Parece que em todo o lado anda um Sábio Mestre a orientar o nosso caminho e a querer que coloquemos à prova tudo aquilo que nos foi e vai sendo transmitido ao longo da nossa existência.
Quatro anos a estudar Comunicação Social deram direito a uma licenciatura e a um estágio profissional numa estação de TV portuguesa (TVI), os sonhos cresceram em torno dessa realidade, contudo parece que há algo mais forte (a realidade) e nos coloca outras oportunidades no caminho, como por exemplo uma passagem pela imprensa regional.
Novos sonhos, novas vontades e um contacto directo com a realidade socio-económica do nosso país. Mais um tombo por que os sonhos na área do jornalismo começam a ser menos concretizáveis, dada a conjuntura que os jornais atravessam e consequentemente as ofertas que nos dão para podermos subsistir com a profissão que nos enche a alma.
A solução não é de todo ficar de braços cruzados à espera que venham dias melhores, nem passa por fazer um braço de ferro com as entidades patronais a exigir os direitos mínimos. Claro que não é tudo assim tão linear! Há desespero, frustração, raiva… Há vontade de lutar por tudo aquilo que sonhamos mesmo quando sabemos que o nosso futuro próximo não vai passar por ali.
O próximo passo é continuar a procurar emprego e investir na área da Comunicação Social.
Parar é morrer
A solução que encontro a curto prazo é tirar mais um curso para limar arestas e apreender novos conteúdos. A escolha recai num atelier de TV leccionado pelo Cenjor.
Parece que em termos pessoais a escolha foi ideal, uma vez que o feedback e o saldo final de curso foi bastante positivo e superou todas as expectativas, no entanto em termos profissionais continuam a não existir perspectivas de trabalho e, as ofertas que chegam não são de todo as mais apelativas para quem quer começar a ter uma vida minimamente organizada nos dias e na sociedade de hoje.
Sorte ou azar, destino traçado por alguém ou delineado por mim. Eis que surge a oportunidade de entrar numa Pós-Graduação em Televisão, na Universidade Autónoma de Lisboa. Mais uma vez a avaliação final é positiva.
Descontente com o facto de estar na capital apenas e só para estudar, uma semana antes de terminar a formação dou por mim a secretariar uma direcção numa das empresas mais conceituadas de Portugal.
Sim! Não sonhei com isto, só em pequena é que gostava de brincar às secretárias, de atender o telefone e marcar uma série de eventos na minha agenda, da mesma forma que adorava escrever histórias para o meu irmão, brincar às professoras e imitar os locutores de rádio e os pivots dos telejornais, para não dizer que gostava de atender os clientes na loja dos meus avós…e que sempre que ia um viajante vender a sua mercadoria tentava saber o que era necessário para ser gestora. Esse era o meu verdadeiro desejo antes de perceber que a Matemática não era o meu forte e, que a conjuntura do país não me dava grandes oportunidades nesse campo. Afinal, qual é o curso que tem saída nos nossos dias?
Mérito, empenho, dedicação, sorte… não sei…
Hoje, aqui estou eu no mundo do secretariado. Nos primeiros dias acreditava que era temporário - pois era frequente pensar no prazer que tive enquanto jornalista de A Comarca de Arganil, do Jornal de Arganil e de O Tabuense – tal como uma droga, o jornalismo estava entranhado em mim, acomodei-me de tal forma a tão estranha forma de vida que, por estupidez ou não, adoptei uma realidade à outra.
Quando dei por mim, passei de temporária a contratada e de uma secretária de direcção a uma secretária de administração. Como? Não sei. Tentei ser eu. Não deixar nada pendente, usar o meu ar calmo e sério para dar tranquilidade aos que se cruzam no meu caminho. Procurei inovar com base no que aprendi até hoje e aprendi a deixar mais espaço aberto para aprender ainda mais. Será que um dia vou voltar a ser jornalista?
Não sei! Não quero saber!
Estou a gostar da minha adaptação, estou-me a esforçar para dar o meu melhor, acordo com vontade de trabalhar e com o objectivo de ser uma secretária exemplar.
Confesso que dá-me um grande gozo ver que há pessoas que estudam secretariado, que fazem trinta por uma linha para estarem no meu lugar (da mesma forma que eu fiz para ser Jornalista) e não conseguem quando é tão fácil chegar aqui. Mérito, empenho, dedicação, sorte… não sei…
Só sei que vale a pena aprendermos a gostar e a pôr em prática o que aprendemos até ao momento, pois toda a nossa sabedoria é uma mais-valia e é adaptável.
Ainda bem que estou aqui!
Cristina Correia Pinto
18 de Maio de 2009
Quatro anos a estudar Comunicação Social deram direito a uma licenciatura e a um estágio profissional numa estação de TV portuguesa (TVI), os sonhos cresceram em torno dessa realidade, contudo parece que há algo mais forte (a realidade) e nos coloca outras oportunidades no caminho, como por exemplo uma passagem pela imprensa regional.
Novos sonhos, novas vontades e um contacto directo com a realidade socio-económica do nosso país. Mais um tombo por que os sonhos na área do jornalismo começam a ser menos concretizáveis, dada a conjuntura que os jornais atravessam e consequentemente as ofertas que nos dão para podermos subsistir com a profissão que nos enche a alma.
A solução não é de todo ficar de braços cruzados à espera que venham dias melhores, nem passa por fazer um braço de ferro com as entidades patronais a exigir os direitos mínimos. Claro que não é tudo assim tão linear! Há desespero, frustração, raiva… Há vontade de lutar por tudo aquilo que sonhamos mesmo quando sabemos que o nosso futuro próximo não vai passar por ali.
O próximo passo é continuar a procurar emprego e investir na área da Comunicação Social.
Parar é morrer
A solução que encontro a curto prazo é tirar mais um curso para limar arestas e apreender novos conteúdos. A escolha recai num atelier de TV leccionado pelo Cenjor.
Parece que em termos pessoais a escolha foi ideal, uma vez que o feedback e o saldo final de curso foi bastante positivo e superou todas as expectativas, no entanto em termos profissionais continuam a não existir perspectivas de trabalho e, as ofertas que chegam não são de todo as mais apelativas para quem quer começar a ter uma vida minimamente organizada nos dias e na sociedade de hoje.
Sorte ou azar, destino traçado por alguém ou delineado por mim. Eis que surge a oportunidade de entrar numa Pós-Graduação em Televisão, na Universidade Autónoma de Lisboa. Mais uma vez a avaliação final é positiva.
Descontente com o facto de estar na capital apenas e só para estudar, uma semana antes de terminar a formação dou por mim a secretariar uma direcção numa das empresas mais conceituadas de Portugal.
Sim! Não sonhei com isto, só em pequena é que gostava de brincar às secretárias, de atender o telefone e marcar uma série de eventos na minha agenda, da mesma forma que adorava escrever histórias para o meu irmão, brincar às professoras e imitar os locutores de rádio e os pivots dos telejornais, para não dizer que gostava de atender os clientes na loja dos meus avós…e que sempre que ia um viajante vender a sua mercadoria tentava saber o que era necessário para ser gestora. Esse era o meu verdadeiro desejo antes de perceber que a Matemática não era o meu forte e, que a conjuntura do país não me dava grandes oportunidades nesse campo. Afinal, qual é o curso que tem saída nos nossos dias?
Mérito, empenho, dedicação, sorte… não sei…
Hoje, aqui estou eu no mundo do secretariado. Nos primeiros dias acreditava que era temporário - pois era frequente pensar no prazer que tive enquanto jornalista de A Comarca de Arganil, do Jornal de Arganil e de O Tabuense – tal como uma droga, o jornalismo estava entranhado em mim, acomodei-me de tal forma a tão estranha forma de vida que, por estupidez ou não, adoptei uma realidade à outra.
Quando dei por mim, passei de temporária a contratada e de uma secretária de direcção a uma secretária de administração. Como? Não sei. Tentei ser eu. Não deixar nada pendente, usar o meu ar calmo e sério para dar tranquilidade aos que se cruzam no meu caminho. Procurei inovar com base no que aprendi até hoje e aprendi a deixar mais espaço aberto para aprender ainda mais. Será que um dia vou voltar a ser jornalista?
Não sei! Não quero saber!
Estou a gostar da minha adaptação, estou-me a esforçar para dar o meu melhor, acordo com vontade de trabalhar e com o objectivo de ser uma secretária exemplar.
Confesso que dá-me um grande gozo ver que há pessoas que estudam secretariado, que fazem trinta por uma linha para estarem no meu lugar (da mesma forma que eu fiz para ser Jornalista) e não conseguem quando é tão fácil chegar aqui. Mérito, empenho, dedicação, sorte… não sei…
Só sei que vale a pena aprendermos a gostar e a pôr em prática o que aprendemos até ao momento, pois toda a nossa sabedoria é uma mais-valia e é adaptável.
Ainda bem que estou aqui!
Cristina Correia Pinto
18 de Maio de 2009
-001.jpg)
6 comentários:
Olá!
Também ando a lutar para concretizar os meus sonhos. Por enquanto, vou ficando por aqui (uns pisos abaixo do teu!!!) mas se Deus quiser e eu fizer a minha parte, hei-de conseguir!
E espero que apesar de gostares de estar onde estás, consigas alcançar o teu sonho!
:)
Olá Paula,
O mais caricato é que nem sei como vim para uns pisos acima do teu... às vezes olho à minha volta e parece que estou num mundo à parte. Tenho saudades...
Beijinho muito grande e que tudo corra como mais desejas
Fico feliz com a tua felicidade... uma forte dedicação, com ingredientes de personalidade e uma pitada de sorte contribuiram para que seguisses o caminho até esta etapa, contudo o mérito e esforço é inteiramente teu... e isso só revelou o teu valor e capacidades... bem merecidas por sinal!
Nenhuma área actualmente é a certa ou indicada... o indicado é estudar o que gostamos, esforçar por conquistar o nosso lugar e viver um dia de cada vez, o que tiver de se cruzar no caminho, assim será... és prova disso mesmo, assim como deves continuar a provar o teu valor e tentar inserir-te na respectiva área para a qual estudaste... nunca se sabe quando isso será outro patamar...
Beijinhos
Horus
Horus
Obrigada pelas tuas palavras e pelos teus votos.
Pegando nas palavras de Paulo Coelho... Somos Guerreiros da Luz... Assim sendo, por mais escuro que seja o caminho temos capacidade suficiente para o iluminar e lutar pela nossa Felicidade...
Beijo
Pois é.
Ficou a DSGR mais pobre, sem a tua presença (aqui creio que a formalidade pode ficar esquecida) e a Admin ganhou uma excelente secretária.
Boa sorte Cristina.
Nós cá continuamos sentados no 4º piso, a saber receber e a ajudar quem nos aparece pela frente.
Obrigada Oestrimni
Por mais surreal que pareça... só quando passo pelas portarias é que me apercebo que, ainda, estou no mesmo edifício .
No fundo, tenho saudades de pagar café ao pessoal, de ser surpreendida com a visita de um bicho rastejante ou de uma qualquer espécie... que só imaginava ver nos filmes...
Em suma, foi bom passar pela DSGR, aprendi imenso, fui bem recebida e quando sai recebi a tão prometida ginja...
Obrigada pelas tuas palavras e pelos teus votos. Boa sorte para ti também
Enviar um comentário