”, voltando desta forma ao regime antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Felizmente no serviço dos correios deixei só boas memórias, deixei muitos amigos e deixei perante os serviços um bom acolhimento”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Determinado “no dia em que fiz 61 anos pus os papéis para a reforma em cima do balcão e depois fui chamado à Junta em Janeiro no dia 17 de Março”, salienta explicando que já lhe custava muito andar de mota.&lt;br /&gt;Nesse mesmo mês, numa sexta-feira, “ «levei quase um pontapé», porque cheguei à estação e o telefone a tocar. Fui atender: «Quem fala?»; - «A dona Cândida?»; «A dona Cândida está em Coja.»; - «Quem é que está ao telefone?»; «É o carteiro!»; - «Ah! É o sr. António?»; «É sim.»; - «Ora, é mesmo consigo que quero falar. A partir de hoje já não volta mais ao serviço.» E eu disse: «Oh pá, foi um pontapé que vocês me deram!» ”, e conta que considerou “um benefício em ficar reformado” e “um pontapé por ser precisamente na hora exacta”, clarifica.&lt;br /&gt;Hoje com 79 anos diz “que tudo passou, tudo acabou” e é com muita honra e alegria que o nosso entrevistado nos diz que “felizmente no serviço dos correios deixei só boas memórias, deixei muitos amigos e deixei perante os serviços um bom acolhimento”, conclui.&lt;br /&gt;                                                                      &lt;strong&gt;                                                     Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;In A Comarca de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-6643148805179031974?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/6643148805179031974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=6643148805179031974' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6643148805179031974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6643148805179031974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/mina.html' title='Mina'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-2962126835821524989</id><published>2007-07-21T16:23:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T16:26:38.195+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Regionalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Comarca de Arganil'/><title type='text'>José Castanheira Nunes: um vulto da NOSSA história</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“A notícia, fria e cortante como o gume de um cutelo, de que morreu José Castanheira Nunes, essa figura bondosa, compreensiva e dinâmica que toda a região conhecia e estimava, parece ainda um pesadelo, um sonho mau que se desmente quando acordamos”&lt;br /&gt;&lt;em&gt;in  A Comarca de Arganil, de 18 de Setembro de 1956&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Passado meio século do falecimento de José Castanheira Nunes ainda se sente no ar uma certa nostalgia face ao desaparecimento daquele que era “o nosso querido amigo e orientador de todas as horas”, como nos dizem os que com ele privaram de perto e como testemunham as nossas colecções que, apesar de amarelecidas pelo tempo, têm o dom de o reavivar em cada palavra, e de nos dar a conhecer, como referiu José de Oliveira e Costa, “o continuador de um grande mestre, fundador de A Comarca, Eugénio Moreira”.&lt;br /&gt;A. Pedro Aleixo referiu, numa das edições enlutadas pela perda do Zé Castanheira Nunes, nome pelo qual também era conhecido, “se os génios, porque são génios, são imortais, os amigos, quando verdadeiros amigos, também o são”, resta-nos, pois, recordar o Homem que ingressou nesta casa “quando era ainda uma criança” marcada pela sede de aprender, e saciar o seu espírito tendo em mente o bem-estar do outro.&lt;br /&gt;Filho de José Nunes Castanheira e de Maria da Costa era casado, em segundas núpcias, com Maria Emília Simões Castanheira Nunes, era pai de Marília, José Fernandes e Cidália Maria Simões Castanheira Nunes “e tio do nosso camarada de redacção João Castanheira Nunes”.&lt;br /&gt;Natural de Arganil, o Tio Zé como era carinhosamente tratado, para além de co-   -proprietário, administrador e editor do nosso jornal era sócio da firma Viúva Castanheira &amp; C.ª, Lda., e secretário da Conferência Masculina de S. Vicente de Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Um timoneiro seguro”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os testemunhos que nos chegam relativamente ao nosso “timoneiro seguro” têm todos os mesmos valores e virtudes, mas “uma das características desse homem, rico de boas qualidades morais era propagandear as belezas naturais dos concelhos até onde se infiltrou este jornal, ao qual dedicou, não esforços esporádicos, mas, sim toda a sua vida”, conforme nos revela a Comarca de 18 de Setembro de 1956.&lt;br /&gt;Foi nesta casa que “formou o seu espírito e foi colhendo os ensinamentos que haviam de fazer dele um jornalista primoroso, em que nem sempre se reparou, tão grande era a sua modéstia e simplicidade”. &lt;br /&gt;Hoje sentimos que somos suspeitos para falarmos deste vulto da Nossa história, e parafraseando os nossos colegas “a biografia a fazer, nestes momentos de infinita tristeza, nada tem de complexa, de confusa, de ambígua”, tal era a naturalidade e o carácter do nosso saudoso colega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Infelizmente, todos os esforços da ciência para salvar a vida de José Castanheira Nunes resultaram inúteis”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            É estranho falar do desaparecimento do nosso “guia que não errava o rumo, que sabia continuar a engrandecer uma obra que está bem patente” e que apanhou todos de surpresa, porque “nada fazia prever que a morte, com a sua sinistra aza, se aproximava do nosso inditoso amigo”.&lt;br /&gt;            A sua boa disposição e alegria de vida “era óptima”, mas uma súbita má disposição “tudo indicando uma paralisação de intestinos” foi fatal.&lt;br /&gt;  Ao malogrado José Castanheira Nunes “acorreu imediatamente, solícito, o sr. dr. Fernando Vale, que, imediatamente, tratou de atacar o mal que se mostrava renitente”.&lt;br /&gt;            E mesmo com a “constante vigilância do ilustre clínico, a doença persistia com carácter violento”, sendo necessário o apoio do cirurgião Viegas Pimentel que “acorreu ao chamamento do seu colega e, em face da gravidade da doença, José Castanheira Nunes foi transportado ao meio-dia de sexta-feira na ambulância dos Bombeiros Argus, à casa de Saúde Montes Claros, acompanhado pelo enfermeiro sr. Guilherme Rodrigues”. À espera do enfermo estava o prof Augusto Vaz Serra, “que tanto nesse dia, como no sábado, fez os mais persistentes esforços para salvar o doente”, conforme relata a Comarca de 18 de Setembro de 1956.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“O funeral, realizado no domingo, foi uma impressionante manifestação de pesar, das mais imponentes que se têm visto nesta vila”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;              &lt;br /&gt;            Assim que surgiu a notícia da morte de José Castanheira Nunes “uma onda de tristeza invadiu a vila. Todos pranteavam o desaparecimento de uma figura que era, pela sua popularidade e bondosos sentimentos, a imagem viva das virtudes da gente boa desta terra, melhor dizendo, desta região”.&lt;br /&gt;            Às instalações de A Comarca chegaram inúmeras manifestações de pesar que foram publicadas e agradecidas nas edições enlutadas do nosso jornal, assim, “inúmeros telegramas, todos com palavras de conforto nesta hora dolorosa foram enviados à A Comarca de Arganil, ao seu editor e redactores e à família do nosso saudoso chefe” que deixou marcas profundas nas pessoas às quais chegavam as suas mensagens.&lt;br /&gt;            Foram vários os nossos colegas que nas suas edições deram a malograda notícia da morte do nosso camarada desde o «Notícias de Penacova», passando pelo «Mensageiro», de Leiria até ao «O Século».   &lt;br /&gt;             O «Diário Ilustrado» escreveu que “pegamos na sua ficha e vemos que foi um dos homens bons da sua terra, à moda antiga (…). Vibrante, como todos os jornalistas, fiel ao seu jornal, batalhador de todas as causas que valorizam uma região e um povo, José Castanheira Nunes nunca deve ter sonhado com uma manifestação como a de há dias. E que pela voz das cem agremiações regionalistas de Arganil, Góis e Pampilhosa da Serra, falaram centenas de terras, dezenas de milhar de beirões reconhecidos ao jornalista da província”.          &lt;br /&gt;            Mas, não há dúvidas que “a morte do nosso saudoso Editor causou a mais profunda consternação”, e como nos escreveu António Lopes da Costa “a sua falta constitue um facto muito grave e deixa uma pesada herança aos seus sucessores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Um cicerone inigualável”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A nível profissional é de salientar que “as nossas maneiras de ver sobre os problemas do jornal coincidiam, convergiam para o mesmo ponto, para a mesma finalidade: Estruturar A Comarca de forma a que ela se impusesse sempre, sem um deslize, como valioso órgão da imprensa portuguesa”, explicou Luís Ferreira.&lt;br /&gt;A nível pessoal destacam-se os momentos de “quando batíamos à sua porta, parece que esta se abria por si, e logo o sr. Castanheira, com aquela boa disposição que lhe era tão familiar, vinha ao nosso encontro, de braços abertos. Era sempre assim que recebia os amigos”, como relatou A. Pedro Aleixo.&lt;br /&gt;  José de Oliveira e Costa, também, deixou registado numa das edições da Comarca que o Zé Castanheira era “modesto, simples e acolhedor, tinha a alma temperada pelos princípios imutáveis da honestidade e da justiça. De uma só face e sempre sereno, tinha a noção plena das suas responsabilidades de jornalista e compreendia quanto vale a honra dos outros”.&lt;br /&gt;Era sem dúvida “uma extraordinária figura do regionalismo beirão” que atribuiu a este jornal “a categoria de tri-semanário, respeitado e apreciado em todo o país, nas províncias ultramarinas, no Brasil”, relatou-nos Leonel J. Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“É espantoso como o tempo corre veloz!”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;in  A Comarca de Arganil de 15 de Setembro de 1981&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E entre muitos desafios e lições de vida que o nosso secular jornal nos tem dado, uma das mais acertadas ficou registada na edição de 15 de Setembro, de 1981, há precisamente 25 anos, quando se escreveu que “a presença de José Castanheira continua aqui, junto a nós, a dizer-nos com voz firme e decidida:&lt;br /&gt;- Continuai. A COMARCA jamais poderá morrer! Tem de continuar a lutar pelo progresso e engrandecimento desta região das Beiras, ajudando a promover o seu bom povo, infelizmente ainda tão carecido”.&lt;br /&gt;E não foi só em vida que o destino resolveu unir Eugénio Moreira e José Castanheira Nunes, estes dois grandes Homens do nosso jornal “continuam unidos, após a morte, no cemitério desta vila”.Resta-nos acrescentar que os que o conheceram jamais o esquecerão e os que não o conheceram para sempre o recordarão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;In A Comarca de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-2962126835821524989?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/2962126835821524989/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=2962126835821524989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/2962126835821524989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/2962126835821524989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/jos-castanheira-nunes-um-vulto-da-nossa.html' title='José Castanheira Nunes: um vulto da NOSSA história'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-6593708908689569877</id><published>2007-07-21T16:20:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T16:23:23.635+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Regionalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Comarca de Arganil'/><title type='text'>João Castanheira Nunes: “o gigante da resistência, da determinação”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“- Morreu o sr João!&lt;br /&gt;Foi esta a terrível, a dolorosa notícia que recebemos na manhã de sábado passado. Na sua frieza impiedosa, no seu laconismo impressionante, no seu intenso dramatismo, aí estava a nova receada, em que recusávamos acreditar.”&lt;br /&gt;&lt;em&gt;in  A Comarca de Arganil, de 17 de Novembro de 1981&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É estranho como o tempo corre veloz, e… hoje faz, precisamente, 25 anos desde o dia em “que o gigante da resistência, da determinação, fora vencido!”.&lt;br /&gt;Filho de António Castanheira Nunes Júnior e de Adelaide da Conceição e Castanheira, João Castanheira Nunes nasceu a 17 de Dezembro de 1921. Casado com Maria da Graça, era pai de João Alberto, José António e avô de Gonçalo e Sérgio.&lt;br /&gt;O nosso camarada “sofria de grave deficiência renal que, desde 1979, o obrigava a submeter-se, dia-sim-dia-não, à hemodiálise, em Coimbra” e na passada “sexta-feira, o estado de saúde do enfermo, agravou-se de tal forma que viria a ser internado às 2 da madrugada de sábado, na Casa de Saúde da Sofia. Acompanhado de sua dedicada esposa e de seus extremosos filhos e nora, rodeado de todos os cuidados de médicos e enfermeiros, foram feitos os mais desesperados esforços para evitar o desenlace que a todo o momento se adivinhava”, como davam conta os nossos colegas de redacção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Os dons da sua acção participante”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Castanheira Nunes, para além de ter sido um “jornalista de garra”, “sócio-gerente da empresa proprietária do nosso jornal”, era desde 25 de Outubro de 1956 o editor e director-adjunto de A Comarca de Arganil, aquando o falecimento de seu tio José Castanheira Nunes, contudo, estes não foram os únicos cargos que ocupou e que defendeu.&lt;br /&gt;“De facto, quem não se lembra do calor com que nestas colunas, a campanha de angariação de accionistas para a constituição da empresa do Teatro Alves Coelho? (…) E quem, do mesmo modo, pode esquecer o papel que desempenhou para a construção do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários Argus?”, mas segundo os factos registados pelas colecções do nosso jornal, este ser fez muito mais pela nossa terra e pela nossa região.&lt;br /&gt;Assim, de forma alguma podemos “olvidar a luta pelo saudoso extinto travada em prol da criação do Ensino Preparatório e Secundário em Arganil; pela construção da Escola Secundária, em fase já bastante adiantada; pelo prolongamento da Avenida de Amandos até à Barreira; pelo alargamento da estrada de Arganil ao Sarzedo, pela concretização do caminho-de-ferro de Arganil, pela beneficiação da Estrada da Beira, pela edificação da Pousada do Mont’Alto – estas 4 obras ainda infelizmente sem realização; pela construção das casas do Património dos Pobres, pelas Colónias Balneares Infantis de A Comarca e da Paróquia de Arganil; etc; etc..”, recordava A Comarca de Arganil de 17 de Novembro de 1981.&lt;br /&gt;E porque estamos a falar de um “gigante”, “quando chamado para a vereação municipal de Arganil” para o pelouro do turismo, não negou, porque “vivia, com uma intensidade real e não aparente, os problemas do próximo. (…) E até no Lions Club de Arganil de que foi um dos fundadores, sempre deixou os dons da sua acção participante”.&lt;br /&gt;Perante este curriculum é pertinente questionar se “tinha João Castanheira Nunes inimigos? Pois naturalmente que sim. Só os não tem quem nada vale. E ele valia muito”, referem os nossos repórteres numa das edições enlutadas pela perda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Soldado da Paz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Soldado da Paz, “os Bombeiros foram para si quase uma obsessão”, salientam os nossos colegas numa das edições entristecidas pela perda.&lt;br /&gt;O facto de A Comarca de Arganil ter recebido a medalha de ouro – 2 estrelas, por parte da Liga dos Bombeiros Portugueses tem explicação na entrega e dedicação com que este “jornalista de garra” serviu esta Associação que tem por lema “Vida por vida”. A ele se deve “o parque de viaturas dos Bombeiros de Arganil” que, como comprova a edição de 17 de Novembro de 1981, “foi notavelmente enriquecido; as instalações ampliadas; o corpo activo aumentado e aperfeiçoado”.&lt;br /&gt;            Deixou o cargo de Comandante dos Bombeiros “após 18 anos de fecunda actividade, (…) pediu a sua demissão daquele cargo em 10 de Maio de 1974, passando ao quadro honorário”, nunca deixando de levar a efeito acções em prol do bem-estar comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Jamais ouviremos a sua voz de comando, mas jamais a esqueceremos”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Este homem era daqueles que “parecendo duro, tinha afinal um coração extremamente sensível, uma ternura a toda a prova. Quem bem o conheceu, sabe bem que isto é verdade”, e sabe que “à custa de uma ginástica quase homérica, transformara uma tipografia praticamente artesanal numa unidade gráfica de considerável dimensão”.&lt;br /&gt;            João Castanheira Nunes apesar de ter um coração enorme tinha na “sua caneta (…) a arma permanentemente apontada para o bem-comum e as colunas deste trissemanário o seu campo de batalha”.&lt;br /&gt;            No editorial de 1956, quando foi nomeado editor e director deste bissemanário regionalista, foi sublime na arte de expressar o seu propósito enquanto timoneiro deste jornal, e “se bem o prometeu, melhor o cumpriu!”. “Servir sempre com devoção, carinho, entusiasmo e firmeza, esta causa nobre do Regionalismo. Respeitar e dar continuidade ao programa inicialmente estabelecido e sempre cumprido através dos 56 anos de existência ininterrupta do nosso jornal, vividos sempre ao serviço da Pátria e desta nossa linda região das Beiras. E fazer tudo quanto as nossas forças no-lo permitam, para que A Comarca continue a ser o porta-voz sincero das legítimas aspirações de todas as localidades da nossa região, das mais importantes às mais humildes”, referiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Até um dia…&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Certamente, muitos ainda se recordam de “quando a urna surgiu aos ombros de Bombeiros e trabalhadores de A COMARCA, a emoção foi indescritível, vendo-se lágrimas nos olhos de quase todos os presentes. A sirene do quartel e das viaturas dos Bombeiros silvaram neste momento”.&lt;br /&gt;No dia do funeral vários populares estiveram presentes no adeus a José Castanheira Nunes, “o comércio associou-se ao luto” (fechou na tarde de Domingo), “vários órgãos de comunicação social se referiram ao falecimento do nosso saudoso editor, entre os quais «O Comércio do Porto», «O Primeiro de Janeiro», «Domingo» (…), também a RDP”. &lt;br /&gt;O seu corpo repousa junto da memória de José Castanheira Nunes (seu tio), Eugénio Moreira, Lopes da Costa, entre outros que viveram em prol da sua terra e da sua região, tendo em mente denunciar o bem e o mal presente em cada lugar.&lt;br /&gt;Resta-nos pois continuar o seu trabalho em respeito à sua memória e à de todos aqueles que por aqui passaram que como ele souberam “marcar brilhantemente a sua posição neste jornal e no Regionalismo”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;In A Comarca de Arganil&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-6593708908689569877?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/6593708908689569877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=6593708908689569877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6593708908689569877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/6593708908689569877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/joo-castanheira-nunes-o-gigante-da.html' title='João Castanheira Nunes: “o gigante da resistência, da determinação”'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4985168156824366509.post-5857584359419526707</id><published>2007-07-21T15:29:00.000+01:00</published><updated>2007-07-21T16:14:18.011+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Valle'/><title type='text'>Simplesmente Fernando Valle</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Será quase uma redundância publicar dados sobre a carreira cívica, profissional e política desta figura carismática da Democracia portuguesa"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                                   In A Comarca de Arganil, de 3 de Agosto de 2000&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Convicção, clareza e frontalidade eram algumas das características de Fernando Baeta Cardoso do Valle, natural da Cerdeira, concelho de Arganil, nascido a 30 de Julho de 1900. Filho do dr. Alberto da Maia e Cruz do Valle e de D. Maria Adelaide da Costa Cardoso do Valle.&lt;br /&gt;Foi presidente honorário do Partido Socialista e um lutador nato pelos ideais da Revolução Francesa: liberdade, fraternidade e igualdade deixando registado os seus ideias de vida através de um desejo “o facto de a determinante de toda a minha vida ter sido o lutar pela libertação do homem, no sentido de se conseguir efectivamente, um regime de direito em que seja possível, de facto, a paz, a liberdade e a justiça social”.&lt;br /&gt;Segundo o poeta Miguel Torga o Dr. Fernando Valle “teve tempo para ser no mundo a imagem paradigmática do jovem irreverente, do bom chefe de família, do amigo leal, do médico devotado, do político isento, do governante capaz, do cidadão exemplar”.&lt;br /&gt;Em suma, como referiu Mário Soares, Fernando Valle foi “um homem, a todos os títulos, excepcional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Médico-apóstolo”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Coja, a Princesa do Alva, foi a vila eleita pelo médico do povo para passar alguns momentos da sua vida na sua casa solarenga com vista sobre o rio Alva.&lt;br /&gt;Para aqueles que tiveram oportunidade de privar com ele e a sorte de partilhar o seu dia-a-dia, a simpatia e a humildade são os adjectivos que mais se ouvem nas bocas dos cojenses.&lt;br /&gt;António Lopes Machado no seu livro Crónicas Regionalistas: Região de Arganil, conta-nos que o dr. “herdou de seu pai essa missão de médico-apóstolo, conquistando assim a simpatia e o reconhecimento das gentes humildes do concelho de Arganil a que durante tantos anos assistiu na doença, manifestando tais sentimentos humanos que só quem pudesse pagava”.&lt;br /&gt;Um homem de hábitos, inesquecíveis, não passava despercebido pelas gentes da sua terra. Sempre que passava a ponte do rio Alva, em Coja, “com a bengala furava os buracos por onde a água escoava, por forma a tirar o lixo para a água passar mais facilmente. A gente quando passava lá, sabia quando passava o sr. dr.”, relembra António Augusto.&lt;br /&gt;Este homem do povo “falava bem para toda a gente, rico ou pobre, era uma pessoa que não fazia distinções de classes, tinha sempre um sorriso. Era engraçado tinha sempre um sorriso”, como nos explica Rui Tavares, sócio da firma José Feiteira &amp; Companhia Limitada frequentada pelo “médico-apóstolo”, “nos últimos anos da sua vida quando passava um tempo em Coja. Ele tinha preferência em ir ao café da antiga Havaneza, que hoje pertence à firma José Feiteira &amp;amp; Companhia, entre as 10 e as 12 horas da manhã”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Nunca errei com sentido voluntário”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fernando Valle&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os seus hábitos vincados pelos seus 104 anos de vida, fizesse chuva ou fizesse sol o dr. percorria sempre o trajecto de sua casa ao café a pé, num percurso de cerca de 500 metros, passando em primeiro pelo vendedor de jornais.&lt;br /&gt;“Comprava o jornal Público, passo a publicidade, e, então, entrava no café cumprimentava-nos e sentava-se sempre na mesma mesa. O que só não aconteceria se por qualquer motivo estivesse ocupada. Mas, algumas vezes aconteceu estar ocupada por pessoas que o conheciam e que sabiam do seu hábito, imediatamente, davam-lhe o lugar, ele dizia que não, “deixem-se estar”, mas as pessoas faziam questão de ele ocupar aquele lugar. E, então, estendia o jornal em cima da mesa, tirava a sua lupa, o seu caderno de apontamentos e fazia as suas leituras. Nós, claro, já sabíamos o seu hábito. Preparávamos-lhe o galãozito, a torradinha e colocávamos na mesa dele. Ele parava as leituras e tomava o galão e a torrada até por volta do meio-dia, sensivelmente”, recorda Rui Tavares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Eu gosto bem de cá andar”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fernando Valle&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Apaixonado pela vida este Homem “a todos os títulos excepcional” não vivia intimidado pela certeza da morte. Rui Tavares conta que “já quase no final da vida dele houve um senhor que entrou (no café) e que o conhecia, também, e que o cumprimentou. Fez-lhe uma festa e depois disse-lhe: «o sr. dr. inda cá vai andar muitos anos, o sr. inda está um jovem» e o dr. Fernando assim com aquele sorriso, aquele ar, digamos que de alguma maneira maroto pelas palavras olhou para o homem e disse: «mas olhe que eu gosto bem de cá andar»”.&lt;br /&gt;De facto, segundo Mário Soares, os seus 104 anos de vida não passaram indiferentes a todos aqueles que privaram com ele e que continuam a admirar os feitos deste republicano, maçon, socialista, presente na primeira linha de combate contra as ditaduras desde o tempo de Sidónio Pais ao Caetano.&lt;br /&gt;Assim, a firma José Feiteira &amp; Companhia Limitada encontrou uma forma simples de homenagear o dr. do povo, sem a intenção de obter qualquer tipo de contrapartida, através de uma fotografia simbólica de alguns momentos mais importantes da vida deste cidadão que se sentia bem próximo das pessoas, fossem ricas ou pobres.&lt;br /&gt;“Embora, não o fizéssemos com qualquer ideia de agradecer, mas como reconhecimento da preferência que ele ao longo da sua permanência em Coja, deu à nossa casa. E, então, colocámos por cima do lugar que ele habitualmente ocupava a tomar a sua torrada e a ler o seu jornal. É uma homenagem digamos que também para perpetuar, e não precisa porque ele já está perpetuado de muitas maneiras até pela sua própria vida, mas pronto. Para perpetuar a nível de quem nos visita a casa, perpetuar um cliente ilustre e que nos deu sempre a sua preferência”, afirma Rui Tavares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O amor como arma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão pela qual Fernando Valle preferia a mesa, talvez encontre explicação no facto de existir uma saliência na parede que o abrigava da corrente de ar da porta de entrada. E deste modo, descobrimos, provavelmente, um dos segredos de uma vida longa, segundo Rui Tavares “ele chegou àquela idade, porque se protegeu, porque teve cuidados que muitas vezes nós não temos. Ele, possivelmente, deve ter tido esses cuidados, e, penso eu, escolheu aquela mesa porque o protegia da corrente de ar da porta da rua”.&lt;br /&gt;A verdade é que este Ser vai ficar para sempre na memória de todos. José Eduardo Mendes Ferrão, ex-ministro da agricultura, numa homenagem ao médico-apóstolo referiu que “o dr. Fernando Valle vai permanecer pelos tempos fora, não tanto por causa das placas das ruas ou no nome da ponte que delicadamente e firmemente recusou, mas no coração daqueles que o conhecem e o seu exemplo e postura hão-de ser contados às gerações, que na continuidade dos tempos se irão seguir”.&lt;br /&gt;E é com saudade, carinho e com um enorme orgulho que todos aqueles que privaram e partilham os mesmos ideais deste Ser que o recordam e perpetuam ao longo dos tempos o Homem, o amigo e o exemplo de um lutador que guerreava pela paz, pela liberdade e pela justiça social, tendo como arma preferida o amor pelos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;                                                                                                                           Cristina Correia Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;in A Comarca de Arganil&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4985168156824366509-5857584359419526707?l=sabiosmestres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/feeds/5857584359419526707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4985168156824366509&amp;postID=5857584359419526707' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/5857584359419526707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4985168156824366509/posts/default/5857584359419526707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabiosmestres.blogspot.com/2007/07/simplesmente-fernando-valle.html' title='Simplesmente Fernando Valle'/><author><name>Cristina Correia Pinto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-LJYQlwfz7Cc/ThL-FMJ9kPI/AAAAAAAAABM/NhpjpNy1SFI/s220/DSC00957.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
